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Candidatos partem para o ataque em debate na TV



04/09/2012 | 00:34


No segundo debate da corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo, ontem à noite, o petista Fernando Haddad optou por polemizar com Celso Russomanno (PRB), líder nas pesquisas, enquanto o tucano José Serra trocou acusações com Gabriel Chalita (PMDB).

No início do evento, promovido pela Rede TV! e pelo jornal Folha de S. Paulo, Russomanno preferiu evitar o confronto com Serra e Haddad, seus principais adversários, e escolheu a candidata Soninha Francine para responder a uma pergunta sobre qualidade da educação pública.

Em seguida, o petista aproveitou sua primeira participação no debate para se dirigir a Russomanno e perguntar ao adversário por que ele é contra a proposta da criação do Bilhete Único mensal - uma das bandeiras de sua candidatura.

O candidato do PRB levantou dúvidas sobre a viabilidade da proposta, que prevê o uso ilimitado do sistema de ônibus por 30 dias a um custo de R$ 140. "Faço propostas em cima do que é possível. Se você tem estudos que mostrem a viabilidade, eu seria o primeiro a implantar. Não podemos fazer propaganda enganosa."

O petista retrucou que a proposta original do bilhete único, na administração de Marta Suplicy (PT), também foi criticada e considerada inviável. Os minutos seguintes foram marcados pelo embate entre Chalita e Serra. Foi o peemedebista quem fez o primeiro movimento, ao acusar o tucano de ter fechado escolas de tempo integral quando era governador do Estado, entre 2007 e 2010.

No contra-ataque, Serra acusou o adversário de mentir. Disse que Chalita não abriu escolas de tempo integral quando era secretário de Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB), diferentemente do que afirma, e negou ter fechado escolas. "Ele não tem currículo para apresentar, então está mentindo aqui na televisão."

Na réplica, o peemedebista voltou à carga. "Não tenho histórico de mentiroso. Quem disse que não sairia da Prefeitura para se candidatar não fui eu. Quem disse que não conhecia Paulo Preto não fui eu", disse, referindo-se ao ex-diretor da Dersa acusado de envolvimento em irregularidades. A troca de farpas fez com que os dois candidatos fizessem pedidos de direito de resposta aos organizadores do debate - ambos sem sucesso.

Soninha, na primeira oportunidade que teve para fazer perguntas aos adversários, escolheu Haddad e o questionou sobre a aliança com Paulo Maluf.

O petista repetiu o discurso de que não gosta de "fulanizar" a política e de que a coligação com o PP de Maluf é efeito da estratégia de repetir em São Paulo as alianças de sustentação aos governos Lula e Dilma.

No bloco em que jornalistas puderam fazer perguntas, Russomanno negou que seu partido seja controlado pela Igreja Universal do Reino de Deus. Disse ainda que 80% dos filiados ao PRB são católicos. Serra, convocado a comentar as declarações do adversário, preferiu não polemizar. Afirmou que não caberia a ele comentar questões de outros candidatos relacionadas à religião.

Haddad foi questionado sobre a viabilidade de se apresentar como candidato do "novo" em um momento em que um correligionário - João Paulo Cunha - é condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão. O candidato tergiversou e não citou o principal escândalo do governo Lula.



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