Fechar
Publicidade

Sábado, 25 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Black Friday conquista os consumidores da região

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Andréa Ciaffone
Do Diário do Grande ABC

30/11/2013 | 07:54


Criada pelo comércio norte-americano para desovar estoques durante a emenda do feriado de Ação de Graças, que sempre cai numa quinta-feira, a Black Friday ganhou esse nome porque nos Estados Unidos, o contrário de “estar no vermelho”, é estar no preto, e não “no azul” como se diz por aqui. Para as grandes redes de varejo é a última chance antes do Natal de se livrar do que está ocupando espaço e fazer caixa para comprar os lançamentos de Natal. 

No Brasil, no entanto, a Black Friday ganhou outros tons. No País, boa parte dos consumidores prefere ter descontos menores e comprar lançamentos mais baratos. E, para isso, eles lotaram lojas físicas que aderiram à promoção e também travaram os sites das empresas que ofereceram descontos. 

Na sua terceira edição brasileira, a Black Friday foi um sucesso de público e de vendas, mas, não escapou de críticas dos especialistas em consumo. Para a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, o fundamental para o consumidor era manter a cautela. A entidade de defesa do consumidor e o Procon do Rio de Janeiro identificaram empresas (virtuais e físicas) que atraíram os consumidores com ofertas, mas inflaram os preços de produtos que ficaram fora da promoção. “É óbvio que as empresas têm liberdade de determinar seus preços, mas não podem induzir o consumidor a erro, como acreditar que recebeu descontos quando, na verdade, foi só uma jogada para aumento de vendas. Essa conduta é contrária aos princípios estabelecidos no Código de Defesa do Consumidor, como a boa-fé e transparência”, avalia.

  

BONS RESULTADOS

Justamente para não ser mal-interpretada pela clientela, a Fast Shop decidiu não fazer publicidade da sua participação que incluísse percentuais de descontos. “Se você diz que terá descontos de até 70% o cliente se fixa nesse percentual e, muitas vezes, o que ele quer comprar não entrou na promoção ou tem desconto menor”, explica o gerente da multimarcas do Grand Plaza Shopping, em Santo André, Fabio Lima. 

“Ano passado, na Black Friday, vendemos mais do que 100% do volume habitual da loja. Neste ano, acredito que faremos o mesmo que o ano passado e mais uns 40%”, completa o gerente.

Para a família Galera, a compra na Black Friday foi algo estrategicamente planejado. “Eu já estava monitorando o preço do iPhone 5C há semanas. Esperei a Black Friday e isso fez diferença”, diz Diego, 15 anos. “A desconto foi de 20%, mas, como se trata de um lançamento, achei vantajoso”, disse sua mãe, Ester, que comprou aparelhos para ele e para a filha Naila, de 13 anos.  

E-commerce antecipa recorde de vendas em um único dia

De acordo com a E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, até às 17h de ontem a Black Friday já tinha movimentado R$ 390 milhões para o setor, valor que apontava para resultados além das expectativas. Inicialmente, a E-bit tinha previsto crescimento de 60%, em relação a 2012, quando os ganhos foram de R$ 243,8 milhões. 

Mas, ao meio-dia de ontem, os indicadores já apontavam para resultados maiores. A projeção era de que até às 23h59 o faturamento superaria os R$ 500 milhões, batendo todos os recordes de vendas em um único dia no comércio eletrônico brasileiro.

Segundo Pedro Guasti, diretor-geral da E-bit, a quantidade de reclamações dessa edição é relativamente pequena, se comparada ao número de pedidos, que deveria superar a 1 milhão até o fim do dia. “O desafio para os lojistas agora é logístico. É preciso garantir que as compras cheguem aos consumidores na data correta, para manter a satisfação no pós-compra e fechar essa edição com chave de ouro criando definitivamente nova cultura de compras para o Natal.”

O site www.reclameaqui.com.br fez uma área especial para registrar as opiniões dos usuários. Muitos ficaram frustrados porque não conseguiram concluir transações de compras pela internet. “Passamos a madrugada no computador e até conseguimos comprar várias coisas, como livros, um tablet e um sofá”, conta Lisangela Teixeira. “Mas, começou a ficar muito difícil e decimos vir aqui na loja física.” Ela estava no Extra do Grand Plaza Shopping acompanhada de seis parentes, todos ocupados em caçar ofertas.

