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A mágica do Fies

Desde quando o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) foi instituído, em 1999, mais de 560 mil estudantes foram beneficiados


Dgabc

07/05/2013 | 00:00


Artigo

Desde quando o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) foi instituído, em 1999, mais de 560 mil estudantes foram beneficiados. Neste ano, o Ministério da Educação anunciou investimentos de R$ 1,6 bilhão no programa, que financia até 100% do valor das mensalidades de cursos superiores presenciais, em instituições não gratuitas, a taxa de juros de 3,4% ao ano. A mágica do governo para oferecer juros baixos no Fies vem do subsídio de recursos do próprio governo federal, que consegue mantê-los menores do que a inflação. Hoje, a contratação do financiamento é feita no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, atuais agentes financeiros.

Funciona assim: ao longo do curso, o aluno vai pagar valor máximo de R$ 50 a cada trimestre. Quando ele terminar a faculdade terá período de carência de 18 meses para se estabilizar financeiramente e ingressar no mercado de trabalho. Nesse período, ele paga R$ 50 a cada três meses.

O financiamento é pago em até três vezes o tempo do curso mais um ano. Ou seja, um curso de cinco anos poderá ser pago em até 16 anos. Para quem se interessar, é importante e válido simular financiamento disponível no portal do Fies. (http://sisfiesportal.mec.gov.br/).

Ainda que o percentual de pessoas com pelo menos o curso superior completo tenha aumentado de 4,4% para 7,9%, em dez anos, segundo o último Censo do IBGE, no Brasil, 43,8% do total de empregados, no País, têm apenas o Ensino Médio, como mostrou pesquisa recente do Semesp (Sindicato das Universidades Particulares).

Nesse contexto e embora de forma lenta, o Fies continua sendo instrumento revolucionário. Isso porque o valor da mensalidade deixou de ser barreira para o não estudar, especialmente para quem cursou os ensinos Médio e Fundamental em escolas públicas e tinha bom desempenho, mas não têm condições de pagar bom curso superior.

O Fies, portanto, tornou-se indutor de qualidade, uma vez que as faculdades só podem participar do programa caso os cursos oferecidos tenham conceito mínimo de aprovação no MEC. O equivalente a nota 3 no Enade (Exame Nacional e Desempenho de Estudantes), que avalia o rendimento dos alunos que estão se formando em relação ao conteúdo programático, as habilidades e competências. Isso obriga as universidades empenharem-se, e muito, para manter e aperfeiçoar a qualidade dos cursos que oferecem.

César Rodrigues de Almeida é diretor de graduação da faculdade Esags.

Palavra do leitor

Abusivo
Gostaria de uma explicação sobre o aumento abusivo que o Semasa realizou nas contas do mês de abril para cobrança em maio deste ano. Eu pagava R$ 3,10 de taxa de limpeza pública, e dia 4 recebi minha conta de água com a taxa no valor de R$ 14,66. Entrei em contato com o Semasa e a atendente explicou que foi reajuste aprovado no ano passado por meio da Lei 9.439 (não localizei), na qual são considerados o tamanho da área construída, quantidade de coletas de lixo e classificação do imóvel. Achei absurdo, mas o quê fazer?
Claudia Paula Silva
Santo André

Criminalidade
Este Diário traz a notícia de que o condutor do BMW que atropelou e matou o motociclista vai responder em liberdade (Setecidades, dia 4). Se fosse di menor, como dizem os que brigam pela redução da maioridade penal, seria recolhido numa prisão, ainda que chamada de abrigo! E se o BMW fosse uma arma de fogo, já se aproveitaria para passeata pela sua proibição. Nem pensar em proibir o fabrico e comércio de automóveis, apesar de tão ou mais perigosos. As estatísticas que o digam. A pretendida redução da criminalidade, portanto, pelo visto e vivido, não se alcançará com passeatas e protestos que tanto entusiasmam seus promotores e participantes, mas que só valorizam e, em consequência, contribuem para efeito contrário, estimulando o que se quer evitar.
Nevino Antonio Rocco
São Bernardo

