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Mercado não paga moto levada de estacionamento


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

03/12/2007 | 07:17


O motoboy Rafael Molto Morimoto, 21 anos, tomou um susto quando não viu a sua moto Honda Fan preta no estacionamento do supermercado Makro, localizado no Rudge Ramos, em São Bernardo.

Quinze minutos antes, havia deixado o veículo no local para comprar óleos lubrificantes. O furto ocorreu em 28 de agosto e, até agora, o supermercado não ressarciu o prejuízo, segundo Morimoto. A moto custa aproximadamente R$ 4.800.

“O crime ocorreu bem à luz do dia, por volta do meio-dia. Eu usava o veículo para fazer entregas de pizzas e peças automotivas para minha irmã, que é dona de uma loja”, afirmou o motoboy, que morou muito tempo na Paulicéia e atualmente reside na Vila Liviero, zona Sul da Capital.

De acordo com Morimoto, no dia do furto, um representante da gerência do Makro prometeu que o valor do veículo seria pago sem maiores dificuldades.

“Dias depois, quando voltei ao supermercado para acertar o ressarcimento, me disseram que o Makro não ia pagar nada e que era para eu procurar meus direitos. Fiquei revoltado, pois tenho uma família para sustentar”, contou o motoboy. Apesar da pouca idade, ele têm três filhos pequenos: um menino de 3 anos, uma menina de 2 e um recém-nascido de 7 meses.

Prestações - A Honda Fan foi comprada por meio de financiamento e ainda faltam 40 prestações para quitar a dívida. Sem a moto, Morimoto trabalha provisoriamente com a irmã na loja de autopeças situada no bairro Valparaíso, em Santo André.

De acordo com o diretor do Procon de Santo André, Manoel Marques, o supermercado tem obrigação de ressarcir o prejuízo do veículo furtado no estacionamento. O prazo para acerto é de 30 dias.

“O Código de Defesa do Consumidor é bem claro quanto a isso. Ao oferecer o serviço de estacionamento, o estabelecimento é forçado a zelar pela segurança. Não adianta colocar avisos informando que não se responsabiliza”, ressaltou Marques.

O motoboy também pode ingressar na Justiça para obter os lucros cessantes, isto é, o dinheiro que deixou de ganhar por não trabalhar com a moto.

A assessoria de imprensa do Makro informou à reportagem na última sexta-feira que não teve tempo hábil para dar um posicionamento sobre o assunto.


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Mercado não paga moto levada de estacionamento

Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

03/12/2007 | 07:17


O motoboy Rafael Molto Morimoto, 21 anos, tomou um susto quando não viu a sua moto Honda Fan preta no estacionamento do supermercado Makro, localizado no Rudge Ramos, em São Bernardo.

Quinze minutos antes, havia deixado o veículo no local para comprar óleos lubrificantes. O furto ocorreu em 28 de agosto e, até agora, o supermercado não ressarciu o prejuízo, segundo Morimoto. A moto custa aproximadamente R$ 4.800.

“O crime ocorreu bem à luz do dia, por volta do meio-dia. Eu usava o veículo para fazer entregas de pizzas e peças automotivas para minha irmã, que é dona de uma loja”, afirmou o motoboy, que morou muito tempo na Paulicéia e atualmente reside na Vila Liviero, zona Sul da Capital.

De acordo com Morimoto, no dia do furto, um representante da gerência do Makro prometeu que o valor do veículo seria pago sem maiores dificuldades.

“Dias depois, quando voltei ao supermercado para acertar o ressarcimento, me disseram que o Makro não ia pagar nada e que era para eu procurar meus direitos. Fiquei revoltado, pois tenho uma família para sustentar”, contou o motoboy. Apesar da pouca idade, ele têm três filhos pequenos: um menino de 3 anos, uma menina de 2 e um recém-nascido de 7 meses.

Prestações - A Honda Fan foi comprada por meio de financiamento e ainda faltam 40 prestações para quitar a dívida. Sem a moto, Morimoto trabalha provisoriamente com a irmã na loja de autopeças situada no bairro Valparaíso, em Santo André.

De acordo com o diretor do Procon de Santo André, Manoel Marques, o supermercado tem obrigação de ressarcir o prejuízo do veículo furtado no estacionamento. O prazo para acerto é de 30 dias.

“O Código de Defesa do Consumidor é bem claro quanto a isso. Ao oferecer o serviço de estacionamento, o estabelecimento é forçado a zelar pela segurança. Não adianta colocar avisos informando que não se responsabiliza”, ressaltou Marques.

O motoboy também pode ingressar na Justiça para obter os lucros cessantes, isto é, o dinheiro que deixou de ganhar por não trabalhar com a moto.

A assessoria de imprensa do Makro informou à reportagem na última sexta-feira que não teve tempo hábil para dar um posicionamento sobre o assunto.

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