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Governo negocia Cofins de motos



09/10/2009 | 07:00


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse ontem que está negociando com o Ministério da Fazenda a prorrogação do benefício que isenta as motos da incidência da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) - alíquota é de 3%. A indústria de moto pleiteia a renovação do incentivo, que foi encerrado no dia 30 de setembro.

Diferentemente dos automóveis, sobre as motos não incide a cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), benefício que voltou a ser cobrado de forma gradativa e que só voltará à alíquota tradicional em janeiro. "Estamos trabalhando com o Ministério da Fazenda porque somos favoráveis a que se mantenha a desoneração da Cofins, que já voltou, para alavancar as vendas de motos, que ainda não estão em nível ideal ou mesmo razoável", disse o ministro após visitar o salão de duas rodas.

Na avaliação dele, é preciso haver período de transição para que haja a retomada da produção e das vendas de motocicletas em 2010. Para Miguel Jorge, o prazo ideal para a manutenção de isenção de Cofins seria "para sempre". "Mas como é difícil negociar esse prazo com a Fazenda e com a Receita (Federal), a isenção poderia vigorar até o fim de dezembro, quando nós já teremos saído realmente da crise."

Concorrência limitará alta no preço de carros, diz ministro

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que a concorrência da indústria automobilística deve limitar os aumentos de preço para os carros. A sinalização de que as empresas devem elevar os preços dos automóveis foi dada na quarta-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que citou como justificativas o encarecimento do aço, reajuste salarial dos metalúrgicos e a volta gradativa da cobrança do IPI ( Imposto sobre Produtos Industrializados).

"Isso tudo é custo. Mas, se eles aumentarem muito o preço, não vão vender. Hoje, temos uma competição bastante desenfreada na área. Praticamente todas as marcas do mundo estão produzindo hoje no Brasil", afirmou o ministro. "Se alguém for louco, insensato, de aumentar muito os preços, o mercado vai reagir. E a reação do mercado será não comprar. Portanto, os aumentos de preço terão de ser feitos dentro de valores que possam ser absorvidos pelo consumidor."

Ele voltou a defender a alíquota zero para a importação de aço. Além de Miguel Jorge, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também já se mostrou favorável à medida. O motivo é o aumento, entre 10% e 13%, no preço do produto por fabricantes brasileiros no mercado interno.



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