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Nova vocação regional


Do Diário do Grande ABC

24/01/2021 | 09:47


Parece não haver mais nenhuma dúvida sobre o anacronismo do modelo econômico que fez o Grande ABC ser invejado por outras regiões Brasil afora, como fonte inspiradora da geração de riquezas. A saída da Ford de São Bernardo, em outubro de 2019, marcou de maneira inexorável o início do fim da era da indústria automotiva, baseada em motor a combustão, como indutora do desenvolvimento socioeconômico das sete cidades. Ou se busca nova vocação regional imediatamente, ou o futuro tende a ser opaco.

Reportagem assinada pela repórter Yara Ferraz na seção econômica de hoje mostra que o segmento industrial encolheu em mais de 50% nas últimas três décadas, sendo substituído paulatinamente pelos setores de comércio e serviços no quesito de principal empregador do Grande ABC. Ocorre que os salários destes nem de longe podem ser comparados com os daquele, o que causa impacto significativo no PIB (Produto Interno Bruto) regional. Eis resumida aí a fonte de boa parte dos problemas sociais, cuja conta foi empurrada para as prefeituras. É preciso reequilibrar a situação. Com a máxima urgência.

É reconfortante saber que as lideranças administrativas e políticas da região estão preocupadas com a situação. Em entrevista publicada neste Diário na segunda-feira, o recém-empossado secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal, Acácio Miranda da Silva Filho, mostrou-se ciente do desafio, ao garantir que um de seus compromissos à frente da entidade é descobrir “novas vocações do Grande ABC”.

E as tais novas vocações não precisam necessariamente alijar a indústria automotiva. Pelo contrário. O ramo ainda poderá contribuir muito se as sete cidades forem capazes de atrair montadoras, e sua respectiva cadeia, de veículos sustentáveis. O Consórcio poderia muito bem conduzir o debate. Na mesa, teriam de estar, necessariamente, representantes das empresas que seguem no Grande ABC, como Volkswagen, Scania, General Motors, Mercedes-Benz e Toyota. O que elas pensam do futuro? É preciso discutir. E sem demora.



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Nova vocação regional

Do Diário do Grande ABC

24/01/2021 | 09:47


Parece não haver mais nenhuma dúvida sobre o anacronismo do modelo econômico que fez o Grande ABC ser invejado por outras regiões Brasil afora, como fonte inspiradora da geração de riquezas. A saída da Ford de São Bernardo, em outubro de 2019, marcou de maneira inexorável o início do fim da era da indústria automotiva, baseada em motor a combustão, como indutora do desenvolvimento socioeconômico das sete cidades. Ou se busca nova vocação regional imediatamente, ou o futuro tende a ser opaco.

Reportagem assinada pela repórter Yara Ferraz na seção econômica de hoje mostra que o segmento industrial encolheu em mais de 50% nas últimas três décadas, sendo substituído paulatinamente pelos setores de comércio e serviços no quesito de principal empregador do Grande ABC. Ocorre que os salários destes nem de longe podem ser comparados com os daquele, o que causa impacto significativo no PIB (Produto Interno Bruto) regional. Eis resumida aí a fonte de boa parte dos problemas sociais, cuja conta foi empurrada para as prefeituras. É preciso reequilibrar a situação. Com a máxima urgência.

É reconfortante saber que as lideranças administrativas e políticas da região estão preocupadas com a situação. Em entrevista publicada neste Diário na segunda-feira, o recém-empossado secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal, Acácio Miranda da Silva Filho, mostrou-se ciente do desafio, ao garantir que um de seus compromissos à frente da entidade é descobrir “novas vocações do Grande ABC”.

E as tais novas vocações não precisam necessariamente alijar a indústria automotiva. Pelo contrário. O ramo ainda poderá contribuir muito se as sete cidades forem capazes de atrair montadoras, e sua respectiva cadeia, de veículos sustentáveis. O Consórcio poderia muito bem conduzir o debate. Na mesa, teriam de estar, necessariamente, representantes das empresas que seguem no Grande ABC, como Volkswagen, Scania, General Motors, Mercedes-Benz e Toyota. O que elas pensam do futuro? É preciso discutir. E sem demora.

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