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Um outro olhar para a psicologia


Do Diário do Grande ABC

16/09/2021 | 00:01


Ainda como estudante, pude perceber que a construção teórica da psicologia, através de suas diferentes escolas de pensamento, se estruturava, conforme o pensamento científico do século XX, no paradigma cartesiano. Aprendi o ser humano modelado como uma máquina perfeita, tendo o sistema neuronal como engrenagem principal de onde surgiria a emoção – uma resposta química – e o sentimento como sendo a sua reação. Visão que consagra o materialismo e a primazia da razão.

Entretanto, vislumbrando a universalidade do sentir, entendi os mais de 500 sentimentos conhecidos como uma constante universal humana que ultrapassa as épocas e as culturas, variando apenas na forma de expressão. 

Torna-se fácil compreender se alguém diz que sentiu medo porque os seres humanos sentem a vibração dos sentimentos de forma equivalente, variando apenas na experiência subjetiva, ao exemplo de se ouvir uma mesma música, cada pessoa irá escutá-la conforme a sua experiência de vida.

Desta forma, valendo-me da psicologia, psicanálise, física, biologia e artes – da transdisciplinaridade, cheguei ao paradigma vibracional e à ciência do sentir, onde o ser humano é concebido como um complexo vibracional cuja experiência de si mesmo é o sentir. Sentir que se expressa em sentimentos, sensações e pensamentos – aquela vibração que, processada pelo pensar, confirma que se acessamos ao que pensamos é porque podemos sentir os pensamentos.

Através desse olhar, mente e corpo são imagens de um complexo vibracional uno que, ao ser processado pelo sistema perceptivo humano, resulta na capacidade simbólica e cria a ilusão de divisão e materialidade. Olhar que também eleva os sentimentos ao lugar de atores principais nas cenas de nossas vidas e direciona a psicologia para o paradigma vibracional. 

O sentir compõe o nosso Eu, pois a vida irá ser vivida mais leve ou pesada em consonância com o que estamos sentindo. A questão é que vivemos em uma cultura que desdenha e aponta como fraqueza demonstrar sentimentos. Tornou-se um mito que o ser humano superior deve ser lógico e calculista, quando a riqueza e a evolução humana estão na experiência dos seus sentimentos e transformações. 

Segundo a ciência do sentir, os sentimentos são como diamantes que precisam ser lapidados para assim gerar riquezas internas, possibilitando às pessoas adquirirem recursos para gerenciar as suas relações, assim como a própria vida.

Neste paradigma emerge o ‘eu sensível’, aquele recorte do ‘Eu’ que, conseguindo experienciar o sensível conscientemente, viabiliza o sabor do ‘Eu’ – o sentimento de ‘Eu’ que cada pessoa possui de si mesma.

Beatriz Breves é psicóloga, psicanalista, bacharel e licenciada em física. É presidente, integrante efetiva e fundadora da SoCiS (Sociedade da Ciência do Sentir) e autora de oito livros sobre o tema.

Palavra do leitor

Paul Harris

Sou do grupo de escritores que está desde o censo cultural de 2005 na Academia Popular de Letras da Biblioteca Paul Harris, onde, através da bibliotecária Ana Maria, pude realizar o meu sonho de me tornar escritora e participar de antologias. Conheci outros tantos escritores, hoje amigos, que também puderam realizar seus projetos, não só de São Caetano, como de cidades vizinhas. Eu, meus filhos, noras, netos e amigos a frequentamos tanto para pesquisas, leituras como eventos de sarau, reuniões de escritores e lançamentos de livros. Por isso peço, de coração, não tirem a biblioteca de seu lugar! Façam a digital junto com a impressa, mas no endereço atual, como é comum nas maiores cidades do mundo! (Política, dia 24) 

Maria de Lourdes Vidal Chessa
São Caetano

Que humanos seremos?

Os seres terráqueos, tidos por humanos, ainda são os que mais prejudicam a vida no planeta, e nada fazem para amenizar o sofrimento de outros povos. Esquecem os humanos que somos todos iguais, independentemente do local onde moramos e vivemos. Se prejudicamos e degradamos a área onde vivemos, iremos prejudicar outros povos. Afinal, o que se faz em uma área, afeta, de maneira outra “gente” em outro lugar. Quando destruímos o meio em que vivemos provocamos mudança climática, poluição e perdas ambientais que irão impactar, de forma severa, a produção alimentar, a qualidade da água, o acesso à educação, à moradia e provocaremos problemas de saúde e atraso no desenvolvimento tecnológico. Não. Ainda não somos humanos. Por enquanto, somos apenas seres vivendo em nossos mundinhos, observando os humanos morrerem ao nosso lado. 

Gregório José Lourenço
Osasco

Preço dos combustíveis 

O presidente Jair Bolsonaro trocou o presidente da Petrobras. O general em questão até agora não mudou nada e anunciou que não haverá alterações na política de preços. O presidente da República anunciou uma medida provisória que autoriza os produtores a vender para os postos, libertando, assim, os produtores do jugo das distribuidoras, pois uma resolução da ANP de 2009 deu exclusividade às distribuidoras vender combustíveis para os postos. Existe no Brasil uma selvageria, com todo mundo querendo explorar o cidadão. Governos estaduais com ICMS, prefeituras com vários impostos e o governo federal com PIS/Cofins. Não há livre comércio na venda dos combustíveis pelos produtores, único setor da economia onde isso acontece. Infelizmente, quem pode decidir sobre esses abusos, são aqueles que não pagam por ela. Só nos resta uma saída, os meios de comunicação caírem de pau nessa política de preços instalada no Brasil, pois o cidadão está sendo asfixiado.

Izabel Avallone
Capital

Caminhoneiro patriota 

Jamais poderia imaginar que um dia a minha liberdade seria defendida por um caminhoneiro apoiador do presidente Bolsonaro, e não pelo deputado e senador nos quais votei para este fim. 

Benone Augusto de Paiva
Capital

Excesso de vacinas?

A saúde continua em destaque no País. E o governo deixa a desejar em todos os sentidos nesse setor, que é da maior importância. O ministro da Saúde chegou ao ponto de declarar, em evento em Guarulhos, que há excesso de vacinas no Brasil. Uma manifestação inadequada para quem ocupa cargo tão importante. 

Uriel Villas Boas
Santos (SP) 



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