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Após 15 anos, F-1 ainda chora por Senna



01/05/2009 | 07:10


Não parece, mas nesta sexta-feira faz exatos 15 anos que a humanidade perdeu Ayrton Senna. Apesar de já ter passado tanto tempo da fatídica morte no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, o ídolo brasileiro ainda é muito lembrado no Brasil, na Itália, no Japão e onde quer que existam fãs da Fórmula 1, embora sua formidável obra se estenda além das pistas.

"Lembro-me do silêncio em Ímola naquele dia, em sinal de dor e respeito pelo ocorrido", revelou Stefano Domenicali, o principal diretor da Ferrari na atualidade, que estava naquela corrida 15 anos atrás. "Foi uma pena eu não ter tido a chance de trabalhar com ele", comentou Ross Brawn, proprietário da Brawn GP, a melhor equipe da temporada 2009 até agora.

"Morreu fazendo o que mais gostava. Como a maioria dos pilotos, preferiria assim a um acidente aéreo, por exemplo", disse Nelsinho Piquet, um dos três brasileiros que disputam atualmente o campeonato da Fórmula 1, ao lado de Felipe Massa e Rubens Barrichello, e que tentam seguir o legado de Ayrton Senna.

Frank Williams ainda mantém nos carros de sua equipe Williams o S estilizado do nome Senna. "Nunca o esquecerei", afirmou o dirigente inglês, dono da escuderia por onde corria o piloto brasileiro naquela fatídica temporada de 1994.

"Ayrton criou um novo padrão de referência para a pilotagem. Foi o piloto mais rápido que já surgiu no automobilismo", elogiou o francês Jean Alesi, que ficou muito tempo na Fórmula 1. "Lamento não ter vindo correr conosco, como tanto desejava. Teria sido fantástico a associação Senna/Ferrari", revelou Luca di Montezemolo, o presidente da poderosa e vitoriosa escuderia italiana, lembrando uma das grandes frustrações da carreira do brasileiro.

"Um ser humano especial, um piloto excepcional, tanto que hoje, 15 anos depois, falamos muito nele", afirmou Bernie Ecclestone, o promotor da Fórmula 1. "O meu ídolo nas pistas", reconheceu o jovem piloto inglês Lewis Hamilton, da McLaren, que é o atual campeão da categoria.

Até mesmo o maior campeão da história se rende ao talento de Senna, com uma lembrança especial neste aniversário de 15 anos da morte do tricampeão da Fórmula 1. "Chorei porque igualei o piloto mais rápido que vi", explicou o já aposentado alemão Michael Schumacher, dono de sete títulos da categoria, quando alcançou o número de 41 vitórias de Senna, na temporada de 2000, em Monza, na Itália.

Exposições em São Paulo lembram história do piloto

Como sempre acontece todo dia 1º de maio, peregrinação de fãs deve visitar o Cemitério do Morumby, em São Paulo, onde Senna está enterrado. É uma forma de reverenciar o ídolo que tantas alegrias deu aos torcedores brasileiros nas manhãs de domingo em que pilotava com maestria nas pistas da Fórmula 1 pelo mundo.

Os fãs do piloto, morto aos 34 anos, também terão outras formas de relembrar o ídolo hoje. Em São Paulo, por exemplo, acontecem duas exposições em homenagem a Senna.

A exposição Vitória está alojada na galeria do Anhangabaú até o dia 15, com troféus, capacetes, kart, fotos e macacões, além da Lotus amarela pilotada por Senna na F-1. E a exposição Arte para um Mito está no Conjunto Nacional até o dia 30 com esculturas e pinturas de 50 artistas sobre o ídolo.



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Após 15 anos, F-1 ainda chora por Senna


01/05/2009 | 07:10


Não parece, mas nesta sexta-feira faz exatos 15 anos que a humanidade perdeu Ayrton Senna. Apesar de já ter passado tanto tempo da fatídica morte no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, o ídolo brasileiro ainda é muito lembrado no Brasil, na Itália, no Japão e onde quer que existam fãs da Fórmula 1, embora sua formidável obra se estenda além das pistas.

"Lembro-me do silêncio em Ímola naquele dia, em sinal de dor e respeito pelo ocorrido", revelou Stefano Domenicali, o principal diretor da Ferrari na atualidade, que estava naquela corrida 15 anos atrás. "Foi uma pena eu não ter tido a chance de trabalhar com ele", comentou Ross Brawn, proprietário da Brawn GP, a melhor equipe da temporada 2009 até agora.

"Morreu fazendo o que mais gostava. Como a maioria dos pilotos, preferiria assim a um acidente aéreo, por exemplo", disse Nelsinho Piquet, um dos três brasileiros que disputam atualmente o campeonato da Fórmula 1, ao lado de Felipe Massa e Rubens Barrichello, e que tentam seguir o legado de Ayrton Senna.

Frank Williams ainda mantém nos carros de sua equipe Williams o S estilizado do nome Senna. "Nunca o esquecerei", afirmou o dirigente inglês, dono da escuderia por onde corria o piloto brasileiro naquela fatídica temporada de 1994.

"Ayrton criou um novo padrão de referência para a pilotagem. Foi o piloto mais rápido que já surgiu no automobilismo", elogiou o francês Jean Alesi, que ficou muito tempo na Fórmula 1. "Lamento não ter vindo correr conosco, como tanto desejava. Teria sido fantástico a associação Senna/Ferrari", revelou Luca di Montezemolo, o presidente da poderosa e vitoriosa escuderia italiana, lembrando uma das grandes frustrações da carreira do brasileiro.

"Um ser humano especial, um piloto excepcional, tanto que hoje, 15 anos depois, falamos muito nele", afirmou Bernie Ecclestone, o promotor da Fórmula 1. "O meu ídolo nas pistas", reconheceu o jovem piloto inglês Lewis Hamilton, da McLaren, que é o atual campeão da categoria.

Até mesmo o maior campeão da história se rende ao talento de Senna, com uma lembrança especial neste aniversário de 15 anos da morte do tricampeão da Fórmula 1. "Chorei porque igualei o piloto mais rápido que vi", explicou o já aposentado alemão Michael Schumacher, dono de sete títulos da categoria, quando alcançou o número de 41 vitórias de Senna, na temporada de 2000, em Monza, na Itália.

Exposições em São Paulo lembram história do piloto

Como sempre acontece todo dia 1º de maio, peregrinação de fãs deve visitar o Cemitério do Morumby, em São Paulo, onde Senna está enterrado. É uma forma de reverenciar o ídolo que tantas alegrias deu aos torcedores brasileiros nas manhãs de domingo em que pilotava com maestria nas pistas da Fórmula 1 pelo mundo.

Os fãs do piloto, morto aos 34 anos, também terão outras formas de relembrar o ídolo hoje. Em São Paulo, por exemplo, acontecem duas exposições em homenagem a Senna.

A exposição Vitória está alojada na galeria do Anhangabaú até o dia 15, com troféus, capacetes, kart, fotos e macacões, além da Lotus amarela pilotada por Senna na F-1. E a exposição Arte para um Mito está no Conjunto Nacional até o dia 30 com esculturas e pinturas de 50 artistas sobre o ídolo.

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