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Fifa 'cutuca' Brasil sobre atraso nas obras para Copa


Bianca Daga
Especial para o Diário

04/05/2010 | 07:00


O prazo para começar as obras nas 12 cidades brasileiras que receberão a Copa do Mundo de 2014 acabou ontem, e como apenas metade dos estádios estão em reforma, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, voltou a criticar o Brasil.

"Recebi alguns relatórios sobre o andamento das obras e a situação não é nada boa. É incrível como o Brasil está atrasado e não estou falando apenas de Morumbi ou Maracanã, mas de todos os estádios. Muitos dos prazos já expiraram e nada aconteceu. O Brasil não está no caminho certo", declarou Valcke, referindo-se a primeira data limite estipulada para o início das reformas, que era dia 1º de março e foi adiada justamente devido à demora para começar a colocar os projetos em prática.

Valcke ainda cutucou os organizadores do Mundial no Brasil, dizendo que sempre encontram um motivo para justificar atrasos. "Este ano as eleições vão parar tudo. E no ano que vem, será que só vão começar a trabalhar depois do Carnaval?", reclamou.

A Fifa quer todos os estádios no Brasil prontos até o dia 31 de dezembro de 2012, seis meses antes do início da Copa das Confederações - que também acontecerá no País - e um ano e meio antes da Copa do Mundo.

VISTORIA - São Paulo será a primeira cidade vistoriada pelo Departamento de Estádios do Comitê Organizador da Copa, itinerário que começa hoje e termina dia 20 em Salvador, passando por Porto Alegre (dia 6), Curitiba (7), Belo Horizonte e Rio de Janeiro (10), Brasília (11), Manaus (12), Cuiabá (13), Fortaleza (17), Natal (18) e Recife (19).

Obras secundárias dão o tom das reformas

Quando os dirigentes do Comitê Organizador da Copa de 2014 iniciarem amanhã as vistorias técnicas aos estádios e a avaliação do cronograma das obras em cada uma das 12 cidades que receberão jogos do Mundial, constatarão que o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, estava certo quando disse ontem que o Brasil está muito atrasado nos preparativos.

Ontem, se encerrou o prazo estabelecido pela Fifa para o início das obras. E o cenário não é dos melhores. Em cinco estádios, os trabalhos nem começaram (Rio, Brasília, Fortaleza, Natal e Recife). Naqueles onde o pontapé inicial já foi dado, as obras se limitam a serviços considerados secundários.

O Morumbi será o primeiro a receber vistoria dos integrantes do Departamento de Estádios do Comitê Organizador. Até agora, o local recebeu apenas pequenas intervenções como substituição de cadeiras, reforma de sanitários e construção e rede de captação de esgoto, águas pluviais e novos camarotes. Mudanças estruturais nos anéis do estádio e a implantação da cobertura ainda aguardam o aval da Fifa, o que não deve ocorrer.

O Maracanã nem edital de licitação tem. Só os trabalhos de sondagem do solo para a instalação de quatro novas rampas foram realizados, consumindo 45 dias e cerca de R$ 100 mil - o equivalente a 0,02% do orçamento de R$ 600 milhões.

O Mineirão passa pela chamada primeira etapa de obras, que consiste no reforço da estrutura da fachada do estádio - um anel externo de concreto armado, que é tombado pelo patrimônio histórico e será preservado na modernização. (Da AE)



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Fifa 'cutuca' Brasil sobre atraso nas obras para Copa

Bianca Daga
Especial para o Diário

04/05/2010 | 07:00


O prazo para começar as obras nas 12 cidades brasileiras que receberão a Copa do Mundo de 2014 acabou ontem, e como apenas metade dos estádios estão em reforma, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, voltou a criticar o Brasil.

"Recebi alguns relatórios sobre o andamento das obras e a situação não é nada boa. É incrível como o Brasil está atrasado e não estou falando apenas de Morumbi ou Maracanã, mas de todos os estádios. Muitos dos prazos já expiraram e nada aconteceu. O Brasil não está no caminho certo", declarou Valcke, referindo-se a primeira data limite estipulada para o início das reformas, que era dia 1º de março e foi adiada justamente devido à demora para começar a colocar os projetos em prática.

Valcke ainda cutucou os organizadores do Mundial no Brasil, dizendo que sempre encontram um motivo para justificar atrasos. "Este ano as eleições vão parar tudo. E no ano que vem, será que só vão começar a trabalhar depois do Carnaval?", reclamou.

A Fifa quer todos os estádios no Brasil prontos até o dia 31 de dezembro de 2012, seis meses antes do início da Copa das Confederações - que também acontecerá no País - e um ano e meio antes da Copa do Mundo.

VISTORIA - São Paulo será a primeira cidade vistoriada pelo Departamento de Estádios do Comitê Organizador da Copa, itinerário que começa hoje e termina dia 20 em Salvador, passando por Porto Alegre (dia 6), Curitiba (7), Belo Horizonte e Rio de Janeiro (10), Brasília (11), Manaus (12), Cuiabá (13), Fortaleza (17), Natal (18) e Recife (19).

Obras secundárias dão o tom das reformas

Quando os dirigentes do Comitê Organizador da Copa de 2014 iniciarem amanhã as vistorias técnicas aos estádios e a avaliação do cronograma das obras em cada uma das 12 cidades que receberão jogos do Mundial, constatarão que o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, estava certo quando disse ontem que o Brasil está muito atrasado nos preparativos.

Ontem, se encerrou o prazo estabelecido pela Fifa para o início das obras. E o cenário não é dos melhores. Em cinco estádios, os trabalhos nem começaram (Rio, Brasília, Fortaleza, Natal e Recife). Naqueles onde o pontapé inicial já foi dado, as obras se limitam a serviços considerados secundários.

O Morumbi será o primeiro a receber vistoria dos integrantes do Departamento de Estádios do Comitê Organizador. Até agora, o local recebeu apenas pequenas intervenções como substituição de cadeiras, reforma de sanitários e construção e rede de captação de esgoto, águas pluviais e novos camarotes. Mudanças estruturais nos anéis do estádio e a implantação da cobertura ainda aguardam o aval da Fifa, o que não deve ocorrer.

O Maracanã nem edital de licitação tem. Só os trabalhos de sondagem do solo para a instalação de quatro novas rampas foram realizados, consumindo 45 dias e cerca de R$ 100 mil - o equivalente a 0,02% do orçamento de R$ 600 milhões.

O Mineirão passa pela chamada primeira etapa de obras, que consiste no reforço da estrutura da fachada do estádio - um anel externo de concreto armado, que é tombado pelo patrimônio histórico e será preservado na modernização. (Da AE)

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