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Recursos do crédito com desconto em folha ultrapassam R$ 50 bi


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

08/11/2003 | 20:34


Uma oferta de crédito superior a R$ 50 bilhões. Esse é o volume que os 30 bancos que aderiram aos acordos das centrais sindicais para o empréstimo com desconto em folha anunciaram que dispõem para a operação, segundo a consultoria Trevisan. Como exemplo, o Santander Banespa, que acertou com as três maiores centrais do país – Força Sindical, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) – informou que tem uma dotação de R$ 10 bilhões, o Bradesco espera chegar em oito meses a R$ 2 bilhões com a linha e o BMG, que fechou com CUT e a Força, quer dobrar sua carteira de empréstimos desse tipo para R$ 2,2 bilhões em um ano.

Para o diretor da consultoria Richard Dubois, os números surpreenderam. “É fantástica essa oferta que os bancos estão fazendo e que vai irrigar a economia.” Ele ressaltou que nem todo esse montante significará crédito novo, já que uma parte considerável deve ir para a troca de dívida, ou seja, passar de um financiamento com juros mais alto para esse, com taxas bem menores (de 1,75% a 3,6% ao mês), para os padrões brasileiros. Dubois projeta que já essa operação sairá de praticamente zero para R$ 30 bilhões em um ano, dos quais R$ 10 bilhões em recursos novos e R$ 20 bilhões para as pessoas pagarem dívidas.

“O que vemos é uma nova modalidade de crédito que é extremamente interessante para o sistema financeiro, por atingir um segmento da população muito demandador de crédito e que em geral paga bem. O desconto em folha simplifica muito a operação para os bancos”, acrescentou.

Por conta desse interesse, na última semana 11 bancos se juntaram aos 19 que já haviam aderido ao acordo da CUT. E o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC assinou com a Caixa Econômica Federal, por conta do termo de adesão que fez com a central sindical, e o banco poderá oferecer o serviço à base dessa categoria (95 mil pessoas) na região. A intenção da instituição é dobrar em um ano sua carteira de crédito consignado, que é de estimados R$ 1,4 bilhão.

A Caixa já assinou com a Rolls Royce, primeira empresa da região a contar com a linha para seus 260 funcionários. Pelos cálculos da Trevisan, dentro dos próximos 60 a 120 dias, os outros bancos começam a operacionalizar suas linhas de crédito. “Vamos entrar na fase de acordos de sindicatos com os bancos”, disse o presidente nacional da CUT, Luiz Marinho.

Marinho afirmou que bancos que têm folhas de pagamento de grandes montadoras e ainda não aderiram poderão perder a chance de entrar nesse mercado se não se apressarem. “Estamos fazendo um chamado que só até a semana que vem (esta semana) vamos aceitar, depois só no ano que vem”, afirmou, referindo-se especificamente ao Itaú, Unibanco e Nossa Caixa, que ainda não fazem parte da lista da entidade.

Pelo lado da Força, o secretário geral João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que cresce o número de bancos que têm procurado a entidade. “Recebemos a visita do Mercantil do Brasil e do banco Alfa, que vão fazer propostas”, disse. Na última sexta, o Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo, ligado à Força, assinou com o Santander Banespa o termo de adesão ao acordo da central sindical, para oferecer o crédito com desconto em folha a essa categoria (30 mil pessoas) em São Paulo e no Grande ABC.



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