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Ex-piloto de helicóptero amputada das duas pernas é candidata ao Congresso


Da AFP

25/10/2006 | 17:17


Ex-piloto de helicóptero ferida gravemente no Iraque - ela teve de ser amputada das duas pernas -, Tammy Duckworth está aprendendo a andar com próteses, e também está dando seus primeiros passos na política fazendo campanha para obter uma cadeira no Congresso.

Duckworth, 38 anos, quer ser eleita como representante de Illinois na votação de 7 de novembro. O partido democrata, que denuncia a política de George W. Bush no Iraque, a apóia assim como a outros 60 veteranos que concorrem às eleições legislativas deste ano.

"Num momento como este, são votos que contam", resume Stacie Paxton, uma porta-voz do partido democrata.

Segundo pesquisas recentes, Duckworth estaria em situação de igualdade com um parlamentar republicano local, Peter Roskam, em termos de intenções de voto.

"Nossa invasão do Iraque foi um erro", repete a candidata em cadeira de rodas a cada reunião eleitoral. "Temos de iniciar uma retirada progressiva vinculada ao treinamento das forças de segurança iraquianas. Mesmo se houver somente dois soldados posicionados em um ponto de controle em Al-Kut, quero poder levar pelo menos um de volta para casa", diz ela.

Nascida na Tailândia de um ex-marine que se tornou diplomata e de uma mãe tailandesa, Duckworth escolheu a carreira militar quando ainda era estudante e privilegiou a opção de piloto de helicóptero, um dos raros cargos onde as mulheres podem servir num campo de batalha.

Quando ela cursava doutorado em ciências políticas, foi enviada ao Iraque, um país onde ela gostaria de voltar se ela não fosse inválida.

No dia 12 de novembro de 2004, Duckworth pilotava um helicóptero de combate BlackHawk quando o aparelho foi atingido por um foguete. Perdendo muito sangue, ela conseguiu pousar seu helicóptero antes de desmaiar.

Dez dias depois, ela acordou num hospital sem suas pernas.

"Apesar de não concordar com a guerra no Iraque, estou orgulhosa de ter servido", diz ela.

Esta experiência militar lhe permite ostentar sua força e defender posições que os democratas não costumam conhecer bem, como o controle das armas.

"Nunca haverá uma voz mais forte do que a minha em matéria de segurança nacional", afirma ela aos eleitores, assumindo o compromisso de defender as liberdades civis na guerra contra o terrorismo. "Temos de ser os primeiros do mundo no âmbito da diplomacia. Quando praticamos uma diplomacia de caubóis e invadimos o Iraque, rompemos com nossos aliados e ajudamos nosso inimigos", frisa.

Seu entusiasmo e suas convicções seduzem até mesmo republicanos, como Milogre Thann, 75 anos. "Ela pode fazer tudo o que deseja, ela tem uma forte presença", elogia.



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