Fechar
Publicidade

Sábado, 14 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Deputado propõe projeto que proíbe nomes de pessoas a animais


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

30/10/2004 | 13:34


Se o polêmico projeto de lei apresentado no início do mês pelo deputado federal Pastor Reinaldo (PTB-RS) for aprovado na Câmara, bichos que hoje atendem pelo nome de Saddam, Suzy ou Michelle serão raros. A proposta prevê a proibição do "batismo" de animais com nomes e sobrenomes comuns a humanos, contrariando a tendência dos últimos tempos.

E dá-lhe Tons, Zecas e Chicos, os cantores. Babalus, Bubas e Daras, personagens das novelas. Se o objetivo é uma homenagem ou apenas ser "original", o fato é que por vezes acontecem coincidências. É o caso do batismo de Mayla, cadela yorkshire da estudante de São Caetano Flávia Câmara, 17 anos. A escolha veio de uma adaptação de Milo (pronuncia-se Mailo), que era o cachorrinho de uma prima de Flávia. "Mais tarde, reencontrei uma amiga com a qual não tinha mais contato que também se chamava Mayla. Não contei que ela tinha o mesmo nome da minha cadela", contou a estudante.

Entre os veterinários, a proposta também causou surpresa. Segunda a veterinária Maria Marta Lecci Capelli, de São Bernardo, pelo menos metade de seus clientes têm animais com nomes próprios humanos. Para a veterinária, essa é uma forma de humanizar e personalizar os animais de estimação, na mesma linha do hábito de adornar os bichos com roupinhas e outros acessórios.

Segundo o autor do projeto de lei, a iniciativa se deu por conta do volume de reclamações que recebeu de pessoas que sentiram-se ofendidas ao saber que eram xarás do bicho de um vizinho. "Já foi provado que até crimes acontecem porque pessoas colocam o nome de um desafeto no cachorro", afirmou. No entanto, ele não quer que a medida o ridicularize. "Quis provocar uma discussão sobre esse problema e trazer atenção para meus outros projetos relacionados aos bichos, como o Código de Proteção aos Animais" declarou o deputado.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Deputado propõe projeto que proíbe nomes de pessoas a animais

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

30/10/2004 | 13:34


Se o polêmico projeto de lei apresentado no início do mês pelo deputado federal Pastor Reinaldo (PTB-RS) for aprovado na Câmara, bichos que hoje atendem pelo nome de Saddam, Suzy ou Michelle serão raros. A proposta prevê a proibição do "batismo" de animais com nomes e sobrenomes comuns a humanos, contrariando a tendência dos últimos tempos.

E dá-lhe Tons, Zecas e Chicos, os cantores. Babalus, Bubas e Daras, personagens das novelas. Se o objetivo é uma homenagem ou apenas ser "original", o fato é que por vezes acontecem coincidências. É o caso do batismo de Mayla, cadela yorkshire da estudante de São Caetano Flávia Câmara, 17 anos. A escolha veio de uma adaptação de Milo (pronuncia-se Mailo), que era o cachorrinho de uma prima de Flávia. "Mais tarde, reencontrei uma amiga com a qual não tinha mais contato que também se chamava Mayla. Não contei que ela tinha o mesmo nome da minha cadela", contou a estudante.

Entre os veterinários, a proposta também causou surpresa. Segunda a veterinária Maria Marta Lecci Capelli, de São Bernardo, pelo menos metade de seus clientes têm animais com nomes próprios humanos. Para a veterinária, essa é uma forma de humanizar e personalizar os animais de estimação, na mesma linha do hábito de adornar os bichos com roupinhas e outros acessórios.

Segundo o autor do projeto de lei, a iniciativa se deu por conta do volume de reclamações que recebeu de pessoas que sentiram-se ofendidas ao saber que eram xarás do bicho de um vizinho. "Já foi provado que até crimes acontecem porque pessoas colocam o nome de um desafeto no cachorro", afirmou. No entanto, ele não quer que a medida o ridicularize. "Quis provocar uma discussão sobre esse problema e trazer atenção para meus outros projetos relacionados aos bichos, como o Código de Proteção aos Animais" declarou o deputado.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;