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Solução para atraso de alunos e professores do Tatetos só em abril


Do Diário do Grande ABC

19/02/2005 | 17:57


Os problemas com atrasos que envolvem alunos e professores das três escolas municipais dos bairros Tatetos e Santa Cruz, em São Bernardo, não devem ser solucionados antes de abril. Quem faz o alerta é o subprefeito de Riacho Grande, Ramos de Oliveira. Segundo ele, a normalização no embarque dos ônibus escolares e vans que levam alunos e professores aos colégios será feita apenas após a substituição da atual balsa, que faz a travessia de 600 metros entre Tatetos e Riacho Grande, pela embarcação que está em manutenção por exigência da Marinha.

A balsa hoje em funcionamento tem capacidade para comportar 18 veículos. Desde o dia 20 de janeiro, ela substitui a balsa oficial. A embarcação tem capacidade para transportar, em única viagem, 32 veículos. Independente-mente da troca, um acordo firmado em novembro do ano passado prevê a preferência no embarque dos ônibus e vans escolares. Mas segundo alunos e funcionários das escolas, desde o início do ano letivo, na última segunda-feira, a ordem não é cumprida.

Os veículos são obrigados a esperar na fila para o embarque de carros comuns, o que pode gerar um atraso de até três horas. O subprefeito Ramos de Oliveira nega que isso esteja acontecendo. Afirma que os veículos escolares têm preferência no embarque e que por isso podem furar fila. O problema é que, por uma questão de segurança, apenas um ônibus e uma van podem embarcar por vez.

Faça as contas: cada saída do Riacho Grande ao Tatetos ocorre, em média, a cada 30 minutos. Cinco ônibus e quatro vans fazem o transporte escolar. Até que todos os veículos consigam fazer a travessia, passaram-se, no mínimo, duas horas e meia. Com isso, os cerca de 600 alunos das três escolas do bairro que dependem do transporte não conseguiram chegar um dia sequer no horário de início das aulas, às 7h30. “Sei desse problema, mas por enquanto não podemos fazer na-da. Estamos de mãos atadas até que a balsa antiga volte a funcionar”, afirma o subprefeito do Riacho Grande.

E os problemas com a troca de balsa não se restringem apenas aos professores e estudantes. Também afeta as cerca de 2 mil famílias que moram do outro lado da Billings. Eles esperam até três horas para conseguirem embarcar. Em dias de maior movimento, como nos fins de semana, a demora pode chegar a seis horas. “Estou cansado disso. Decidi deixar tudo para trás e comprar um apartamento no Taboão (também em São Bernardo)”, afirma o metalúrgico Aloísio Leite, 41 anos, que há 18  mora no Tatetos.

Diante do problema, uma comissão de moradores foi formada para remediar o caos na travessia. Desde janeiro, quando a balsa foi trocada, três reuniões foram feitas com o subprefeito de Riacho Grande. “Mesmo com tanta conversa, nada foi resolvido”, afirma o comerciante Danilo Colombo, 44 anos, um dos líderes do grupo. “Problema é que hoje todo mundo tem prioridade no embarque (PM, Corpo de Bombeiros, ambulância, GCM, médicos, caminhões da Prefeitura e estudantes), menos os moradores”, critica.


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Solução para atraso de alunos e professores do Tatetos só em abril

Do Diário do Grande ABC

19/02/2005 | 17:57


Os problemas com atrasos que envolvem alunos e professores das três escolas municipais dos bairros Tatetos e Santa Cruz, em São Bernardo, não devem ser solucionados antes de abril. Quem faz o alerta é o subprefeito de Riacho Grande, Ramos de Oliveira. Segundo ele, a normalização no embarque dos ônibus escolares e vans que levam alunos e professores aos colégios será feita apenas após a substituição da atual balsa, que faz a travessia de 600 metros entre Tatetos e Riacho Grande, pela embarcação que está em manutenção por exigência da Marinha.

A balsa hoje em funcionamento tem capacidade para comportar 18 veículos. Desde o dia 20 de janeiro, ela substitui a balsa oficial. A embarcação tem capacidade para transportar, em única viagem, 32 veículos. Independente-mente da troca, um acordo firmado em novembro do ano passado prevê a preferência no embarque dos ônibus e vans escolares. Mas segundo alunos e funcionários das escolas, desde o início do ano letivo, na última segunda-feira, a ordem não é cumprida.

Os veículos são obrigados a esperar na fila para o embarque de carros comuns, o que pode gerar um atraso de até três horas. O subprefeito Ramos de Oliveira nega que isso esteja acontecendo. Afirma que os veículos escolares têm preferência no embarque e que por isso podem furar fila. O problema é que, por uma questão de segurança, apenas um ônibus e uma van podem embarcar por vez.

Faça as contas: cada saída do Riacho Grande ao Tatetos ocorre, em média, a cada 30 minutos. Cinco ônibus e quatro vans fazem o transporte escolar. Até que todos os veículos consigam fazer a travessia, passaram-se, no mínimo, duas horas e meia. Com isso, os cerca de 600 alunos das três escolas do bairro que dependem do transporte não conseguiram chegar um dia sequer no horário de início das aulas, às 7h30. “Sei desse problema, mas por enquanto não podemos fazer na-da. Estamos de mãos atadas até que a balsa antiga volte a funcionar”, afirma o subprefeito do Riacho Grande.

E os problemas com a troca de balsa não se restringem apenas aos professores e estudantes. Também afeta as cerca de 2 mil famílias que moram do outro lado da Billings. Eles esperam até três horas para conseguirem embarcar. Em dias de maior movimento, como nos fins de semana, a demora pode chegar a seis horas. “Estou cansado disso. Decidi deixar tudo para trás e comprar um apartamento no Taboão (também em São Bernardo)”, afirma o metalúrgico Aloísio Leite, 41 anos, que há 18  mora no Tatetos.

Diante do problema, uma comissão de moradores foi formada para remediar o caos na travessia. Desde janeiro, quando a balsa foi trocada, três reuniões foram feitas com o subprefeito de Riacho Grande. “Mesmo com tanta conversa, nada foi resolvido”, afirma o comerciante Danilo Colombo, 44 anos, um dos líderes do grupo. “Problema é que hoje todo mundo tem prioridade no embarque (PM, Corpo de Bombeiros, ambulância, GCM, médicos, caminhões da Prefeitura e estudantes), menos os moradores”, critica.

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