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Demolição de casarão vira jogo de empurra

Imóvel histórico da década de 1940 veio abaixo há 11 dias


Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

28/03/2012 | 07:00


Com inquéritos instaurados pelo Ministério Público e Polícia Civil, o novo impasse que surge em torno de área verde de 42 mil m² no bairro Serraria, em Diadema, é descobrir quem demoliu o tradicional casarão onde o ex-jurista Miguel Reale passava seus fins de semana na década de 1940.

Há 11 dias, o imóvel particular foi totalmente demolido após ter vazado a informação que havia pedido de tombamento do Sítio Miguel Reale, como ficou conhecido, no Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura.

A HM Engenharia e Construções, que tem termo de compromisso de compra e venda de imóvel para a construção de 704 apartamentos no terreno, informou, em nota, não ter a posse da área nem ser a autora da demolição. A empresa, há 30 anos no mercado, pertence ao Grupo Camargo Correa.

Segundo a HM, ao receber comunicação da Secretaria de Meio Ambiente de Diadema sobre a visita de técnicos do Condephaat no local, agendada para o dia 21, comunicou formalmente ao "proprietário do terreno" de que não poderia ser feito qualquer tipo de intervenção ou demolição na área.
Versão que é contestada em nota reiterada pela Prefeitura ao Diário, ontem. "A administração notificou a HM Engenharia após ter contestado que a empresa realizou a demolição total do imóvel existente no Sítio Miguel Reale, na mesma data, sem alvará de demolição".

Indagada, a HM não respondeu o nome do proprietário do terreno nem quando assinou o termo de compromisso para compra e venda do imóvel.

Em várias reportagens publicadas pelo Diário, entre fevereiro de 2010 até hoje, o dono da área verde é a Invest-Bens Planejamento Imobiliário - a Ballarin Imóveis é um braço da empresa. O que foi confirmado em nota pelo governo municipal.

Em julho de 2008, a família do jurista, morto aos 95 anos em 14 de abril de 2006, negociou a venda da propriedade com Marco César Ballarin. A área verde com espécies nativas da Mata Atlântica foi comercializada por R$ 2 milhões para a Invest-Bens. Procurado ontem, pela segunda vez, Marco César não deu retorno ao jornal.

Antes da HM, a interessada no terreno era a Equilíbrio Arquitetura e Urbanismo, de Diadema, que tinha projeto de construção de apartamentos registrado na administração. A Prefeitura informou que o empreendimento foi aprovado por integrantes de várias secretarias. Porém, não revelou no nome de quem. A HM não respondeu se conhece alguém da Equilíbrio. O jornal não localizou o proprietário da empresa do Grande ABC.



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Demolição de casarão vira jogo de empurra

Imóvel histórico da década de 1940 veio abaixo há 11 dias

Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

28/03/2012 | 07:00


Com inquéritos instaurados pelo Ministério Público e Polícia Civil, o novo impasse que surge em torno de área verde de 42 mil m² no bairro Serraria, em Diadema, é descobrir quem demoliu o tradicional casarão onde o ex-jurista Miguel Reale passava seus fins de semana na década de 1940.

Há 11 dias, o imóvel particular foi totalmente demolido após ter vazado a informação que havia pedido de tombamento do Sítio Miguel Reale, como ficou conhecido, no Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura.

A HM Engenharia e Construções, que tem termo de compromisso de compra e venda de imóvel para a construção de 704 apartamentos no terreno, informou, em nota, não ter a posse da área nem ser a autora da demolição. A empresa, há 30 anos no mercado, pertence ao Grupo Camargo Correa.

Segundo a HM, ao receber comunicação da Secretaria de Meio Ambiente de Diadema sobre a visita de técnicos do Condephaat no local, agendada para o dia 21, comunicou formalmente ao "proprietário do terreno" de que não poderia ser feito qualquer tipo de intervenção ou demolição na área.
Versão que é contestada em nota reiterada pela Prefeitura ao Diário, ontem. "A administração notificou a HM Engenharia após ter contestado que a empresa realizou a demolição total do imóvel existente no Sítio Miguel Reale, na mesma data, sem alvará de demolição".

Indagada, a HM não respondeu o nome do proprietário do terreno nem quando assinou o termo de compromisso para compra e venda do imóvel.

Em várias reportagens publicadas pelo Diário, entre fevereiro de 2010 até hoje, o dono da área verde é a Invest-Bens Planejamento Imobiliário - a Ballarin Imóveis é um braço da empresa. O que foi confirmado em nota pelo governo municipal.

Em julho de 2008, a família do jurista, morto aos 95 anos em 14 de abril de 2006, negociou a venda da propriedade com Marco César Ballarin. A área verde com espécies nativas da Mata Atlântica foi comercializada por R$ 2 milhões para a Invest-Bens. Procurado ontem, pela segunda vez, Marco César não deu retorno ao jornal.

Antes da HM, a interessada no terreno era a Equilíbrio Arquitetura e Urbanismo, de Diadema, que tinha projeto de construção de apartamentos registrado na administração. A Prefeitura informou que o empreendimento foi aprovado por integrantes de várias secretarias. Porém, não revelou no nome de quem. A HM não respondeu se conhece alguém da Equilíbrio. O jornal não localizou o proprietário da empresa do Grande ABC.

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