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PTN abandona ‘Frente Andreense’


Kléber Werneck
Especial para o Diário

23/10/2004 | 13:15


O PTN anunciou nesta sexta rompimento com a Frente Andreense, de Newton Brandão (PSDB). O presidente da legenda, Levy Guedes, justificou a decisão denunciando uma discriminação que estaria sendo feita pela coordenação de campanha às 13 agremiações da Bandeira Andreense, grupo articulado pelo secretário de Governo de São Bernardo, Raimundo Salles, que deu origem à Frente. Este é o segundo partido que abandona o tucano; o PHS já havia feito o mesmo no primeiro turno.

A discriminação sofrida pelos partidos que compõem a coligação inclui proibição para subir no palanque, para discursar ao lado de Brandão e Duílio Pisaneschi, candidato a vice, e até mesmo participar das reuniões para definir estratégias de campanha. Houve ainda discriminação financeira, segundo o presidente do PTN.

O Partido Trabalhista Nacional fez coligação com o PSB no primeiro turno, lançando 35 candidatos a vereador, que totalizaram 25.408 votos – quase o mesmo número que o candidato do PMDB, Wilson Bianchi, o terceiro colocado na disputa pela Prefeitura. O médico José Ricardo, da coligação PTN/PSB, foi eleito vereador. Leia os principais trechos da entrevista de Levy Guedes:

DIÁRIO – O apoio do seu partido vai fazer falta para a Frente Andreense?

LEVY GUEDES – Com certeza. Esses votos vão fazer falta. Foi uma das melhores coligações, com o PSB. Mesmo sabendo que tem alguns que estão revoltados.

DIÁRIO – O PTN vai apoiar o PT agora?

LEVY – Estou liberando os candidatos. Não estou dando apoio ao PT e sim deixando eles à vontade para decidir. Cada um apóia quem quiser.

DIÁRIO – Por que você só tomou esta decisão agora?

LEVY – Em primeiro lugar porque eu tenho que respeitar os meus candidatos. Respeitar a coligação. Como sobraram os dois candidatos a prefeito para o segundo turno, eu fiquei aguardando me convocarem para alguma reunião, para falar alguma coisa sobre o segundo turno. Mas como até agora isso não ocorreu...

DIÁRIO – Quando o PHS deixou a coligação, insinuou-se que outros partidos seguiriam o mesmo caminho. Agora, com a saída do PTN, você acredita que outras legendas podem sair também?

LEVY – Olha, eu falo em nome do PTN. Outros partidos podem sair depois de nossa saída. Pode até acontecer. A maioria está insatisfeita.

DIÁRIO – Como é a participação dos 13 partidos da Bandeira Andreense?

LEVY – Os 13 estão abandonados. Pode até ser que os presidentes dos outros partidos vão chegar e desmentir, falar que não. Mas não é verdade. Eles não receberam material, não podiam subir no palanque e não conseguem participar das reuniões.

DIÁRIO – Esta descrição de abandono que você está fazendo, demonstra que a Frente Andreense está desorganizada?

LEVY – Quando o coordenador de campanha era o Raimundo Salles, a Bandeira Andreense tinha um brilho. Mas quando houve essa mudança, o Duílio (Pisaneschi) passou a ser o candidato a vice e o Brandão prefeito, aquele destaque apagou-se.



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PTN abandona ‘Frente Andreense’

Kléber Werneck
Especial para o Diário

23/10/2004 | 13:15


O PTN anunciou nesta sexta rompimento com a Frente Andreense, de Newton Brandão (PSDB). O presidente da legenda, Levy Guedes, justificou a decisão denunciando uma discriminação que estaria sendo feita pela coordenação de campanha às 13 agremiações da Bandeira Andreense, grupo articulado pelo secretário de Governo de São Bernardo, Raimundo Salles, que deu origem à Frente. Este é o segundo partido que abandona o tucano; o PHS já havia feito o mesmo no primeiro turno.

A discriminação sofrida pelos partidos que compõem a coligação inclui proibição para subir no palanque, para discursar ao lado de Brandão e Duílio Pisaneschi, candidato a vice, e até mesmo participar das reuniões para definir estratégias de campanha. Houve ainda discriminação financeira, segundo o presidente do PTN.

O Partido Trabalhista Nacional fez coligação com o PSB no primeiro turno, lançando 35 candidatos a vereador, que totalizaram 25.408 votos – quase o mesmo número que o candidato do PMDB, Wilson Bianchi, o terceiro colocado na disputa pela Prefeitura. O médico José Ricardo, da coligação PTN/PSB, foi eleito vereador. Leia os principais trechos da entrevista de Levy Guedes:

DIÁRIO – O apoio do seu partido vai fazer falta para a Frente Andreense?

LEVY GUEDES – Com certeza. Esses votos vão fazer falta. Foi uma das melhores coligações, com o PSB. Mesmo sabendo que tem alguns que estão revoltados.

DIÁRIO – O PTN vai apoiar o PT agora?

LEVY – Estou liberando os candidatos. Não estou dando apoio ao PT e sim deixando eles à vontade para decidir. Cada um apóia quem quiser.

DIÁRIO – Por que você só tomou esta decisão agora?

LEVY – Em primeiro lugar porque eu tenho que respeitar os meus candidatos. Respeitar a coligação. Como sobraram os dois candidatos a prefeito para o segundo turno, eu fiquei aguardando me convocarem para alguma reunião, para falar alguma coisa sobre o segundo turno. Mas como até agora isso não ocorreu...

DIÁRIO – Quando o PHS deixou a coligação, insinuou-se que outros partidos seguiriam o mesmo caminho. Agora, com a saída do PTN, você acredita que outras legendas podem sair também?

LEVY – Olha, eu falo em nome do PTN. Outros partidos podem sair depois de nossa saída. Pode até acontecer. A maioria está insatisfeita.

DIÁRIO – Como é a participação dos 13 partidos da Bandeira Andreense?

LEVY – Os 13 estão abandonados. Pode até ser que os presidentes dos outros partidos vão chegar e desmentir, falar que não. Mas não é verdade. Eles não receberam material, não podiam subir no palanque e não conseguem participar das reuniões.

DIÁRIO – Esta descrição de abandono que você está fazendo, demonstra que a Frente Andreense está desorganizada?

LEVY – Quando o coordenador de campanha era o Raimundo Salles, a Bandeira Andreense tinha um brilho. Mas quando houve essa mudança, o Duílio (Pisaneschi) passou a ser o candidato a vice e o Brandão prefeito, aquele destaque apagou-se.

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