Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 21 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Bolsas de sangue sao excluídas da lista de insumos de saúde


Do Diário do Grande ABC

03/09/1999 | 20:59


Apenas um dos fabricantes nacionais de bolsas coletoras de sangue (indispensáveis nas transfusoes) passou no teste de qualidade da Fundaçao Pró-Sangue de Sao Paulo. Apesar disso, o produto foi excluído da lista de insumos da saúde que, desde março, foram isentos do imposto de importaçao, ficando com alíquota de 21%, igual à do perfume francês. No caso das bolsas, a taxa subiu de 19% para 21%. A bolsa importada é melhor e, sem o imposto, mais barata.

"Nossos testes mostram que as bolsas nacionais, exceto as de uma marca que usa matéria-prima importada, nao têm a qualidade mínima necessária", diz Dalton Chamone, presidente da Fundaçao Pró-Sangue. Segundo ele, a opçao final por importar o produto foi feita por questao de preço: a fundaçao tem isençao da alíquota. A decisao de excluir as bolsas da isençao foi tomada pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, da Saúde e da Fazenda.

O ministério da Saúde informa que durante as negociaçoes foram ouvidas entidades representativas da indústria nacional e dos grandes consumidores da área e que a decisao de nao pedir alíquota menor para as bolsas de sangue foi tomada em razao da importância e das dimensoes da indústria nacional. Nao se sabe por que para as bolsas de sangue nao se adotou o critério de abrir o mercado para aumentar a qualidade e a competitividade do produto nacional, uma vez que as avaliaçoes de qualidade de alguns dos grandes hemocentros do país contradizem o pronunciamento do ministério sobre a indústria nacional.

"O produto nacional deixa muito, mas muito a desejar; já tivemos problemas até com a melhor marca: os doadores reclamavam que as agulhas machucavam", diz Ormando Campos, diretor do Hemocentro do Ceará (Hemoce) e membro do Conselho Técnico e Científico da Comissao de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde. "É incompreensível tratar igual cosméticos e produtos essenciais à saúde pública", diz José Lobo, diretor-executivo da Pró-Sangue.

Processo - O resultado é que os hemocentros que podem usam o produto importado. Os órgaos públicos obtêm isençao quando importam diretamente, mas poucos conseguem fazê-lo. Para ter isençao é preciso encaminhar um processo ao Departamento de Comércio Exterior, que pode levar mais de um ano para liberar a importaçao. Sem isençao, o processo leva cerca de um mês. "O resultado é que acabamos comprando mais de 90% das bolsas de importadores privados e pagando o imposto", diz Campos.

Por uma questao de custos e de falta de estrutura para importar, os bancos menores sao obrigados a usar o produto nacional, inferior. "As vezes emprestamos bolsas a hemocentros que ficam sem estoque enquanto aguardam a liberaçao da importaçao".



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;