Desejo por produto ganha final feliz graças à promoção

Quando a longa caixa da smart TV de 46 polegadas apontou na saída do estoque, os olhos de Renato Borges brilharam. Só faltou tocar a marcha nupcial para coroar a conclusão de um longo namoro que teve a Black Friday, o dia de descontos extremos para limpar estoques, como fada madrinha. “Passei meses observando os preços desse modelo de TV em diversos sites e lojas físicas. O preço estava em torno de R$ 3.200. Mas, hoje (ontem), graças à promoção do Black Friday, consegui comprar por um preço bem mais baixo: R$ 1.950. A economia foi de R$ 1.250”, comemora Borges, que esperou a data de descontos para comprar. 

“Se você pensar em termos de percentual de desconto, ficou em cerca de 30%, mas num produto que é lançamento, isso é muito bom”, completou ele, que saiu todo feliz, arrastando sua nova aquisição pelo corredor da Casas Bahia, no Centro de São Caetano. Deu vontade de jogar arroz. 

“A gente ouve falar de descontos de 70%, 80% na Black Friday, mas o que me interessa mesmo é comprar o produto que eu desejo. Então, prefiro aproveitar um desconto menor, de 25% a 30%, e levar o que eu quero”, diz Rubens Francisco da Silva, que até ontem não sabia bem o que era a Black Friday. “Fiquei sabendo pelos meus colegas do serviço. Assim que deu meu horário, vim correndo comprar. Não dá para ficar sentado no sofá pensando que pode estar perdendo uma superoportunidade”, conta. “Além disso, coincidiu com a primeira parcela do 13º salário. Aí resolvi comprar logo para o dinheiro não sumir”, diz Silva, que pretendia instalar a smart TV de 46 polegadas imediatamente. 

Seu primo, Gabriel Fornasa, não teve a mesma sorte. A TV que ele queria não estava em promoção. “Esse negócio de Black Friday é ótimo, mas a gente tem de saber o que quer. Senão, na empolgação, acaba levando o que não estava nos planos”, diz Fornasa.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Black Friday conquista os consumidores da região

Andréa Ciaffone
Do Diário do Grande ABC

30/11/2013 | 07:54


Criada pelo comércio norte-americano para desovar estoques durante a emenda do feriado de Ação de Graças, que sempre cai numa quinta-feira, a Black Friday ganhou esse nome porque nos Estados Unidos, o contrário de “estar no vermelho”, é estar no preto, e não “no azul” como se diz por aqui. Para as grandes redes de varejo é a última chance antes do Natal de se livrar do que está ocupando espaço e fazer caixa para comprar os lançamentos de Natal. 

No Brasil, no entanto, a Black Friday ganhou outros tons. No País, boa parte dos consumidores prefere ter descontos menores e comprar lançamentos mais baratos. E, para isso, eles lotaram lojas físicas que aderiram à promoção e também travaram os sites das empresas que ofereceram descontos. 

Na sua terceira edição brasileira, a Black Friday foi um sucesso de público e de vendas, mas, não escapou de críticas dos especialistas em consumo. Para a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, o fundamental para o consumidor era manter a cautela. A entidade de defesa do consumidor e o Procon do Rio de Janeiro identificaram empresas (virtuais e físicas) que atraíram os consumidores com ofertas, mas inflaram os preços de produtos que ficaram fora da promoção. “É óbvio que as empresas têm liberdade de determinar seus preços, mas não podem induzir o consumidor a erro, como acreditar que recebeu descontos quando, na verdade, foi só uma jogada para aumento de vendas. Essa conduta é contrária aos princípios estabelecidos no Código de Defesa do Consumidor, como a boa-fé e transparência”, avalia.

  

BONS RESULTADOS

Justamente para não ser mal-interpretada pela clientela, a Fast Shop decidiu não fazer publicidade da sua participação que incluísse percentuais de descontos. “Se você diz que terá descontos de até 70% o cliente se fixa nesse percentual e, muitas vezes, o que ele quer comprar não entrou na promoção ou tem desconto menor”, explica o gerente da multimarcas do Grand Plaza Shopping, em Santo André, Fabio Lima. 

