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Região atrai condomínios fechados


Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

20/11/2005 | 10:11


Condomínios horizontais são o mais recente fenômeno do mercado imobiliário do Grande ABC. Em uma época na qual a disponibilidade de terrenos é cada vez menor, proliferam na região os empreendimentos fechados formados exclusivamente por casas. Dos 49 condomínios do gênero em Santo André, São Bernardo e São Caetano entre 1985 e 2005, quase metade (47%) surgiu nos últimos três anos.

Os dados fazem parte de estudo da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), empresa privada especializada em consultoria na área imobiliária. De acordo com o diretor da empresa, Luiz Paulo Pompéia, a expansão de condomínios horizontais aconteceu porque as construtoras despertaram, recentemente, para esse nicho de mercado. Imóveis do tipo atraem porque, assim como os apartamentos, oferecem mais segurança, mas ganham dos empreendimentos verticais em qualidade de vida.

"As pessoas trocam condomínios verticais por horizontais por terem mais espaço de lazer e até porque dá status morar em locais do tipo, mesmo em condomínios de baixo padrão", avalia Pompéia.

Atualmente, de acordo com levantamento realizado pelo Diário, há pelo menos quatro empreendimentos fechados de casas em construção no Grande ABC. Três ficam em Santo André, todos destinados à classe média: o Residencial Córdoba (construtora Tenda), no bairro Jardim Santo André; o Residencial Vale do Guarará (construtora Fagus), na Vila Luzita; e o Residencial Villa da Vinci (Construtora Inmax), na Vila América. O quarto condomínio, em São Bernardo, tem padrão mais elevado: o Aromáz (Construtora Agra), no bairro Demarchi.

De acordo com a diretora regional do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil) no Grande ABC, Rosana Carnevalli, também proprietária da Construtora Carnevalli, de São Caetano, casas em condomínio fechado são comercialmente interessantes. "As pessoas se interessam pelos empreendimentos horizontais porque oferecem a praticidade da casa com mais segurança."

Rosana acredita que essse é um mercado em potencial, mas diz que os condomínios horizontais são escassos porque precisam de muito espaço em grandes terrenos. "Daí, o projeto esbarra na questão comercial." Ela afirma que muitas construtoras investem em empreendimentos verticais porque exigem espaços menores, com terrenos, conseqüentemente, de custo mais baixo.

Em razão da procura por casas em condomínio fechado, a Construtora Carnevalli está preparando para 2006 um empreendimento horizontal em Mauá. Segundo ela, ainda não é possível determinar qual será o investimento porque o projeto está em fase de captação de financiamento e de definição de parcerias. "A obra já está legalmente aprovada. Posso adiantar que será um condomínio de casas populares."

Milton Bigucci, da Acigabc (Associação das Construtoras, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), está de acordo com a diretora regional do Sinduscon. Para ele, o obstáculo à expansão mais acelerada dos condomínios horizontais é o custo desses empreendimentos na comparação com os verticais. "Mesmo assim, avalio que há muita demanda para esse mercado crescer. A procura tem aumentado em São Paulo e a tendência será a mesma na região."



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Região atrai condomínios fechados

Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

20/11/2005 | 10:11


Condomínios horizontais são o mais recente fenômeno do mercado imobiliário do Grande ABC. Em uma época na qual a disponibilidade de terrenos é cada vez menor, proliferam na região os empreendimentos fechados formados exclusivamente por casas. Dos 49 condomínios do gênero em Santo André, São Bernardo e São Caetano entre 1985 e 2005, quase metade (47%) surgiu nos últimos três anos.

Os dados fazem parte de estudo da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), empresa privada especializada em consultoria na área imobiliária. De acordo com o diretor da empresa, Luiz Paulo Pompéia, a expansão de condomínios horizontais aconteceu porque as construtoras despertaram, recentemente, para esse nicho de mercado. Imóveis do tipo atraem porque, assim como os apartamentos, oferecem mais segurança, mas ganham dos empreendimentos verticais em qualidade de vida.

"As pessoas trocam condomínios verticais por horizontais por terem mais espaço de lazer e até porque dá status morar em locais do tipo, mesmo em condomínios de baixo padrão", avalia Pompéia.

Atualmente, de acordo com levantamento realizado pelo Diário, há pelo menos quatro empreendimentos fechados de casas em construção no Grande ABC. Três ficam em Santo André, todos destinados à classe média: o Residencial Córdoba (construtora Tenda), no bairro Jardim Santo André; o Residencial Vale do Guarará (construtora Fagus), na Vila Luzita; e o Residencial Villa da Vinci (Construtora Inmax), na Vila América. O quarto condomínio, em São Bernardo, tem padrão mais elevado: o Aromáz (Construtora Agra), no bairro Demarchi.

De acordo com a diretora regional do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil) no Grande ABC, Rosana Carnevalli, também proprietária da Construtora Carnevalli, de São Caetano, casas em condomínio fechado são comercialmente interessantes. "As pessoas se interessam pelos empreendimentos horizontais porque oferecem a praticidade da casa com mais segurança."

Rosana acredita que essse é um mercado em potencial, mas diz que os condomínios horizontais são escassos porque precisam de muito espaço em grandes terrenos. "Daí, o projeto esbarra na questão comercial." Ela afirma que muitas construtoras investem em empreendimentos verticais porque exigem espaços menores, com terrenos, conseqüentemente, de custo mais baixo.

Em razão da procura por casas em condomínio fechado, a Construtora Carnevalli está preparando para 2006 um empreendimento horizontal em Mauá. Segundo ela, ainda não é possível determinar qual será o investimento porque o projeto está em fase de captação de financiamento e de definição de parcerias. "A obra já está legalmente aprovada. Posso adiantar que será um condomínio de casas populares."

Milton Bigucci, da Acigabc (Associação das Construtoras, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), está de acordo com a diretora regional do Sinduscon. Para ele, o obstáculo à expansão mais acelerada dos condomínios horizontais é o custo desses empreendimentos na comparação com os verticais. "Mesmo assim, avalio que há muita demanda para esse mercado crescer. A procura tem aumentado em São Paulo e a tendência será a mesma na região."

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