Ação cultural
Reivindicação de muitos anos parece agora concretizar-se. Trata-se de coletânea literária entre os escritores que participaram e participam do espaço de mesmo nome na Biblioteca Nair Lacerda, a maior e mais importante da cidade andreense e que será organizada, a pedido do secretário Raimundo Salles, ao especialista em Língua Portuguesa brasileira, professor Simka, e uma professora igualmente capacitada, que farão trabalho certo, isto é, passando seus conhecimentos aos futuros participantes, num curso de encontros mensais até novembro, seguindo normas internacionais para que a produção seja esmerada, formando livro que pare em pé fechado, dignificando a secretaria, a editora escolhida, os colaboradores e, principalmente, literatos, todos com livros ou livretos publicados, condição sine qua non. Parabéns à feliz iniciativa e que os participantes de ontem, ou que não têm publicações ainda, não fiquem de fora, somando-se ao empreendimento literário, que agradecemos sempre, mormente pela união.
Antônio Melo
Santo André

Brics
Graças à incompetência dos governos petralhas, o Brasil tornou-se o País com o pior desempenho no grupo Brics: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Se o grupo nos eliminasse ficaria mais ‘Rics'.
Mário A. Dente
Capital

Passarinhos
Entre a campanha nada discreta e antecipada de Dilma para reeleição e a indefinição persistente dos tucanos quanto à escolha de seu candidato, acho que ficarei com aquele que tem coragem de peitar o PT e dizer a que veio. Entre o pardal apressadinho e o tucano indeciso, fico com o pica-pau, que busca com determinação - dentro do poder da madeira que o protege - o verme com o qual vai encher a sua pança!
Mara Montezuma Assaf
Capital

Amarelão - 1
O atacante Luís Fabiano, contratado a peso de ouro, nos momentos decisivos do São Paulo Futebol Clube, por indisciplina deixa inclusive o time na mão na Libertadores, ou, em cobrança displicente de pênalti, elimina o Tricolor da final do Paulistão.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Amarelão - 2
O que adianta ao São Paulo ter atacante como Luís Fabiano se todas as vezes que dele precisa este ‘amarela'? Foi assim na Libertadores e agora no Paulistão. Chega! Manda embora esse amarelão!
Gustavo H. M. Carli
Santo André



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A mágica do Fies

Desde quando o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) foi instituído, em 1999, mais de 560 mil estudantes foram beneficiados

Dgabc

07/05/2013 | 00:00


Artigo

Desde quando o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) foi instituído, em 1999, mais de 560 mil estudantes foram beneficiados. Neste ano, o Ministério da Educação anunciou investimentos de R$ 1,6 bilhão no programa, que financia até 100% do valor das mensalidades de cursos superiores presenciais, em instituições não gratuitas, a taxa de juros de 3,4% ao ano. A mágica do governo para oferecer juros baixos no Fies vem do subsídio de recursos do próprio governo federal, que consegue mantê-los menores do que a inflação. Hoje, a contratação do financiamento é feita no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, atuais agentes financeiros.

Funciona assim: ao longo do curso, o aluno vai pagar valor máximo de R$ 50 a cada trimestre. Quando ele terminar a faculdade terá período de carência de 18 meses para se estabilizar financeiramente e ingressar no mercado de trabalho. Nesse período, ele paga R$ 50 a cada três meses.

O financiamento é pago em até três vezes o tempo do curso mais um ano. Ou seja, um curso de cinco anos poderá ser pago em até 16 anos. Para quem se interessar, é importante e válido simular financiamento disponível no portal do Fies. (http://sisfiesportal.mec.gov.br/).

Ainda que o percentual de pessoas com pelo menos o curso superior completo tenha aumentado de 4,4% para 7,9%, em dez anos, segundo o último Censo do IBGE, no Brasil, 43,8% do total de empregados, no País, têm apenas o Ensino Médio, como mostrou pesquisa recente do Semesp (Sindicato das Universidades Particulares).

Nesse contexto e embora de forma lenta, o Fies continua sendo instrumento revolucionário. Isso porque o valor da mensalidade deixou de ser barreira para o não estudar, especialmente para quem cursou os ensinos Médio e Fundamental em escolas públicas e tinha bom desempenho, mas não têm condições de pagar bom curso superior.

