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Famílias convivem com trauma após chacina

Dois anos e meio depois do assassinato de quatro jovens no Jd.Santo André, PMs serão julgados hoje


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

21/08/2013 | 07:00


Passados mais de dois anos após o crime, familiares dos quatro jovens mortos no Jardim Santo André em abril de 2011 esperam que os desdobramentos do julgamento dos dois policiais militares acusados do crime, que começa hoje no Fórum andreense, possa fazer com o trauma seja superado.

“O que eu espero? Olhar bem para a cara dos assassinos do meu filho quando o juiz disser a sentença. Só assim conseguirei encarar quem o matou”, disse a doméstica Josefa Dias, 41, mãe do estudante Felipe Dias Rodrigues, 16, outro dos jovens executados.

Ela reforça que as famílias ainda não superaram o ocorrido. A prova é a postura de seus filhos menores, que se abaixam toda vez que avistam uma viatura da corporação na rua.

Serão julgados a partir desta manhã os policiais Ronaldo dos Santos Ferreira e Ricardo Bernardo da Silva. Um terceiro réu, Caio César de Lima, que não é integrante da corporação, recorreu da decisão de júri popular e teve o julgamento desmembrado. A data ainda não foi marcada.

As famílias também antecipam que entrarão na Justiça para pedir indenização pelo ocorrido. “O poder público deve isso para nós. A arma usada para matar meu filho era a de serviço desses policiais. É um direito nosso”, apontou o motorista Rogério Fiorio, 49 anos, pai de uma das vítimas, o cabeleireiro Luis Fernando da Silva Egea, 19, que reclama pelo fato de ninguém os procurar para oferecer ajuda após o episódio.

“Não vou generalizar. Tem muita gente boa dentro da PM, tanto que gente lá de dentro nos ajudou a chegar nos culpados pela morte do meu filho. Mas existe lado negativo”, apontou Fiorio.

Segundo ele, a resolução do caso mostra que a repercussão foi positiva para que os culpados fossem capturados. “Achávamos que não ia dar em nada (a investigação). A justiça, para nós, nunca será devidamente feita. Mesmo assim, se verificarmos quantas mortes sem esclarecimentos ocorreram desde a execução do meu filho, fica claro porque estamos confiantes para esse julgamento”, completou o motorista.

A equipe do Diário tentou localizar a advogada apontada como a responsável pela defesa dos dois policiais, mas não obteve sucesso até o fechamento desta edição.  



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Famílias convivem com trauma após chacina

Dois anos e meio depois do assassinato de quatro jovens no Jd.Santo André, PMs serão julgados hoje

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

21/08/2013 | 07:00


Passados mais de dois anos após o crime, familiares dos quatro jovens mortos no Jardim Santo André em abril de 2011 esperam que os desdobramentos do julgamento dos dois policiais militares acusados do crime, que começa hoje no Fórum andreense, possa fazer com o trauma seja superado.

“O que eu espero? Olhar bem para a cara dos assassinos do meu filho quando o juiz disser a sentença. Só assim conseguirei encarar quem o matou”, disse a doméstica Josefa Dias, 41, mãe do estudante Felipe Dias Rodrigues, 16, outro dos jovens executados.

Ela reforça que as famílias ainda não superaram o ocorrido. A prova é a postura de seus filhos menores, que se abaixam toda vez que avistam uma viatura da corporação na rua.

Serão julgados a partir desta manhã os policiais Ronaldo dos Santos Ferreira e Ricardo Bernardo da Silva. Um terceiro réu, Caio César de Lima, que não é integrante da corporação, recorreu da decisão de júri popular e teve o julgamento desmembrado. A data ainda não foi marcada.

As famílias também antecipam que entrarão na Justiça para pedir indenização pelo ocorrido. “O poder público deve isso para nós. A arma usada para matar meu filho era a de serviço desses policiais. É um direito nosso”, apontou o motorista Rogério Fiorio, 49 anos, pai de uma das vítimas, o cabeleireiro Luis Fernando da Silva Egea, 19, que reclama pelo fato de ninguém os procurar para oferecer ajuda após o episódio.

“Não vou generalizar. Tem muita gente boa dentro da PM, tanto que gente lá de dentro nos ajudou a chegar nos culpados pela morte do meu filho. Mas existe lado negativo”, apontou Fiorio.

Segundo ele, a resolução do caso mostra que a repercussão foi positiva para que os culpados fossem capturados. “Achávamos que não ia dar em nada (a investigação). A justiça, para nós, nunca será devidamente feita. Mesmo assim, se verificarmos quantas mortes sem esclarecimentos ocorreram desde a execução do meu filho, fica claro porque estamos confiantes para esse julgamento”, completou o motorista.

A equipe do Diário tentou localizar a advogada apontada como a responsável pela defesa dos dois policiais, mas não obteve sucesso até o fechamento desta edição.  

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