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Paço tenta reunião com Sabesp para discutir dívida bilionária

Autarquia estadual já revelou que tem interesse em assumir novamente serviço de água em Mauá


Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

05/11/2013 | 07:11


O prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), pretende se reunir com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) até o fim do mês para discutir a dívida de R$ 1 bilhão entre a autarquia estadual e a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá).

No encontro deve ser levantada a possibilidade da companhia assumir a rede de água mauaense. Em setembro, a presidente da Sabesp, Dilma Pena, declarou com exclusividade ao Diário que tinha interesse em fechar acordo em Mauá aos moldes do que foi feito em Diadema.

O chefe do Paço diademense, Lauro Michels (PV), irá desativar a Saned (Companhia de Saneamento Básico de Diadema) para conceder 30 anos do controle da rede de água para a estatal, que assume o passivo da instituição e os funcionários.
A dívida que Mauá tem com a Sabesp é R$ 100 milhões menor do que a pendência que Diadema possui (R$ 1,1 bilhão). Portanto, existe expectativa de que o acordo proposto seja bastante parecido.

Donisete demonstrou que tem interesse em ouvir a oferta e acompanhar de perto as transações em Diadema. “Queremos dar uma condição melhor na questão da dívida, que existe. Desejamos um plano de investimento. A Sabesp se sente muito incomodada de não ter condição boa para pactuar um acordo. O desafio é das duas partes”, analisou.

O petista reiterou que a pendência precisa ser resolvida para angariar recursos federais e estaduais para o saneamento básico municipal. “Temos necessidade de investimento de R$ 150 milhões para construção de rede de água”, considerou.

O tratamento de água e esgoto tem sido polêmico na cidade. O Executivo encaminhou ao Legislativo o plano de saneamento básico, que dá brechas para privatizar a Sama. “Independentemente da questão de saneamento, o município tem que se antecipar e avançar. As coisas demoram muito. São burocráticas”, desconversou o prefeito. A rede de esgoto em Mauá é gerenciada pela Foz, do grupo Odebrecht. O contrato vai até 2031. A água ainda está com a Sama.

Donisete reiterou que o plano encaminhado ao Legislativo serve para negociação de dívida de R$ 13,8 milhões entre a Prefeitura com a Foz e a Sama. A lei sofre resistência entre os vereadores.
 



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Paço tenta reunião com Sabesp para discutir dívida bilionária

Autarquia estadual já revelou que tem interesse em assumir novamente serviço de água em Mauá

Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

05/11/2013 | 07:11


O prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), pretende se reunir com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) até o fim do mês para discutir a dívida de R$ 1 bilhão entre a autarquia estadual e a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá).

No encontro deve ser levantada a possibilidade da companhia assumir a rede de água mauaense. Em setembro, a presidente da Sabesp, Dilma Pena, declarou com exclusividade ao Diário que tinha interesse em fechar acordo em Mauá aos moldes do que foi feito em Diadema.

O chefe do Paço diademense, Lauro Michels (PV), irá desativar a Saned (Companhia de Saneamento Básico de Diadema) para conceder 30 anos do controle da rede de água para a estatal, que assume o passivo da instituição e os funcionários.
A dívida que Mauá tem com a Sabesp é R$ 100 milhões menor do que a pendência que Diadema possui (R$ 1,1 bilhão). Portanto, existe expectativa de que o acordo proposto seja bastante parecido.

Donisete demonstrou que tem interesse em ouvir a oferta e acompanhar de perto as transações em Diadema. “Queremos dar uma condição melhor na questão da dívida, que existe. Desejamos um plano de investimento. A Sabesp se sente muito incomodada de não ter condição boa para pactuar um acordo. O desafio é das duas partes”, analisou.

O petista reiterou que a pendência precisa ser resolvida para angariar recursos federais e estaduais para o saneamento básico municipal. “Temos necessidade de investimento de R$ 150 milhões para construção de rede de água”, considerou.

O tratamento de água e esgoto tem sido polêmico na cidade. O Executivo encaminhou ao Legislativo o plano de saneamento básico, que dá brechas para privatizar a Sama. “Independentemente da questão de saneamento, o município tem que se antecipar e avançar. As coisas demoram muito. São burocráticas”, desconversou o prefeito. A rede de esgoto em Mauá é gerenciada pela Foz, do grupo Odebrecht. O contrato vai até 2031. A água ainda está com a Sama.

Donisete reiterou que o plano encaminhado ao Legislativo serve para negociação de dívida de R$ 13,8 milhões entre a Prefeitura com a Foz e a Sama. A lei sofre resistência entre os vereadores.
 

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