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Zagueiro pediu para passar por exames no início do ano


Raphael Ramos
Especial para o Diário

28/10/2004 | 09:04


Em fevereiro deste ano, Serginho e o restante do elenco do São Caetano passaram por uma série de exames no Instituto do Coração (Incor), na Capital. O jogador, inclusive, havia pedido ao Departamento Médico do São Caetano que lhe fosse indicado uma clínica particular para que fizesse exames para analisar seu estado de saúde, mas o clube agendou exames para todo o elenco no Incor.

Na época, o zagueiro havia demonstrado preocupação devido a recente morte do húngaro Miklos Fehér, do Benfica, durante o Campeonato Português. "Depois que aconteceu aquilo, a gente fica com o negócio na cabeça. Penso sempre que poderia ser uma vítima", afirmou em entrevista ao Diário. Os jogadores fizeram exames clínicos, laboratoriais, eletro, ecocardiograma e ergoepirométrico, além de testes ergométricos.

Paulo Sérgio de Oliveira Silva havia completado 30 anos no último dia 19. Deixa esposa e um filho. Nasceu em Vitória (ES) e antes de chegar ao São Caetano, em abril de 1999, atuou no Araçatuba, no Democrata (MG) e no Social Coronel Fabriciano (MG). Serginho é o terceiro jogador que mais vezes vestiu a camisa do Azulão, atrás apenas do goleiro Sílvio Luiz e do zagueiro Dininho.

Durante quase dois anos, foi considerado o principal responsável pela perda do título da Copa Libertadores de 2002, quando errou o último pênalti na decisão contra o Olímpia, no Pacaembu. Em 2001, já havia desperdiçado uma penalidade nas oitavas-de-final da competição, contra o Palmeiras.

O jogador só conseguiu a redenção final em abril deste ano, quando o São Caetano conquistou o Campeonato Paulista e Serginho foi apontado como um dos principais atletas da competição. Ainda nos vestiários, com a taça no colo, resumiu a sua trajetória no Azulão até aquele momento. "Esse título vai emplacar uma geração de jogadores que devem estar vibrando com a gente porque sabem o quanto sofremos", disse.

No ano passado, Serginho ganhou destaque no noticiário nacional após dar uma entrada violenta em Romário, em pleno estádio do Maracanã, depois de o Baixinho ter feito uma graça na sua frente. Dias depois, o ex-atacante do Fluminense chegou a pedir a contratação do zagueiro para o clube das Laranjeiras, pois foi o único atleta que teve coragem de desafiá-lo. Essa, inclusive, era uma característica de Serginho: devolvia qualquer tipo de provocação.

Ao lado de Dininho, o atleta formou uma das melhores duplas de vaga do Brasil dos últimos quatro anos. E não era raro o São Caetano terminar uma competição com a defesa menos vazada. Recentemente, perdeu a vaga de titular para o jovem Tiago, mas com a contusão do companheiro reassumiu seu posto na equipe.

No início do mês, foi convocado pelo técnico Tite para participar de uma amistoso entre a Seleção Paulista e a Seleção Carioca. Brincalhão e sorridente, respondeu que, "se fosse a seleção da minha rua iria ficar feliz do mesmo jeito".



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Zagueiro pediu para passar por exames no início do ano

Raphael Ramos
Especial para o Diário

28/10/2004 | 09:04


Em fevereiro deste ano, Serginho e o restante do elenco do São Caetano passaram por uma série de exames no Instituto do Coração (Incor), na Capital. O jogador, inclusive, havia pedido ao Departamento Médico do São Caetano que lhe fosse indicado uma clínica particular para que fizesse exames para analisar seu estado de saúde, mas o clube agendou exames para todo o elenco no Incor.

Na época, o zagueiro havia demonstrado preocupação devido a recente morte do húngaro Miklos Fehér, do Benfica, durante o Campeonato Português. "Depois que aconteceu aquilo, a gente fica com o negócio na cabeça. Penso sempre que poderia ser uma vítima", afirmou em entrevista ao Diário. Os jogadores fizeram exames clínicos, laboratoriais, eletro, ecocardiograma e ergoepirométrico, além de testes ergométricos.

Paulo Sérgio de Oliveira Silva havia completado 30 anos no último dia 19. Deixa esposa e um filho. Nasceu em Vitória (ES) e antes de chegar ao São Caetano, em abril de 1999, atuou no Araçatuba, no Democrata (MG) e no Social Coronel Fabriciano (MG). Serginho é o terceiro jogador que mais vezes vestiu a camisa do Azulão, atrás apenas do goleiro Sílvio Luiz e do zagueiro Dininho.

Durante quase dois anos, foi considerado o principal responsável pela perda do título da Copa Libertadores de 2002, quando errou o último pênalti na decisão contra o Olímpia, no Pacaembu. Em 2001, já havia desperdiçado uma penalidade nas oitavas-de-final da competição, contra o Palmeiras.

O jogador só conseguiu a redenção final em abril deste ano, quando o São Caetano conquistou o Campeonato Paulista e Serginho foi apontado como um dos principais atletas da competição. Ainda nos vestiários, com a taça no colo, resumiu a sua trajetória no Azulão até aquele momento. "Esse título vai emplacar uma geração de jogadores que devem estar vibrando com a gente porque sabem o quanto sofremos", disse.

No ano passado, Serginho ganhou destaque no noticiário nacional após dar uma entrada violenta em Romário, em pleno estádio do Maracanã, depois de o Baixinho ter feito uma graça na sua frente. Dias depois, o ex-atacante do Fluminense chegou a pedir a contratação do zagueiro para o clube das Laranjeiras, pois foi o único atleta que teve coragem de desafiá-lo. Essa, inclusive, era uma característica de Serginho: devolvia qualquer tipo de provocação.

Ao lado de Dininho, o atleta formou uma das melhores duplas de vaga do Brasil dos últimos quatro anos. E não era raro o São Caetano terminar uma competição com a defesa menos vazada. Recentemente, perdeu a vaga de titular para o jovem Tiago, mas com a contusão do companheiro reassumiu seu posto na equipe.

No início do mês, foi convocado pelo técnico Tite para participar de uma amistoso entre a Seleção Paulista e a Seleção Carioca. Brincalhão e sorridente, respondeu que, "se fosse a seleção da minha rua iria ficar feliz do mesmo jeito".

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