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Stallone estreia suas explosões


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

13/08/2010 | 07:04


Em uma realidade cinematográfica repleta de efeitos especiais e onde a indústria busca formas de fazer com que o público não deixe de ir ao cinema, os velhos filmes de ação parecem não encontrar espaço. Mas Sylvester Stallone não quis saber das dificuldades e retorna para o gênero que o consagrou com Os Mercenários - estreia hoje com cópias em quatro salas do Grande ABC.

O filme aposta na popularidade de grandes astros dos longas de pancadaria de diferentes décadas e tem chamado atenção por confusões longe das. Uma delas é a declaração de Stallone, que disse que no Brasil "pode-se explodir o País inteiro e eles (no caso, nós) vão dizer ‘obrigado'. Ele precisou se retratar.

Stallone é responsável pela direção, parte do roteiro - que assina ao lado de Dave Callaham - e por estrelar a produção no papel de Barney Ross, líder de um grupo de mercenários altamente treinado para encarar os mais complicados problemas.

Nas missões, ele tem a ajuda de Lee Christmas (Jason Statham), Yin Yang (Jet Li), Hale Caesar (Terry Crews) e Gunnar Jensen (Dolph Lundgren), além de contar com conselhos do antigo companheiro de batalha Tool (Mickey Rourke, em uma das poucas boas atuações do filme) em seu estúdio de tatuagem que funciona como espécie de quartel general para os mercenários. Eles são contratados por Church (Bruce Willis), um representante da CIA, para matar o general Gazar, líder de regime opressor na pequena ilha de Vilena, na América do Sul. Os cenários que a retratam foram filmados no Rio de Janeiro no início do ano passado.

Conforme avalia o terreno onde está se metendo, Ross descobre que o trabalho envolve muito mais do que acabar com o ditador. Em meio a tiros, perseguições e explosões, ele conhece Sandra (a brasileira Giselle Itié, que convence mais com suas falas em espanhol do que em inglês), filha de Gazar e que briga pela liberdade do povo do local.

O excesso de testosterona que ronda Os Mercenários deve agradar quase que exclusivamente ao público masculino. Somente o fato de que ícones másculos do passado, como Stallone, Lundgren, Rourke e Willis, se encontrem com heróis mais recentes, casos de Li e Statham, basta para garantir parte da bilheteria.

Destaque para a emblemática cena na igreja com Stallone, Willis e o convidado especial Arnold Schwarzenegger, capaz de fazer qualquer fanático por filmes de ação se mobilizar por completo em prol da atração. Ainda nos dias de hoje, o trio é lembrado como os representantes maiores do gênero, com filmes como Rambo, a cinessérie Duro de Matar e os diversos O Exterminador do Futuro, respectivamente.

A impressão que fica é de que nem mesmo o diretor levou o filme a sério, buscando resgatar o clima presente em seus antigos sucessos e os trabalhos de seus parceiros da velha guarda. Momentos de comédia são inevitáveis para dar ritmo aos tiroteios e matanças, com algumas ótimas tiradas, entre elas uma referência às pretensões políticas de Schwarzenegger e a brincadeira sobre a baixa estatura de Jet Li.

As novas gerações devem conhecer o elenco apenas por meio de clássicos que não param de se repetir em sessões durante a tarde na televisão, podendo haver curiosidade de como os atores estão atualmente. A recomendação é deixar as mulheres de lado e chamar os amigos para uma sessão de nostalgia com o melhor (ou pior) que o cinema de ação pode oferecer.

Polêmicas arranham filme
Os Mercenários tinha ingredientes o suficiente para chamar a atenção do público nacional de forma positiva: o filme foi rodado no Rio de Janeiro e conta com participação da atriz Giselle Itié. Mas alguns deslizes fora das telas fizeram com que o longa chegasse marcado por arranhões.

Em um bate-papo com o público durante a Comic-Con, maior feira do entretenimento do mundo que acontece anualmente nos Estados Unidos, Sylvester Stallone fez uma piada sobre as filmagens no Brasil que não agradou grande parte dos brasileiros. Quando questionado, o ator disse: "Você pode explodir o país inteiro e eles vão dizer ‘obrigado', e aqui está um macaco para você levar de volta para casa".

A brincadeira considerada politicamente incorreta obrigou o astro de ação a pedir desculpas formais para o público depois que alguns grupos consideraram a ideia de boicotar o filme.

Outra polêmica envolvendo Os Mercenários diz respeito a uma dívida financeira. A produtora norte-americana Nu Image/Millenium, responsável pelo longa, estaria devendo cerca de R$ 4 milhões para a produtora brasileira O2 - que conta com o cineasta Fernando Meirelles como sócio-diretor -, contratada para alguns serviços durante as atividades no Rio de Janeiro.

