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Azulão usa psicologia para se reencontrar na Série B


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

10/08/2009 | 07:03


A psicologia tem ajudado o São Caetano a se recuperar do início desastroso na Série B do Campeonato Brasileiro. Ex-jogador, o agora técnico Antonio Carlos sabe bem o que se passa na cabeça de um atleta nos momentos em que as coisas não vão bem e, logo que chegou ao clube, de imediato, pediu à diretoria a contratação de um profissional da área.

Quando começou no Azulão às vésperas da quinta rodada, o time estava entre os últimos colocados, com apenas uma vitória e quatro derrotas, mas ainda não mergulhado na zona de rebaixamento. O segundo passo do treinador foi viabilizar reforços (sete jogadores foram contratados) e se preparar para o que viria a seguir.

Até montar um novo time e dar ele padrão de jogo, Antonio Carlos amargou três derrotas e três empates e só foi sentir o bom gosto da vitória no sétimo jogo à frente da equipe, na 11ª rodada, na goleada sobre o ABC, em Natal.

Àquela altura, o time estava na zona de risco e já vinha sendo acompanhado pela psicóloga Melissa Voltarelli, que em 11 anos de carreira profissional no meio esportivo, pela primeira vez atua em um clube de futebol. Seu último trabalho foi com a Seleção Brasileira de Futsal. Ela se desligou da equipe no ano passado.

Segundo Melissa, sua função é ajudar os jogadores a desenvolverem habilidades mentais para lidarem melhor com as situações de estresse em razão das pressões por bons resultados.

"Converso individualmente com cada atleta e também em grupo e, nas conversas, tento passar que precisam ter tranquilidade, confiança, que assim conseguem extrair o melhor do potencial deles. O trabalho visa o coletivo, o integrado e o o espírito de equipe", comentou.

Como passou a trabalhar no clube no mesmo momento em que chegaram reforços, a psicóloga não teve como avaliar se fatores inerentes ao dia a dia ou particulares prejudicaram o rendimento do grupo que atuou nas primeiras rodadas.

Perguntada então sobre o trabalho com o grupo que passou a atuar após a chegada de Antonio Carlos, Melissa se valeu da modéstia. "Não sei se essa evolução (o reencontro com as vitórias) tem a ver com o meu trabalho. Penso que é um conjunto. É resultado do trabalho de todos, comissão técnica, preparadores, fisiologistas, diretoria".

Antonio Carlos conta que pediu a contratação de um psicólogo por entender que toda comissão técnica tem de contar com o auxílio desses profissionais.

"Quando pensei em virar treinador, já tinha isso em mente e, quando vim para cá, a primeira coisa que fiz foi pedir que o clube contratasse um. A conversa com os jogadores fora de campo ajuda bastante. Pediria a contratação mesmo que, no momento em que cheguei, o time estivesse em primeiro lugar", garantiu.

O treinador também atribuiu a recuperação do time no torneio ao "conjunto". "É um pouco do trabalho de cada um, do empenho dos atletas. Também não podemos nos esquecer dos que passaram pelo clube antes da gente, que não deixaram a peteca cair".



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Azulão usa psicologia para se reencontrar na Série B

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

10/08/2009 | 07:03


A psicologia tem ajudado o São Caetano a se recuperar do início desastroso na Série B do Campeonato Brasileiro. Ex-jogador, o agora técnico Antonio Carlos sabe bem o que se passa na cabeça de um atleta nos momentos em que as coisas não vão bem e, logo que chegou ao clube, de imediato, pediu à diretoria a contratação de um profissional da área.

Quando começou no Azulão às vésperas da quinta rodada, o time estava entre os últimos colocados, com apenas uma vitória e quatro derrotas, mas ainda não mergulhado na zona de rebaixamento. O segundo passo do treinador foi viabilizar reforços (sete jogadores foram contratados) e se preparar para o que viria a seguir.

Até montar um novo time e dar ele padrão de jogo, Antonio Carlos amargou três derrotas e três empates e só foi sentir o bom gosto da vitória no sétimo jogo à frente da equipe, na 11ª rodada, na goleada sobre o ABC, em Natal.

Àquela altura, o time estava na zona de risco e já vinha sendo acompanhado pela psicóloga Melissa Voltarelli, que em 11 anos de carreira profissional no meio esportivo, pela primeira vez atua em um clube de futebol. Seu último trabalho foi com a Seleção Brasileira de Futsal. Ela se desligou da equipe no ano passado.

Segundo Melissa, sua função é ajudar os jogadores a desenvolverem habilidades mentais para lidarem melhor com as situações de estresse em razão das pressões por bons resultados.

"Converso individualmente com cada atleta e também em grupo e, nas conversas, tento passar que precisam ter tranquilidade, confiança, que assim conseguem extrair o melhor do potencial deles. O trabalho visa o coletivo, o integrado e o o espírito de equipe", comentou.

Como passou a trabalhar no clube no mesmo momento em que chegaram reforços, a psicóloga não teve como avaliar se fatores inerentes ao dia a dia ou particulares prejudicaram o rendimento do grupo que atuou nas primeiras rodadas.

Perguntada então sobre o trabalho com o grupo que passou a atuar após a chegada de Antonio Carlos, Melissa se valeu da modéstia. "Não sei se essa evolução (o reencontro com as vitórias) tem a ver com o meu trabalho. Penso que é um conjunto. É resultado do trabalho de todos, comissão técnica, preparadores, fisiologistas, diretoria".

Antonio Carlos conta que pediu a contratação de um psicólogo por entender que toda comissão técnica tem de contar com o auxílio desses profissionais.

"Quando pensei em virar treinador, já tinha isso em mente e, quando vim para cá, a primeira coisa que fiz foi pedir que o clube contratasse um. A conversa com os jogadores fora de campo ajuda bastante. Pediria a contratação mesmo que, no momento em que cheguei, o time estivesse em primeiro lugar", garantiu.

O treinador também atribuiu a recuperação do time no torneio ao "conjunto". "É um pouco do trabalho de cada um, do empenho dos atletas. Também não podemos nos esquecer dos que passaram pelo clube antes da gente, que não deixaram a peteca cair".

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