Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 6 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Vacilos e vacinas


Do Diário do Grande ABC

21/04/2021 | 23:59


É inacreditável como um benefício pode se transformar em empecilho dependendo da maneira como é oferecido. Um exemplo claro disso é a imunização contra a Covid-19. A obtenção de uma vacina, ou de várias, em tempo recorde é fato para ser louvado. Envolveu cientistas de vários países e as mais modernas técnicas. A ciência foi colocada à prova e conseguiu dar a resposta que a humanidade esperava. A utilização do medicamento, entretanto, pode pôr tudo a perder.

No Grande ABC, casos isolados envolvendo os medicamentos mancham todo o trabalho sério que vem sendo desenvolvido pelos profissionais de saúde na gloriosa luta em favor da vida e contra o coronavírus.

Desde que as medicações começaram a ser ofertadas na região, em 19 de janeiro, ocorrências que beiram o inacreditável contrastam com a alegria de quem é vacinado e ganha um pouco mais de esperança de não fazer parte da triste estatística dos infectados ou mortos.

A última delas foi em Mauá, onde um funcionário da saúde recebeu injeções com substâncias produzidas por laboratórios diferentes, numa sucessão de falhas. Mas não foi a única. Em Diadema teve furto de doses e aplicação de imunizantes antiCovid em crianças que buscavam remédio contra a Influenza. Em Santo André, houve denúncia de funcionário que teria realizado a chamada ‘injeção de vento’. Aparentemente, furou o braço da paciente, mas não injetou o líquido.

São situações lamentáveis, que ficam ainda piores quando existe a tentativa de uso político. No caso mauaense, por exemplo, o ex-prefeito Atila Jacomussi utilizou suas redes sociais para propagar o que chamou de “incompetência e falta de compromisso com a vida”, arrematando com a frase “imaginem quantas pessoas possam ter sido vacinadas dessa forma”.

A vacina é hoje a principal arma para superar a pandemia. Os servidores precisam ter todo o cuidado possível com a sua manipulação. Entretanto, não pode jamais ser desacreditada.  



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Vacilos e vacinas

Do Diário do Grande ABC

21/04/2021 | 23:59


É inacreditável como um benefício pode se transformar em empecilho dependendo da maneira como é oferecido. Um exemplo claro disso é a imunização contra a Covid-19. A obtenção de uma vacina, ou de várias, em tempo recorde é fato para ser louvado. Envolveu cientistas de vários países e as mais modernas técnicas. A ciência foi colocada à prova e conseguiu dar a resposta que a humanidade esperava. A utilização do medicamento, entretanto, pode pôr tudo a perder.

No Grande ABC, casos isolados envolvendo os medicamentos mancham todo o trabalho sério que vem sendo desenvolvido pelos profissionais de saúde na gloriosa luta em favor da vida e contra o coronavírus.

Desde que as medicações começaram a ser ofertadas na região, em 19 de janeiro, ocorrências que beiram o inacreditável contrastam com a alegria de quem é vacinado e ganha um pouco mais de esperança de não fazer parte da triste estatística dos infectados ou mortos.

A última delas foi em Mauá, onde um funcionário da saúde recebeu injeções com substâncias produzidas por laboratórios diferentes, numa sucessão de falhas. Mas não foi a única. Em Diadema teve furto de doses e aplicação de imunizantes antiCovid em crianças que buscavam remédio contra a Influenza. Em Santo André, houve denúncia de funcionário que teria realizado a chamada ‘injeção de vento’. Aparentemente, furou o braço da paciente, mas não injetou o líquido.

São situações lamentáveis, que ficam ainda piores quando existe a tentativa de uso político. No caso mauaense, por exemplo, o ex-prefeito Atila Jacomussi utilizou suas redes sociais para propagar o que chamou de “incompetência e falta de compromisso com a vida”, arrematando com a frase “imaginem quantas pessoas possam ter sido vacinadas dessa forma”.

A vacina é hoje a principal arma para superar a pandemia. Os servidores precisam ter todo o cuidado possível com a sua manipulação. Entretanto, não pode jamais ser desacreditada.  

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;