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Israel declara guerra aos hooligans


Da AFP

30/11/2004 | 20:17


As autoridades de Israel, preocupadas com o aumento da violência nos estádios do país, empreenderam nesta semana uma ofensiva sem precedentes contra os 'hooligans' – torcedores conhecidos por seus atos violentos. Numa verdadeira declaração de guerra, os ministérios de Educação, Segurança e Justiça, bem como o Parlamento, se mobilizaram para combater esse flagelo.

Demonstrando uma unanimidade pouco comum, os deputados do Knesset (parlamento), reunidos extraordinariamente, anunciaram um projeto de lei que prevê pena de um ano de prisão e a proibição de entrar nos estádios por três anos dos torcedores detidos com qualquer objeto que parece uma arma. Também foi formada uma brigada especial de "polícia para os estádios", com a finalidade de identificar e prender os torcedores violentos.

A Federação Israelense de Futebol, pelo seu lado, terá observadores entre as torcidas, que fotografarão e filmarão quaisquer atos agressivos na arquibancada. Uma foto recente mostra perfeitamente a extensão perfeitamente a extensão do problema. Mostra "hooligans" empunhando um martelo durante o clássico israelense entre o Maccabi e o Hapoel, que terminou com uma briga descomunal nas ruas de Jaffah.

"As partidas de futebol deveriam desenvolver-se num ambiente de harmonia (...) Lamentavelmente, se tem quatro ou cinco times cujas torcidas são problemáticas", lamentou o chefe de polícia, Moshé Karadi.

Algumas partidas brigas de ruas que uma disputa esportiva. Cartazes, pinturas de guerra, mas também punhais, petardos, garrafas, pedras, e garrotes formam parte do armamento do "hooligan".

Também se ouve gritos racistas. Alguns torcedores fazem os gestos dos macacos quando um jogador árabe o negro toca na bola. "Nos preparamos para os jogos como para guerra, e nos reunimos para avaliar cada situação com nossos serviços de informação. Nossa determinação é tolerância zero para a violência", assinalou o porta-voz da polícia de Jerusalém, Schmouel Ben Ruby.

Yitshé Menachem, presidente da Federação Israelense de Futebol, propõe a aplicação do exemplo inglês "endurecendo" as sanções e apelou para se tratasse deste "mal pela raiz, a partir do ensino primário".

Na sua opinião o "hooliganismo" nos estádios é fenômeno que reflete as tensões globais da sociedade israelense, o estado de guerra permanente, a pobreza em crescimento, o que se manifesta em particular nas escolas, nas rodovias, a violência contra as mulheres ou a guerra entre bandos.



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Israel declara guerra aos hooligans

Da AFP

30/11/2004 | 20:17


As autoridades de Israel, preocupadas com o aumento da violência nos estádios do país, empreenderam nesta semana uma ofensiva sem precedentes contra os 'hooligans' – torcedores conhecidos por seus atos violentos. Numa verdadeira declaração de guerra, os ministérios de Educação, Segurança e Justiça, bem como o Parlamento, se mobilizaram para combater esse flagelo.

Demonstrando uma unanimidade pouco comum, os deputados do Knesset (parlamento), reunidos extraordinariamente, anunciaram um projeto de lei que prevê pena de um ano de prisão e a proibição de entrar nos estádios por três anos dos torcedores detidos com qualquer objeto que parece uma arma. Também foi formada uma brigada especial de "polícia para os estádios", com a finalidade de identificar e prender os torcedores violentos.

A Federação Israelense de Futebol, pelo seu lado, terá observadores entre as torcidas, que fotografarão e filmarão quaisquer atos agressivos na arquibancada. Uma foto recente mostra perfeitamente a extensão perfeitamente a extensão do problema. Mostra "hooligans" empunhando um martelo durante o clássico israelense entre o Maccabi e o Hapoel, que terminou com uma briga descomunal nas ruas de Jaffah.

"As partidas de futebol deveriam desenvolver-se num ambiente de harmonia (...) Lamentavelmente, se tem quatro ou cinco times cujas torcidas são problemáticas", lamentou o chefe de polícia, Moshé Karadi.

Algumas partidas brigas de ruas que uma disputa esportiva. Cartazes, pinturas de guerra, mas também punhais, petardos, garrafas, pedras, e garrotes formam parte do armamento do "hooligan".

Também se ouve gritos racistas. Alguns torcedores fazem os gestos dos macacos quando um jogador árabe o negro toca na bola. "Nos preparamos para os jogos como para guerra, e nos reunimos para avaliar cada situação com nossos serviços de informação. Nossa determinação é tolerância zero para a violência", assinalou o porta-voz da polícia de Jerusalém, Schmouel Ben Ruby.

Yitshé Menachem, presidente da Federação Israelense de Futebol, propõe a aplicação do exemplo inglês "endurecendo" as sanções e apelou para se tratasse deste "mal pela raiz, a partir do ensino primário".

Na sua opinião o "hooliganismo" nos estádios é fenômeno que reflete as tensões globais da sociedade israelense, o estado de guerra permanente, a pobreza em crescimento, o que se manifesta em particular nas escolas, nas rodovias, a violência contra as mulheres ou a guerra entre bandos.

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