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Largo dos Padeiros terá ‘cara’ de patrimônio


Luciana Yamashita
Especial para o Diário

17/12/2006 | 21:38


O Largo dos Padeiros, ponto de chegada da Vila de Paranapiacaba, pertencente a Santo André, tem tudo para ficar com a cara de patrimônio histórico que merece. O largo, localizado no fim da passarela que liga a parte alta à parte baixa da vila, passará por obras. Seis barraquinhas de lanches que ocupavam o espaço desde a década de 1980 já foram demolidas para dar lugar a novos quiosques.

“As instalações eram inadequadas e muito feias. O local será um verdadeiro cartão de visitas”, afirma o subprefeito de Paranapiacaba e Parque Andreense, João Ricardo Guimarães Caetano. Os comerciantes que já exploravam as barracas de lanches serão mantidos e a previsão é de que a obra esteja concluída em fevereiro.

O projeto é da arquiteta Vanessa Figueiredo e foi aprovado pelos conselhos de patrimônio histórico nacional, estadual e municipal. “A intenção é conciliar diversos usos do espaço: recepção de visitantes, comércio, lazer e utilidade pública, com banheiros”. A cobertura do espaço terá formato de semi-arco, para lembrar a estrutura de antigas estações.

Um palco para apresentações no largo faz parte do projeto. “O espaço de convívio será recuperado com a revitalização, e ainda haverá local para pequenos shows de voz e violão”, explica Vanessa. O orçamento da obra é de R$ 175 mil e o investimento total é da Prefeitura.

O nome do largo remete ao início do século passado, quando funcionava no local a Cooperativa de Consumo dos Planos Inclinados da Serra, inaugurada em 1908. Máquinas à vapor subiam e desciam a serra para transporte de produtos. “Quando os comerciantes vinham a Paranapiacaba, paravam na cooperativa para abastecer”, explica o guia histórico Elias Pereira da Silva, 36 anos, pertencente à quarta geração de ferroviários da vila.

Na época, havia duas padarias em Paranapiacaba. Funcionários levavam cestas de vime cheias de pães até o largo para vender o produto. “Existem registros fotográficos até 1939. Não se sabe ao certo quando a cooperativa foi demolida ”, relata a arquiteta Vanessa Figueiredo. (Supervisão de Adriana Gomes)


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