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Lula errou ao recuar de candidatura, dizem Calheiros e Rebelo



20/11/2005 | 09:17


Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disseram neste sábado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva errou ao voltar atrás no lançamento da candidatura à reeleição em 2006. Em entrevista após solenidade do Dia da Bandeira, no salão nobre do Senado, Renan e Aldo afirmaram que a população precisa ter mais “consciência” do jogo político no atual momento, de crise.

“A questão eleitoral está indiscutivelmente muito presente, tanto que quando o presidente Lula anunciou a candidatura achei que do ponto de vista tático era a melhor coisa que ele poderia fazer”, afirmou Renan. “Mas ele considerou um ato falho, paciência”, lamentou o presidente do Senado.

Ao lado de Renan, Aldo concordou. “Eu diria que, já que a disputa está tão acirrada e lançada a campanha eleitoral, talvez o melhor fosse assumir que há uma disputa eleitoral e ela tem repercussão eleitoral”, ressaltou o presidente da Câmara. “O que não pode acontecer é essa disputa se colocar acima dos interesses da população”, completou, referindo-se à dificuldade do governo em aprovar projetos no Congresso, como a MP (Medida Provisória) que criava a Super-Receita.

Na semana passada, a oposição conseguiu reverter no Senado a aprovação da medida provisória que unificava a Receita Federal e a Receita da Previdência Social. O argumento dos oposicionistas, que afirmaram não ser contra a iniciativa de união, foi discordar do meio utilizado pelo governo para levar essa discussão ao Congresso. Garantem que apóiam a proposta, inclusive com a adoção de urgência no trâmite na Casa, desde que feita através de projeto de lei. A justificativa do governo para editar a MP foi a necessidade de rapidez na aprovação.

Durante uma entrevista coletiva para representantes de nove rádios regionais, na sexta-feira, no Palácio do Planalto, Lula disse que iria disputar as eleições. Mas, depois, com a repercussão da declaração na internet, disse ainda durante a entrevista que havia cometido um “lapso” ao falar em reeleição.

Os tucanos, reunidos em uma convenção em Brasília, criticaram a declaração do presidente. A uma pergunta sobre a “ambigüidade” e o “lapso” de Lula, Aldo Rebelo disse que não era “intérprete” para interpretar a fala do presidente. O parlamentar, ex-ministro da Coordenação Política de Lula, avaliou que os “protagonistas do debate” deveriam assumir de fato as intenções para o próximo ano. “A disputa entre governo e oposição e entre partidos não paralisa nada, só integra”, disse. “O que nos preocupa é a exacerbação (do debate).”

A sintonia entre os dois parlamentares foi total em relação ao desejo de Lula ganhar mais um mandato. “O lançamento de qualquer candidatura não dificulta o processo, ajuda a esclarecê-lo, isso é do debate eleitoral”, afirmou Renan. “O importante é que sejam preservados os projetos de interesse da população, lamentavelmente isso tem caminhado com alguma dificuldade”. Renan aproveitou para propor ao governo um projeto de lei para permitir mudanças na Receita Federal e na Receita da Previdência que revertam a derrota da semana. Os seguranças do Senado tentaram, antes da entrevista, impedir o acesso de jornalistas aos presidentes. Um segurança chegou a empurrar um repórter.



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Lula errou ao recuar de candidatura, dizem Calheiros e Rebelo


20/11/2005 | 09:17


Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disseram neste sábado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva errou ao voltar atrás no lançamento da candidatura à reeleição em 2006. Em entrevista após solenidade do Dia da Bandeira, no salão nobre do Senado, Renan e Aldo afirmaram que a população precisa ter mais “consciência” do jogo político no atual momento, de crise.

“A questão eleitoral está indiscutivelmente muito presente, tanto que quando o presidente Lula anunciou a candidatura achei que do ponto de vista tático era a melhor coisa que ele poderia fazer”, afirmou Renan. “Mas ele considerou um ato falho, paciência”, lamentou o presidente do Senado.

Ao lado de Renan, Aldo concordou. “Eu diria que, já que a disputa está tão acirrada e lançada a campanha eleitoral, talvez o melhor fosse assumir que há uma disputa eleitoral e ela tem repercussão eleitoral”, ressaltou o presidente da Câmara. “O que não pode acontecer é essa disputa se colocar acima dos interesses da população”, completou, referindo-se à dificuldade do governo em aprovar projetos no Congresso, como a MP (Medida Provisória) que criava a Super-Receita.

Na semana passada, a oposição conseguiu reverter no Senado a aprovação da medida provisória que unificava a Receita Federal e a Receita da Previdência Social. O argumento dos oposicionistas, que afirmaram não ser contra a iniciativa de união, foi discordar do meio utilizado pelo governo para levar essa discussão ao Congresso. Garantem que apóiam a proposta, inclusive com a adoção de urgência no trâmite na Casa, desde que feita através de projeto de lei. A justificativa do governo para editar a MP foi a necessidade de rapidez na aprovação.

Durante uma entrevista coletiva para representantes de nove rádios regionais, na sexta-feira, no Palácio do Planalto, Lula disse que iria disputar as eleições. Mas, depois, com a repercussão da declaração na internet, disse ainda durante a entrevista que havia cometido um “lapso” ao falar em reeleição.

Os tucanos, reunidos em uma convenção em Brasília, criticaram a declaração do presidente. A uma pergunta sobre a “ambigüidade” e o “lapso” de Lula, Aldo Rebelo disse que não era “intérprete” para interpretar a fala do presidente. O parlamentar, ex-ministro da Coordenação Política de Lula, avaliou que os “protagonistas do debate” deveriam assumir de fato as intenções para o próximo ano. “A disputa entre governo e oposição e entre partidos não paralisa nada, só integra”, disse. “O que nos preocupa é a exacerbação (do debate).”

A sintonia entre os dois parlamentares foi total em relação ao desejo de Lula ganhar mais um mandato. “O lançamento de qualquer candidatura não dificulta o processo, ajuda a esclarecê-lo, isso é do debate eleitoral”, afirmou Renan. “O importante é que sejam preservados os projetos de interesse da população, lamentavelmente isso tem caminhado com alguma dificuldade”. Renan aproveitou para propor ao governo um projeto de lei para permitir mudanças na Receita Federal e na Receita da Previdência que revertam a derrota da semana. Os seguranças do Senado tentaram, antes da entrevista, impedir o acesso de jornalistas aos presidentes. Um segurança chegou a empurrar um repórter.

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