“Ano passado, na Black Friday, vendemos mais do que 100% do volume habitual da loja. Neste ano, acredito que faremos o mesmo que o ano passado e mais uns 40%”, completa o gerente.

Para a família Galera, a compra na Black Friday foi algo estrategicamente planejado. “Eu já estava monitorando o preço do iPhone 5C há semanas. Esperei a Black Friday e isso fez diferença”, diz Diego, 15 anos. “A desconto foi de 20%, mas, como se trata de um lançamento, achei vantajoso”, disse sua mãe, Ester, que comprou aparelhos para ele e para a filha Naila, de 13 anos.  

E-commerce antecipa recorde de vendas em um único dia

De acordo com a E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, até às 17h de ontem a Black Friday já tinha movimentado R$ 390 milhões para o setor, valor que apontava para resultados além das expectativas. Inicialmente, a E-bit tinha previsto crescimento de 60%, em relação a 2012, quando os ganhos foram de R$ 243,8 milhões. 

Mas, ao meio-dia de ontem, os indicadores já apontavam para resultados maiores. A projeção era de que até às 23h59 o faturamento superaria os R$ 500 milhões, batendo todos os recordes de vendas em um único dia no comércio eletrônico brasileiro.

Segundo Pedro Guasti, diretor-geral da E-bit, a quantidade de reclamações dessa edição é relativamente pequena, se comparada ao número de pedidos, que deveria superar a 1 milhão até o fim do dia. “O desafio para os lojistas agora é logístico. É preciso garantir que as compras cheguem aos consumidores na data correta, para manter a satisfação no pós-compra e fechar essa edição com chave de ouro criando definitivamente nova cultura de compras para o Natal.”

O site www.reclameaqui.com.br fez uma área especial para registrar as opiniões dos usuários. Muitos ficaram frustrados porque não conseguiram concluir transações de compras pela internet. “Passamos a madrugada no computador e até conseguimos comprar várias coisas, como livros, um tablet e um sofá”, conta Lisangela Teixeira. “Mas, começou a ficar muito difícil e decimos vir aqui na loja física.” Ela estava no Extra do Grand Plaza Shopping acompanhada de seis parentes, todos ocupados em caçar ofertas.

Desejo por produto ganha final feliz graças à promoção

Quando a longa caixa da smart TV de 46 polegadas apontou na saída do estoque, os olhos de Renato Borges brilharam. Só faltou tocar a marcha nupcial para coroar a conclusão de um longo namoro que teve a Black Friday, o dia de descontos extremos para limpar estoques, como fada madrinha. “Passei meses observando os preços desse modelo de TV em diversos sites e lojas físicas. O preço estava em torno de R$ 3.200. Mas, hoje (ontem), graças à promoção do Black Friday, consegui comprar por um preço bem mais baixo: R$ 1.950. A economia foi de R$ 1.250”, comemora Borges, que esperou a data de descontos para comprar. 

“Se você pensar em termos de percentual de desconto, ficou em cerca de 30%, mas num produto que é lançamento, isso é muito bom”, completou ele, que saiu todo feliz, arrastando sua nova aquisição pelo corredor da Casas Bahia, no Centro de São Caetano. Deu vontade de jogar arroz. 

“A gente ouve falar de descontos de 70%, 80% na Black Friday, mas o que me interessa mesmo é comprar o produto que eu desejo. Então, prefiro aproveitar um desconto menor, de 25% a 30%, e levar o que eu quero”, diz Rubens Francisco da Silva, que até ontem não sabia bem o que era a Black Friday. “Fiquei sabendo pelos meus colegas do serviço. Assim que deu meu horário, vim correndo comprar. Não dá para ficar sentado no sofá pensando que pode estar perdendo uma superoportunidade”, conta. “Além disso, coincidiu com a primeira parcela do 13º salário. Aí resolvi comprar logo para o dinheiro não sumir”, diz Silva, que pretendia instalar a smart TV de 46 polegadas imediatamente. 

Seu primo, Gabriel Fornasa, não teve a mesma sorte. A TV que ele queria não estava em promoção. “Esse negócio de Black Friday é ótimo, mas a gente tem de saber o que quer. Senão, na empolgação, acaba levando o que não estava nos planos”, diz Fornasa.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;