O Fies, portanto, tornou-se indutor de qualidade, uma vez que as faculdades só podem participar do programa caso os cursos oferecidos tenham conceito mínimo de aprovação no MEC. O equivalente a nota 3 no Enade (Exame Nacional e Desempenho de Estudantes), que avalia o rendimento dos alunos que estão se formando em relação ao conteúdo programático, as habilidades e competências. Isso obriga as universidades empenharem-se, e muito, para manter e aperfeiçoar a qualidade dos cursos que oferecem.

César Rodrigues de Almeida é diretor de graduação da faculdade Esags.

Palavra do leitor

Abusivo
Gostaria de uma explicação sobre o aumento abusivo que o Semasa realizou nas contas do mês de abril para cobrança em maio deste ano. Eu pagava R$ 3,10 de taxa de limpeza pública, e dia 4 recebi minha conta de água com a taxa no valor de R$ 14,66. Entrei em contato com o Semasa e a atendente explicou que foi reajuste aprovado no ano passado por meio da Lei 9.439 (não localizei), na qual são considerados o tamanho da área construída, quantidade de coletas de lixo e classificação do imóvel. Achei absurdo, mas o quê fazer?
Claudia Paula Silva
Santo André

Criminalidade
Este Diário traz a notícia de que o condutor do BMW que atropelou e matou o motociclista vai responder em liberdade (Setecidades, dia 4). Se fosse di menor, como dizem os que brigam pela redução da maioridade penal, seria recolhido numa prisão, ainda que chamada de abrigo! E se o BMW fosse uma arma de fogo, já se aproveitaria para passeata pela sua proibição. Nem pensar em proibir o fabrico e comércio de automóveis, apesar de tão ou mais perigosos. As estatísticas que o digam. A pretendida redução da criminalidade, portanto, pelo visto e vivido, não se alcançará com passeatas e protestos que tanto entusiasmam seus promotores e participantes, mas que só valorizam e, em consequência, contribuem para efeito contrário, estimulando o que se quer evitar.
Nevino Antonio Rocco
São Bernardo

Ação cultural
Reivindicação de muitos anos parece agora concretizar-se. Trata-se de coletânea literária entre os escritores que participaram e participam do espaço de mesmo nome na Biblioteca Nair Lacerda, a maior e mais importante da cidade andreense e que será organizada, a pedido do secretário Raimundo Salles, ao especialista em Língua Portuguesa brasileira, professor Simka, e uma professora igualmente capacitada, que farão trabalho certo, isto é, passando seus conhecimentos aos futuros participantes, num curso de encontros mensais até novembro, seguindo normas internacionais para que a produção seja esmerada, formando livro que pare em pé fechado, dignificando a secretaria, a editora escolhida, os colaboradores e, principalmente, literatos, todos com livros ou livretos publicados, condição sine qua non. Parabéns à feliz iniciativa e que os participantes de ontem, ou que não têm publicações ainda, não fiquem de fora, somando-se ao empreendimento literário, que agradecemos sempre, mormente pela união.
Antônio Melo
Santo André

Brics
Graças à incompetência dos governos petralhas, o Brasil tornou-se o País com o pior desempenho no grupo Brics: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Se o grupo nos eliminasse ficaria mais ‘Rics'.
Mário A. Dente
Capital

Passarinhos
Entre a campanha nada discreta e antecipada de Dilma para reeleição e a indefinição persistente dos tucanos quanto à escolha de seu candidato, acho que ficarei com aquele que tem coragem de peitar o PT e dizer a que veio. Entre o pardal apressadinho e o tucano indeciso, fico com o pica-pau, que busca com determinação - dentro do poder da madeira que o protege - o verme com o qual vai encher a sua pança!
Mara Montezuma Assaf
Capital

Amarelão - 1
O atacante Luís Fabiano, contratado a peso de ouro, nos momentos decisivos do São Paulo Futebol Clube, por indisciplina deixa inclusive o time na mão na Libertadores, ou, em cobrança displicente de pênalti, elimina o Tricolor da final do Paulistão.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Amarelão - 2
O que adianta ao São Paulo ter atacante como Luís Fabiano se todas as vezes que dele precisa este ‘amarela'? Foi assim na Libertadores e agora no Paulistão. Chega! Manda embora esse amarelão!
Gustavo H. M. Carli
Santo André

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