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Prefeitos cuidam do corpo e da mente


Miriam Gimenes
Especial para o Diário

20/11/2005 | 09:13


A falta de tempo e a correria do dia-a-dia são os maiores inimigos das pessoas. E os políticos não fogem à regra. Por conta da rotina desregrada decorrente de inúmeros compromissos que não permitem uma dedicação maior à atividade física nem a uma alimentação saudável e adequada, a maioria deles enfrenta problemas com a balança. Muitos encerram o mandato com vários quilos a mais e, não raro, com a saúde em frangalhos. Preocupados com esse estigma, os prefeitos do Grande ABC se esforçam para encontrar uma brecha na intensa agenda diária para cuidar, nem que seja por 15 minutos, da saúde física e mental.

O mais jovem entre os sete prefeitos da região é o de Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira (PSDB), 33 anos. Ele diz não existir motivo para se preocupar com a saúde porque freqüenta a academia com regularidade e caminha todos os dias. Mesmo com essa disciplina, o prefeito admite ter ganhado alguns “quilinhos” neste ano de gestão. Ele não sabe dizer quanto. “Ainda não tive de trocar o guarda roupa, mas percebo que algumas roupas estão mais justas”, confessa.

Kiko diz que comete alguns exageros à mesa. “Gosto muito de filé à parmegiana”, mas admitindo que, por força de vários compromissos decorrentes da função exercida, fica impedido de ter uma alimentação mais saudável e regular.

Ex-jogador – Aos 61 anos, o prefeito de Santo André João Avamileno (PT) procura sempre se cuidar. “Faço um check-up anualmente, além de exames de sangue duas vezes ao ano.” O chefe do Executivo sofre de pressão alta, só controlada por remédios. Quando era jovem, Avamileno diz ter jogado futebol, esporte que sempre gostou. “Hoje, como prefeito, tenho grande dificuldade para fazer isso”, completa.

Sua principal atividade física atual é subir as escadas até seu apartamento, que fica no sexto andar. “Faço também exercícios em casa durante 15 minutos pela manhã”, sem revelar quais. Avamileno garante que mantém o mesmo peso, 95 quilos, há 15 anos. “Mas, estou no limite”, alerta ele, que tem 1m75 de altura.

Também na alimentação, o prefeito de Santo André não vacila. “Sempre que possível, almoço em casa.” Avamileno diz gostar de verduras, legumes e frutas, embora suas preferências mesmo sejam “uma boa macarronada com frango, churrasco, picanha e costela de porco”.

O prefeito de Diadema já engordou três quilos neste ano. José de Filippi Júnior (PT), 48 anos, costuma correr, nadar e jogar futebol. Diz que sua alimentação é equilibrada e quinzenalmente faz sessões de acupuntura.

Sem problemas – Caldo de mocotó, sarapatel e lasanha. Estes são os pratos que não podem faltar à mesa do prefeito de Mauá, Diniz Lopes (PL), 41 anos. Mesmo com este cardápio, rico em calorias, Lopes afirma “amar salada” e não ter problema com peso. “Eu sou muito ativo no dia-a-dia, não fico muito tempo sentado. Prefiro ir a pé aos locais.” Além de caminhar muito, o prefeito afirma gostar de bicicleta e de skate, e ainda de jogar futebol. Outra paixão de Lopes é dançar, principalmente samba e sertanejo.

Para o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), que também é médico-cirurgião do aparelho digestivo, a atividade física é fundamental. “Duas vezes por semana faço minhas caminhadas pela cidade.” Auricchio, 43 anos, também aponta a rotina política como principal obstáculo por se dedicar pouco à prática esportiva. Mas de uma coisa ele não abre mão: alimentação equilibrada. “Procuro privilegiar verduras, legumes e carne magra, além de evitar o açúcar.” Mesmo considerando-se ‘bom garfo‘, o chefe do Executivo de São Caetano afirma ter emagrecido um quilo desde que assumiu a Prefeitura.

Sob cuidado – Recém-operado de uma cirurgia para retirada de uma hérnia no abdômen, o prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), 57 anos, diz que a partir de agora deverá tomar mais cuidado com a saúde.

Por causa da operação. Volpi teve de ficar oito dias afastado do cargo. Segundo o político, a vida tem “sido muito estressante”, por isso a saúde ficou fragilizada. “Eu não parei nos últimos 30 anos”, recorda.

Desde que operou um joelho, há nove anos, Volpi não pode mais fazer sua caminhada. Ele disse que até os 25 anos de idade o esporte que mais praticou foi o futebol. Já no quesito alimentação, o prefeito nunca se preocupou. “Nunca me alimentei em horas corretas, conseqüência da vida de político”. Mesmo assim, afirma ser “vidrado em massas”, sem dispensar legumes e salada.

O prefeito de São Bernardo, William Dib (PSB), não quis falar sobre o assunto.



