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Diadema: Gilson abre caminho para volta ao PT


Evelize Pacheco
Do Diário do Grande ABC

23/12/2004 | 11:12


O ex-prefeito de Diadema Gilson Menezes se desfiliou nesta quarta-feira do PL, acompanhado por diversos membros da executiva municipal. Com esse ato, Gilson prepara o caminho de volta para o PT, após 16 anos de afastamento. O grupo entregou os respectivos pedidos ao cartório eleitoral de Diadema e à executiva estadual do próprio partido. "Já era para ter tomado essa atitude antes, mas não quis prejudicar nenhum candidato a vereador", explicou nesta quarta o líder.

Gilson alegou que "muitos membros do PL não tiveram ética partidária", ao não dar apoio ao seu projeto político e, principalmente, à sua candidatura à Prefeitura no primeiro turno. "Não tive solidariedade, não tive respeito", argumentou. Um dos exemplos de golpe, segundo ele, foi a debandada de nove partidos para o arco de alianças do ex-deputado e candidato tucano José Augusto da Silva Ramos às vésperas da convenção do PL. "O Raimundo Salles (do PL de Santo André) ajeitou para o Zé Augusto", relembrou o ex-liberal.

Rompido com o PL, Gilson se mostrou extremamente disponível para retornar às origens. Mas espera um gesto de boa vontade por parte dos petistas, até mesmo do prefeito reeleito, José de Filippi Júnior. "Se for prestigiado, se for respeitado, é claro que há possibilidade de voltar", afirmou. "Não quero mais enfrentamento, mais celeuma, já falei isso ao Filippi."

No entanto, deixou no ar qual seria a forma que esse prestígio tomaria, seja por um convite oficial para entrar no partido. Ou ainda uma participação mais efetiva no governo de Filippi com uma secretaria. "Depende deles", ponderou. Ele admitiu, no entanto, que já houve uma conversa "muito amistosa" com o prefeito sobre sua contribuição no futuro governo. "Estou aguardando."

O PT ainda mantém suspense sobre o papel de Gilson, mas o presidente da legenda, deputado estadual Mário Reali, disse que há "um flerte". "Não fechamos nada ainda, há o clima de namoro."

Gilson deixou o partido em 1988, após uma série de desavenças com o então petista José Augusto. Mas deixou claro que sua identificação com a origem do partido na cidade tem um peso muito grande na sua trajetória política. "Eu não gostaria nunca de ter saído do PT; saí por causa do José Augusto e a direção (à época) demorou para tomar uma atitude", explicou. "Eu fundei o partido, é como se fosse um filho."



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Diadema: Gilson abre caminho para volta ao PT

Evelize Pacheco
Do Diário do Grande ABC

23/12/2004 | 11:12


O ex-prefeito de Diadema Gilson Menezes se desfiliou nesta quarta-feira do PL, acompanhado por diversos membros da executiva municipal. Com esse ato, Gilson prepara o caminho de volta para o PT, após 16 anos de afastamento. O grupo entregou os respectivos pedidos ao cartório eleitoral de Diadema e à executiva estadual do próprio partido. "Já era para ter tomado essa atitude antes, mas não quis prejudicar nenhum candidato a vereador", explicou nesta quarta o líder.

Gilson alegou que "muitos membros do PL não tiveram ética partidária", ao não dar apoio ao seu projeto político e, principalmente, à sua candidatura à Prefeitura no primeiro turno. "Não tive solidariedade, não tive respeito", argumentou. Um dos exemplos de golpe, segundo ele, foi a debandada de nove partidos para o arco de alianças do ex-deputado e candidato tucano José Augusto da Silva Ramos às vésperas da convenção do PL. "O Raimundo Salles (do PL de Santo André) ajeitou para o Zé Augusto", relembrou o ex-liberal.

Rompido com o PL, Gilson se mostrou extremamente disponível para retornar às origens. Mas espera um gesto de boa vontade por parte dos petistas, até mesmo do prefeito reeleito, José de Filippi Júnior. "Se for prestigiado, se for respeitado, é claro que há possibilidade de voltar", afirmou. "Não quero mais enfrentamento, mais celeuma, já falei isso ao Filippi."

No entanto, deixou no ar qual seria a forma que esse prestígio tomaria, seja por um convite oficial para entrar no partido. Ou ainda uma participação mais efetiva no governo de Filippi com uma secretaria. "Depende deles", ponderou. Ele admitiu, no entanto, que já houve uma conversa "muito amistosa" com o prefeito sobre sua contribuição no futuro governo. "Estou aguardando."

O PT ainda mantém suspense sobre o papel de Gilson, mas o presidente da legenda, deputado estadual Mário Reali, disse que há "um flerte". "Não fechamos nada ainda, há o clima de namoro."

Gilson deixou o partido em 1988, após uma série de desavenças com o então petista José Augusto. Mas deixou claro que sua identificação com a origem do partido na cidade tem um peso muito grande na sua trajetória política. "Eu não gostaria nunca de ter saído do PT; saí por causa do José Augusto e a direção (à época) demorou para tomar uma atitude", explicou. "Eu fundei o partido, é como se fosse um filho."

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