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Apesar de rejeição no País, PT triunfa em 4 Estados; PSL elege três

Todos os êxitos do PT foram no Nordeste; legenda de Bolsonaro triunfa em Rondônia, Roraima e Sta.Catarina


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

29/10/2018 | 07:00


 Os últimos 14 governadores foram definidos ontem – 13 nomes haviam se consolidado no primeiro turno. No total, dez dos 20 candidatos à reeleição obtiveram êxito. O balanço eleitoral mostra que 13 partidos saíram vitoriosos do pleito, sendo o PT o maior deles, já que conduzirá quatro Estados a partir de 2019, apesar da forte rejeição. Embora o cenário seja inferior em relação ao pleito de 2014, quando foram conquistados cinco governos pelos petistas, a sigla desbancou o MDB, que viu o número de governadores despencar de sete para três.

O PT triunfou na Bahia (Rui Costa bateu José Ronaldo, DEM), no Ceará (Camilo Santana se destacou sobre General Theophilo, PSDB), no Piauí (Wellington Dias superou Doutor Zezim, SD) e Rio Grande do Norte (Fátima Bezerra deixou Carlos Eduardo, PDT, para trás). Já pelo MDB foram eleitos Helder Barbalho (Pará), Ibaneis Rocha (Distrito Federal) e Renan Filho (Alagoas).

O PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, emplacou três governadores – em Rondônia (Coronel Marcos Rocha desbancou Expedito Júnior, PSDB), em Roraima (Antonio Denarium superou o tucano José de Anchieta) e em Santa Catarina (Comandante Moisés da Silva bateu o favorito Gelson Merísio, PSD). A sigla só havia conseguido eleger governador em 2002, quando Flamarion Portela sagrou-se vitorioso em Roraima.

O PSDB, que em 2014 levou cinco Executivos, desta vez foi soberano em apenas três Estados – São Paulo (João Doria superou Márcio França, PSB), Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja desbancou Juiz Odilon, PDT) e Rio Grande do Sul (Eduardo Leite se saiu melhor sobre José Ivo Sartori, MDB) – apesar disso, governará um terço da população nacional (59,6 milhões de pessoas). PDT, que tinha duas administrações, elegeu só um, no Amapá, com Waldez Góes.

PSB e PSD mantiveram o número de conquistas de quatro anos atrás, três e duas, respectivamente. Neste pleito, o PSB elegeu seus governadores ainda no primeiro turno: Espírito Santo (Renato Casagrande), Paraíba (João Azevedo) e Pernambuco (Paulo Câmara). Já o PSD, que viu Ratinho Júnior ser conduzido ao governo do Paraná ainda no primeiro turno – obteve 59,99% dos votos sobre a atual governadora Cida Borghetti (PP) –, assistiu, na segunda etapa, a Belivaldo Chagas se sagrar governador de Sergipe.

O Novo, partido registrado em 2015, elegeu seu primeiro governador. O empresário Romeu Zema confirmou o favoritismo e saiu vitorioso da disputa ao governo de Minas Gerais. Em sua primeira eleição, ele desbancou o candidato do PSDB, Antonio Anastasia, no segundo turno. Zema, inclusive, surpreendeu ao terminar o primeiro turno na liderança – ele aparecia em terceiro nas pesquisas, atrás do atual governador, Fernando Pimentel (PT). Esta foi a segunda eleição da sigla que, em 2016, conseguiu apenas quatro cadeiras de vereadores.

O DEM comandará dois Estados a partir do próximo ano. O voto popular deu ao partido os Executivos de Goiás (Ronaldo Caiado bateu Daniel Vilela, MDB) e Mato Grosso (onde Mauro Mendes superou Wellington Fagundes, PR).

O PSC fez governadores em dois Estados. No Rio de Janeiro, Wilson Witzel confirmou o favoritismo do primeiro turno e derrotou o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), e, no Amazonas, Wilson Lima recebeu mais votos do que Amazonino Mendes (PDT).

O PCdoB manteve o único governador do partido. Flávio Dino foi reconduzido ao cargo ainda no primeiro turno, após impor derrota a Roseana Sarney, com 59,28% dos votos válidos. O PHS, também na primeira etapa de votação, conquistou, com Mauro Carlesse, o governo do Tocantins. O mesmo aconteceu no Acre, onde Gladson Camelli foi o único candidato do PP vitorioso – deixou o petista Marcus Alexandre para trás.

A exemplo do que ocorreu há quatro anos, apenas uma mulher foi conduzida ao cargo de governadora. Desta vez, Fátima Bezerra (PT), obteve 57,60% dos sufrágios e, a partir de janeiro, comandará o governo do Rio Grande do Norte.



