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Serra vem à região discutir crise

Ao lado de Dilma Rousseff, governador estará amanhã no seminário 'O ABC do Diálogo e do Desenvolvimento'


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

10/03/2009 | 07:00


O governador do Estado de São Paulo, José Serra, confirmou ontem sua participação no seminário O ABC do Diálogo e do Desenvolvimento, que ocorre amanhã e quinta-feira em São Bernardo. Serra é, por enquanto, o único representante da esfera estadual que estará presente no evento. O secretário do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e o secretário de Emprego e Relações de Trabalho, Guilherme Afif Domingos, ainda não se manifestaram. Apesar de sua confirmação durante a abertura do seminário, o encontro ainda não consta em sua agenda, por isso o governador não pôde comentar a questão.

Durante o segundo dia, haverá grupos de trabalho com o propósito de gerar propostas contra a crise financeira internacional. A aposta dos organizadores e dos secretários do Desenvolvimento Econômico dos sete municípios da região é que haja uma grande discussão em torno da questão tributária. "Acredito que o assunto é um dos que mais vai provocar os participantes e resultar em novas ideias para amenizar os efeitos da crise", disse Edilson de Paula, secretário do Desenvolvimento de Mauá, durante encontro na Agência de Desenvolvimento Econômico.

As temáticas serão as seguintes: 1) Crédito para a região; 2) Acesso a mercados e potencialidades; 3) Tributos; 4) Enfrentando o desemprego no ABC; 5) Relações de trabalho e trabalho decente. O passo-a-passo consistirá em definir os problemas, as ações a serem tomadas e qual o consenso poderá ser tirado.

"Para se discutir as relações de trabalho, por exemplo, é necessário que a tributação seja alterada", afirmou Fausto Augusto, coordenador da sub-seção do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Participará de cada grupo no máximo 50 pessoas, entre formadores de opinião, empresários e representantes de entidades.

Para Fausto Cestari, diretor do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, "a preservação do orçamento das prefeituras é absolutamente necessária para se enfrentar a crise econômica mundial e os impactos na região do Grande ABC".

Otimista, o secretário do Desenvolvimento Econômico de São Caetano, Celso Amâncio, disse que "vamos aprender muito com a crise, principalmente na questão do desperdício e do investimento focado".

Segundo Rafael Marques, vice-presidente do sindicato, o objetivo principal dos grupos de discussão é que sejam apontadas ferramentas para trabalhar a questão, algumas com aplicação imediata e outras que sejam melhor estudadas. "É preciso avançar nas relações capital x trabalho".

Na opinião de Sérgio Nobre, presidente do sindicato, será possível entender melhor a turbulência quando sair o resultado da produção industrial de março. "Durante as outras crises nós tínhamos uma previsão. Nem os presidentes das empresas sabem dizer se vão fechar ou não o negócio. Se conseguirmos sair do seminário com o mínimo de previsibilidade já está ótimo. Esperamos uma ação coordenada de todos os envolvidos no seminário", finalizou. 



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Serra vem à região discutir crise

Ao lado de Dilma Rousseff, governador estará amanhã no seminário 'O ABC do Diálogo e do Desenvolvimento'

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

10/03/2009 | 07:00


O governador do Estado de São Paulo, José Serra, confirmou ontem sua participação no seminário O ABC do Diálogo e do Desenvolvimento, que ocorre amanhã e quinta-feira em São Bernardo. Serra é, por enquanto, o único representante da esfera estadual que estará presente no evento. O secretário do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e o secretário de Emprego e Relações de Trabalho, Guilherme Afif Domingos, ainda não se manifestaram. Apesar de sua confirmação durante a abertura do seminário, o encontro ainda não consta em sua agenda, por isso o governador não pôde comentar a questão.

Durante o segundo dia, haverá grupos de trabalho com o propósito de gerar propostas contra a crise financeira internacional. A aposta dos organizadores e dos secretários do Desenvolvimento Econômico dos sete municípios da região é que haja uma grande discussão em torno da questão tributária. "Acredito que o assunto é um dos que mais vai provocar os participantes e resultar em novas ideias para amenizar os efeitos da crise", disse Edilson de Paula, secretário do Desenvolvimento de Mauá, durante encontro na Agência de Desenvolvimento Econômico.

As temáticas serão as seguintes: 1) Crédito para a região; 2) Acesso a mercados e potencialidades; 3) Tributos; 4) Enfrentando o desemprego no ABC; 5) Relações de trabalho e trabalho decente. O passo-a-passo consistirá em definir os problemas, as ações a serem tomadas e qual o consenso poderá ser tirado.

"Para se discutir as relações de trabalho, por exemplo, é necessário que a tributação seja alterada", afirmou Fausto Augusto, coordenador da sub-seção do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Participará de cada grupo no máximo 50 pessoas, entre formadores de opinião, empresários e representantes de entidades.

Para Fausto Cestari, diretor do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, "a preservação do orçamento das prefeituras é absolutamente necessária para se enfrentar a crise econômica mundial e os impactos na região do Grande ABC".

Otimista, o secretário do Desenvolvimento Econômico de São Caetano, Celso Amâncio, disse que "vamos aprender muito com a crise, principalmente na questão do desperdício e do investimento focado".

Segundo Rafael Marques, vice-presidente do sindicato, o objetivo principal dos grupos de discussão é que sejam apontadas ferramentas para trabalhar a questão, algumas com aplicação imediata e outras que sejam melhor estudadas. "É preciso avançar nas relações capital x trabalho".

Na opinião de Sérgio Nobre, presidente do sindicato, será possível entender melhor a turbulência quando sair o resultado da produção industrial de março. "Durante as outras crises nós tínhamos uma previsão. Nem os presidentes das empresas sabem dizer se vão fechar ou não o negócio. Se conseguirmos sair do seminário com o mínimo de previsibilidade já está ótimo. Esperamos uma ação coordenada de todos os envolvidos no seminário", finalizou. 

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