A quantia remete a gastos extras que não estavam combinados. A Nu Image/Millenium afirma que todos os pedidos de financiamento feitos à O2 foram quitados, não havendo qualquer tipo de dívida entre as empresas. (Luís Felipe Soares)



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Stallone estreia suas explosões

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

13/08/2010 | 07:04


Em uma realidade cinematográfica repleta de efeitos especiais e onde a indústria busca formas de fazer com que o público não deixe de ir ao cinema, os velhos filmes de ação parecem não encontrar espaço. Mas Sylvester Stallone não quis saber das dificuldades e retorna para o gênero que o consagrou com Os Mercenários - estreia hoje com cópias em quatro salas do Grande ABC.

O filme aposta na popularidade de grandes astros dos longas de pancadaria de diferentes décadas e tem chamado atenção por confusões longe das. Uma delas é a declaração de Stallone, que disse que no Brasil "pode-se explodir o País inteiro e eles (no caso, nós) vão dizer ‘obrigado'. Ele precisou se retratar.

Stallone é responsável pela direção, parte do roteiro - que assina ao lado de Dave Callaham - e por estrelar a produção no papel de Barney Ross, líder de um grupo de mercenários altamente treinado para encarar os mais complicados problemas.

Nas missões, ele tem a ajuda de Lee Christmas (Jason Statham), Yin Yang (Jet Li), Hale Caesar (Terry Crews) e Gunnar Jensen (Dolph Lundgren), além de contar com conselhos do antigo companheiro de batalha Tool (Mickey Rourke, em uma das poucas boas atuações do filme) em seu estúdio de tatuagem que funciona como espécie de quartel general para os mercenários. Eles são contratados por Church (Bruce Willis), um representante da CIA, para matar o general Gazar, líder de regime opressor na pequena ilha de Vilena, na América do Sul. Os cenários que a retratam foram filmados no Rio de Janeiro no início do ano passado.

Conforme avalia o terreno onde está se metendo, Ross descobre que o trabalho envolve muito mais do que acabar com o ditador. Em meio a tiros, perseguições e explosões, ele conhece Sandra (a brasileira Giselle Itié, que convence mais com suas falas em espanhol do que em inglês), filha de Gazar e que briga pela liberdade do povo do local.

O excesso de testosterona que ronda Os Mercenários deve agradar quase que exclusivamente ao público masculino. Somente o fato de que ícones másculos do passado, como Stallone, Lundgren, Rourke e Willis, se encontrem com heróis mais recentes, casos de Li e Statham, basta para garantir parte da bilheteria.

Destaque para a emblemática cena na igreja com Stallone, Willis e o convidado especial Arnold Schwarzenegger, capaz de fazer qualquer fanático por filmes de ação se mobilizar por completo em prol da atração. Ainda nos dias de hoje, o trio é lembrado como os representantes maiores do gênero, com filmes como Rambo, a cinessérie Duro de Matar e os diversos O Exterminador do Futuro, respectivamente.

A impressão que fica é de que nem mesmo o diretor levou o filme a sério, buscando resgatar o clima presente em seus antigos sucessos e os trabalhos de seus parceiros da velha guarda. Momentos de comédia são inevitáveis para dar ritmo aos tiroteios e matanças, com algumas ótimas tiradas, entre elas uma referência às pretensões políticas de Schwarzenegger e a brincadeira sobre a baixa estatura de Jet Li.

As novas gerações devem conhecer o elenco apenas por meio de clássicos que não param de se repetir em sessões durante a tarde na televisão, podendo haver curiosidade de como os atores estão atualmente. A recomendação é deixar as mulheres de lado e chamar os amigos para uma sessão de nostalgia com o melhor (ou pior) que o cinema de ação pode oferecer.

Polêmicas arranham filme
Os Mercenários tinha ingredientes o suficiente para chamar a atenção do público nacional de forma positiva: o filme foi rodado no Rio de Janeiro e conta com participação da atriz Giselle Itié. Mas alguns deslizes fora das telas fizeram com que o longa chegasse marcado por arranhões.

Em um bate-papo com o público durante a Comic-Con, maior feira do entretenimento do mundo que acontece anualmente nos Estados Unidos, Sylvester Stallone fez uma piada sobre as filmagens no Brasil que não agradou grande parte dos brasileiros. Quando questionado, o ator disse: "Você pode explodir o país inteiro e eles vão dizer ‘obrigado', e aqui está um macaco para você levar de volta para casa".

A brincadeira considerada politicamente incorreta obrigou o astro de ação a pedir desculpas formais para o público depois que alguns grupos consideraram a ideia de boicotar o filme.

Outra polêmica envolvendo Os Mercenários diz respeito a uma dívida financeira. A produtora norte-americana Nu Image/Millenium, responsável pelo longa, estaria devendo cerca de R$ 4 milhões para a produtora brasileira O2 - que conta com o cineasta Fernando Meirelles como sócio-diretor -, contratada para alguns serviços durante as atividades no Rio de Janeiro.

A quantia remete a gastos extras que não estavam combinados. A Nu Image/Millenium afirma que todos os pedidos de financiamento feitos à O2 foram quitados, não havendo qualquer tipo de dívida entre as empresas. (Luís Felipe Soares)

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