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Prefeitos cuidam do corpo e da mente

Miriam Gimenes
Especial para o Diário

20/11/2005 | 09:13


A falta de tempo e a correria do dia-a-dia são os maiores inimigos das pessoas. E os políticos não fogem à regra. Por conta da rotina desregrada decorrente de inúmeros compromissos que não permitem uma dedicação maior à atividade física nem a uma alimentação saudável e adequada, a maioria deles enfrenta problemas com a balança. Muitos encerram o mandato com vários quilos a mais e, não raro, com a saúde em frangalhos. Preocupados com esse estigma, os prefeitos do Grande ABC se esforçam para encontrar uma brecha na intensa agenda diária para cuidar, nem que seja por 15 minutos, da saúde física e mental.

O mais jovem entre os sete prefeitos da região é o de Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira (PSDB), 33 anos. Ele diz não existir motivo para se preocupar com a saúde porque freqüenta a academia com regularidade e caminha todos os dias. Mesmo com essa disciplina, o prefeito admite ter ganhado alguns “quilinhos” neste ano de gestão. Ele não sabe dizer quanto. “Ainda não tive de trocar o guarda roupa, mas percebo que algumas roupas estão mais justas”, confessa.

Kiko diz que comete alguns exageros à mesa. “Gosto muito de filé à parmegiana”, mas admitindo que, por força de vários compromissos decorrentes da função exercida, fica impedido de ter uma alimentação mais saudável e regular.

Ex-jogador – Aos 61 anos, o prefeito de Santo André João Avamileno (PT) procura sempre se cuidar. “Faço um check-up anualmente, além de exames de sangue duas vezes ao ano.” O chefe do Executivo sofre de pressão alta, só controlada por remédios. Quando era jovem, Avamileno diz ter jogado futebol, esporte que sempre gostou. “Hoje, como prefeito, tenho grande dificuldade para fazer isso”, completa.

Sua principal atividade física atual é subir as escadas até seu apartamento, que fica no sexto andar. “Faço também exercícios em casa durante 15 minutos pela manhã”, sem revelar quais. Avamileno garante que mantém o mesmo peso, 95 quilos, há 15 anos. “Mas, estou no limite”, alerta ele, que tem 1m75 de altura.

Também na alimentação, o prefeito de Santo André não vacila. “Sempre que possível, almoço em casa.” Avamileno diz gostar de verduras, legumes e frutas, embora suas preferências mesmo sejam “uma boa macarronada com frango, churrasco, picanha e costela de porco”.

O prefeito de Diadema já engordou três quilos neste ano. José de Filippi Júnior (PT), 48 anos, costuma correr, nadar e jogar futebol. Diz que sua alimentação é equilibrada e quinzenalmente faz sessões de acupuntura.

Sem problemas – Caldo de mocotó, sarapatel e lasanha. Estes são os pratos que não podem faltar à mesa do prefeito de Mauá, Diniz Lopes (PL), 41 anos. Mesmo com este cardápio, rico em calorias, Lopes afirma “amar salada” e não ter problema com peso. “Eu sou muito ativo no dia-a-dia, não fico muito tempo sentado. Prefiro ir a pé aos locais.” Além de caminhar muito, o prefeito afirma gostar de bicicleta e de skate, e ainda de jogar futebol. Outra paixão de Lopes é dançar, principalmente samba e sertanejo.

Para o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), que também é médico-cirurgião do aparelho digestivo, a atividade física é fundamental. “Duas vezes por semana faço minhas caminhadas pela cidade.” Auricchio, 43 anos, também aponta a rotina política como principal obstáculo por se dedicar pouco à prática esportiva. Mas de uma coisa ele não abre mão: alimentação equilibrada. “Procuro privilegiar verduras, legumes e carne magra, além de evitar o açúcar.” Mesmo considerando-se ‘bom garfo‘, o chefe do Executivo de São Caetano afirma ter emagrecido um quilo desde que assumiu a Prefeitura.

Sob cuidado – Recém-operado de uma cirurgia para retirada de uma hérnia no abdômen, o prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), 57 anos, diz que a partir de agora deverá tomar mais cuidado com a saúde.

Por causa da operação. Volpi teve de ficar oito dias afastado do cargo. Segundo o político, a vida tem “sido muito estressante”, por isso a saúde ficou fragilizada. “Eu não parei nos últimos 30 anos”, recorda.

Desde que operou um joelho, há nove anos, Volpi não pode mais fazer sua caminhada. Ele disse que até os 25 anos de idade o esporte que mais praticou foi o futebol. Já no quesito alimentação, o prefeito nunca se preocupou. “Nunca me alimentei em horas corretas, conseqüência da vida de político”. Mesmo assim, afirma ser “vidrado em massas”, sem dispensar legumes e salada.

O prefeito de São Bernardo, William Dib (PSB), não quis falar sobre o assunto.

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