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Economistas discordam de previsão do ministro Lupi



01/05/2010 | 07:00


A nova projeção recorde para a geração de vagas de emprego formal feita pelo ministro do Trabalho e do Emprego, Carlos Lupi, está superestimada, na avaliação de economistas. Em nota divulgada na tarde de ontem, Lupi ampliou para 2,5 milhões de postos de trabalho sua estimativa para 2010. Antes, ele trabalhava com a criação de "mais de" 2 milhões de postos e prometia uma revisão para o fim do primeiro semestre deste ano.

Na avaliação do economista da LCA Consultores Fábio Romão, a perspectiva para o mercado de trabalho hoje é mais pujante do que era no início do ano. Tanto que a consultoria revisou de 1,8 milhão para 2,029 milhões sua estimativa para o número de postos com carteira assinada no País. "Mas a projeção apresentada hoje (ontem) pelo ministro não cabe em cima de nossos modelos", disse Romão.

Ele observou que muitos dos que acreditam em um volume maior de vagas em 2010 esperam que o ritmo da economia verificado no primeiro trimestre do ano será mantido nos meses seguintes. "Acreditamos, no entanto, que o País continuará a crescer até o fim do ano, mas a taxas decrescentes", disse o economista. Pela expectativa de Romão, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro será de 5,8% neste ano e de 4,2% em 2011.

O professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) José Nicolau Pompeu considera que um exagero do ministro estaria relacionado ao fato de este ser um ano eleitoral. "O ministro tem que puxar sardinha para o lado da Dilma", comentou, referindo-se à pré-candidata presidencial do PT, a ex-ministra Dilma Rousseff.

Ele entende que é cada vez maior a tendência da campanha governista de tentar mostrar que os resultados do governo Lula são superiores aos do governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso. A nota do Ministério do Trabalho, por exemplo, cita a geração de empregos no período de 1994 a 2002, que vai da criação do Plano Real até o fim da gestão de Fernando Henrique.

Pompeu disse ainda que prefere não apresentar números para o comportamento do mercado de trabalho neste ano. "Não arriscaria falar em números, porque isso está um chutômetro geral, não tem base nenhuma, mas o governo tem que falar números cada vez mais mirabolantes."



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Economistas discordam de previsão do ministro Lupi


01/05/2010 | 07:00


A nova projeção recorde para a geração de vagas de emprego formal feita pelo ministro do Trabalho e do Emprego, Carlos Lupi, está superestimada, na avaliação de economistas. Em nota divulgada na tarde de ontem, Lupi ampliou para 2,5 milhões de postos de trabalho sua estimativa para 2010. Antes, ele trabalhava com a criação de "mais de" 2 milhões de postos e prometia uma revisão para o fim do primeiro semestre deste ano.

Na avaliação do economista da LCA Consultores Fábio Romão, a perspectiva para o mercado de trabalho hoje é mais pujante do que era no início do ano. Tanto que a consultoria revisou de 1,8 milhão para 2,029 milhões sua estimativa para o número de postos com carteira assinada no País. "Mas a projeção apresentada hoje (ontem) pelo ministro não cabe em cima de nossos modelos", disse Romão.

Ele observou que muitos dos que acreditam em um volume maior de vagas em 2010 esperam que o ritmo da economia verificado no primeiro trimestre do ano será mantido nos meses seguintes. "Acreditamos, no entanto, que o País continuará a crescer até o fim do ano, mas a taxas decrescentes", disse o economista. Pela expectativa de Romão, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro será de 5,8% neste ano e de 4,2% em 2011.

O professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) José Nicolau Pompeu considera que um exagero do ministro estaria relacionado ao fato de este ser um ano eleitoral. "O ministro tem que puxar sardinha para o lado da Dilma", comentou, referindo-se à pré-candidata presidencial do PT, a ex-ministra Dilma Rousseff.

Ele entende que é cada vez maior a tendência da campanha governista de tentar mostrar que os resultados do governo Lula são superiores aos do governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso. A nota do Ministério do Trabalho, por exemplo, cita a geração de empregos no período de 1994 a 2002, que vai da criação do Plano Real até o fim da gestão de Fernando Henrique.

Pompeu disse ainda que prefere não apresentar números para o comportamento do mercado de trabalho neste ano. "Não arriscaria falar em números, porque isso está um chutômetro geral, não tem base nenhuma, mas o governo tem que falar números cada vez mais mirabolantes."

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