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Para dar vida à arte


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

14/08/2010 | 07:01


Demonstrar o quanto a arte pode ser viva. Este é o objetivo do Coletivo Ambulante, de São Bernardo, com suas ações ligadas ao projeto Paisagens Urbanas... Um Labirinto, que incluem visitação a uma diferenciada instalação. As atividades - que ocorrem gratuitamente na Câmara de Cultura Antonino Assumpção (Rua Marechal Deodoro, 1.325. Tel.: 4125-0054) - se encerram hoje com 12 horas ininterruptas de performances culturais, entre as 10h e às 22h.

Nascido em 2008, o coletivo iniciou sua trajetória como um grupo cênico, mas logo notou que queria ir mais além. "Acabamos percebendo que tudo se trata de uma arte única, dinâmica e viva. Buscamos essa vida nas nossas obras de arte", explica o ator mineiro Leonardo Andrade, morador do município. Ele faz questão de apontar que todas as atividades cotidianas podem ser um trabalho artístico. "Desde que a pessoa dê esse tipo de intenção para a obra ganhar vida".

Em suas reuniões, Mariana Vilela, Cibele Mateus, Cris Abreu, Soraya Bento, Elza Martins e Flávia Tavares - além de Andrade e qualquer pessoa que esteja presente - discutem sobre os mais variados assuntos, entre eles poesia, religião, filosofia e até mesmo a teoria do sistema. "Surtamos todos os dias", afirma Mariana.

O questionamento maior fica por conta da transformação da arte e o encontro de falhas em seu processo. "Buscamos a falha porque só errando é que podemos nos transformar. A única constante que temos é a mudança", diz Andrade.

A instalação que marca o projeto está aberta para todo o público. A participação das pessoas e sua troca de energia com as almofadas, o varal de barbante e a caixa de areia se mostra essencial para que o conceito em torno do projeto seja alcançado. Deixar recados no espaço é muito bem-vindo.

O estilo do Coletivo Ambulante é caracterizado pelo fato de que tudo está em aberto. Segundo Andrade: "Trabalhamos porque não estabelecemos limites. O que vai acontecer? Não tenho a menor ideia".

Com o término do projeto, os integrantes fazem jus ao nome do coletivo e seguirão para São Paulo, ainda na busca da vida existente em sua arte.



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Para dar vida à arte

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

14/08/2010 | 07:01


Demonstrar o quanto a arte pode ser viva. Este é o objetivo do Coletivo Ambulante, de São Bernardo, com suas ações ligadas ao projeto Paisagens Urbanas... Um Labirinto, que incluem visitação a uma diferenciada instalação. As atividades - que ocorrem gratuitamente na Câmara de Cultura Antonino Assumpção (Rua Marechal Deodoro, 1.325. Tel.: 4125-0054) - se encerram hoje com 12 horas ininterruptas de performances culturais, entre as 10h e às 22h.

Nascido em 2008, o coletivo iniciou sua trajetória como um grupo cênico, mas logo notou que queria ir mais além. "Acabamos percebendo que tudo se trata de uma arte única, dinâmica e viva. Buscamos essa vida nas nossas obras de arte", explica o ator mineiro Leonardo Andrade, morador do município. Ele faz questão de apontar que todas as atividades cotidianas podem ser um trabalho artístico. "Desde que a pessoa dê esse tipo de intenção para a obra ganhar vida".

Em suas reuniões, Mariana Vilela, Cibele Mateus, Cris Abreu, Soraya Bento, Elza Martins e Flávia Tavares - além de Andrade e qualquer pessoa que esteja presente - discutem sobre os mais variados assuntos, entre eles poesia, religião, filosofia e até mesmo a teoria do sistema. "Surtamos todos os dias", afirma Mariana.

O questionamento maior fica por conta da transformação da arte e o encontro de falhas em seu processo. "Buscamos a falha porque só errando é que podemos nos transformar. A única constante que temos é a mudança", diz Andrade.

A instalação que marca o projeto está aberta para todo o público. A participação das pessoas e sua troca de energia com as almofadas, o varal de barbante e a caixa de areia se mostra essencial para que o conceito em torno do projeto seja alcançado. Deixar recados no espaço é muito bem-vindo.

O estilo do Coletivo Ambulante é caracterizado pelo fato de que tudo está em aberto. Segundo Andrade: "Trabalhamos porque não estabelecemos limites. O que vai acontecer? Não tenho a menor ideia".

Com o término do projeto, os integrantes fazem jus ao nome do coletivo e seguirão para São Paulo, ainda na busca da vida existente em sua arte.

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