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Apesar de rejeição no País, PT triunfa em 4 Estados; PSL elege três

Todos os êxitos do PT foram no Nordeste; legenda de Bolsonaro triunfa em Rondônia, Roraima e Sta.Catarina

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

29/10/2018 | 07:00


 Os últimos 14 governadores foram definidos ontem – 13 nomes haviam se consolidado no primeiro turno. No total, dez dos 20 candidatos à reeleição obtiveram êxito. O balanço eleitoral mostra que 13 partidos saíram vitoriosos do pleito, sendo o PT o maior deles, já que conduzirá quatro Estados a partir de 2019, apesar da forte rejeição. Embora o cenário seja inferior em relação ao pleito de 2014, quando foram conquistados cinco governos pelos petistas, a sigla desbancou o MDB, que viu o número de governadores despencar de sete para três.

O PT triunfou na Bahia (Rui Costa bateu José Ronaldo, DEM), no Ceará (Camilo Santana se destacou sobre General Theophilo, PSDB), no Piauí (Wellington Dias superou Doutor Zezim, SD) e Rio Grande do Norte (Fátima Bezerra deixou Carlos Eduardo, PDT, para trás). Já pelo MDB foram eleitos Helder Barbalho (Pará), Ibaneis Rocha (Distrito Federal) e Renan Filho (Alagoas).

O PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, emplacou três governadores – em Rondônia (Coronel Marcos Rocha desbancou Expedito Júnior, PSDB), em Roraima (Antonio Denarium superou o tucano José de Anchieta) e em Santa Catarina (Comandante Moisés da Silva bateu o favorito Gelson Merísio, PSD). A sigla só havia conseguido eleger governador em 2002, quando Flamarion Portela sagrou-se vitorioso em Roraima.

O PSDB, que em 2014 levou cinco Executivos, desta vez foi soberano em apenas três Estados – São Paulo (João Doria superou Márcio França, PSB), Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja desbancou Juiz Odilon, PDT) e Rio Grande do Sul (Eduardo Leite se saiu melhor sobre José Ivo Sartori, MDB) – apesar disso, governará um terço da população nacional (59,6 milhões de pessoas). PDT, que tinha duas administrações, elegeu só um, no Amapá, com Waldez Góes.

PSB e PSD mantiveram o número de conquistas de quatro anos atrás, três e duas, respectivamente. Neste pleito, o PSB elegeu seus governadores ainda no primeiro turno: Espírito Santo (Renato Casagrande), Paraíba (João Azevedo) e Pernambuco (Paulo Câmara). Já o PSD, que viu Ratinho Júnior ser conduzido ao governo do Paraná ainda no primeiro turno – obteve 59,99% dos votos sobre a atual governadora Cida Borghetti (PP) –, assistiu, na segunda etapa, a Belivaldo Chagas se sagrar governador de Sergipe.

O Novo, partido registrado em 2015, elegeu seu primeiro governador. O empresário Romeu Zema confirmou o favoritismo e saiu vitorioso da disputa ao governo de Minas Gerais. Em sua primeira eleição, ele desbancou o candidato do PSDB, Antonio Anastasia, no segundo turno. Zema, inclusive, surpreendeu ao terminar o primeiro turno na liderança – ele aparecia em terceiro nas pesquisas, atrás do atual governador, Fernando Pimentel (PT). Esta foi a segunda eleição da sigla que, em 2016, conseguiu apenas quatro cadeiras de vereadores.

O DEM comandará dois Estados a partir do próximo ano. O voto popular deu ao partido os Executivos de Goiás (Ronaldo Caiado bateu Daniel Vilela, MDB) e Mato Grosso (onde Mauro Mendes superou Wellington Fagundes, PR).

O PSC fez governadores em dois Estados. No Rio de Janeiro, Wilson Witzel confirmou o favoritismo do primeiro turno e derrotou o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), e, no Amazonas, Wilson Lima recebeu mais votos do que Amazonino Mendes (PDT).

O PCdoB manteve o único governador do partido. Flávio Dino foi reconduzido ao cargo ainda no primeiro turno, após impor derrota a Roseana Sarney, com 59,28% dos votos válidos. O PHS, também na primeira etapa de votação, conquistou, com Mauro Carlesse, o governo do Tocantins. O mesmo aconteceu no Acre, onde Gladson Camelli foi o único candidato do PP vitorioso – deixou o petista Marcus Alexandre para trás.

A exemplo do que ocorreu há quatro anos, apenas uma mulher foi conduzida ao cargo de governadora. Desta vez, Fátima Bezerra (PT), obteve 57,60% dos sufrágios e, a partir de janeiro, comandará o governo do Rio Grande do Norte.

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