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Mais brasileiros contribuem para o INSS

Número de contribuintes da Previdência Social bateu 50% da PEA (População Economicamente Ativa) do País


Bárbara Ladeia
Do Diário do Grande ABC

19/09/2008 | 07:07


Pela primeira vez desde 1990, o número de contribuintes da Previdência Social bateu os 50% da PEA (População Economicamente Ativa) do País. A informação vem da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), divulgada quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa revela que, em 2007, 46,1 milhões de trabalhadores no Brasil contribuíam para INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em qualquer um dos trabalhos que tinha, com aumento de 5,7% em relação a 2006, chegando aos 50,7%. A expansão ocorreu em todas as regiões do País.

Para Francisco Funcia, coordenador do curso de Economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) o crescimento econômico é o principal fator que impulsiona o resultado. "Muitas empresas informais se regularizaram, aumentando o número de empregos formais", afirma.

Além da formalização das atividades, segundo Funcia, o cenário positivo permitiu a entrada de novas empresas gerando uma "expansão sucessiva de admissões". "Principalmente aqui no Grande ABC houve uma forte geração de empregos, que também inflam esse índice."

Renda - O aumento da renda média em 3,7% também foi um dos dados relevantes divulgados pelo IBGE. Funcia também aponta o "cenário virtuoso" da economia nacional como facilitador desse crescimento. "É um aumento significativo que começou a aparecer com um processo de expansão iniciado em 2005. Até então não tínhamos um resultado tão bom."

Infra-estrutura - Mais da metade dos 56,3 milhões de domicílios nacionais estavam ligados à rede de esgoto em 2007. Também é a primeira vez que esse número rompe a barreira dos 50%.

O combate à sonegação fiscal é o principal responsável pela melhora. "Com a maior capacidade de fiscalização, o governo aumenta suas receitas. Estamos assistindo a uma tentativa do Estado brasileiro em retomar os serviços públicos", comenta o professor. "Esse já é um resultado da mudança de prioridades."

Trabalho - O mercado de trabalho continuou registrando avanços, mas ainda não conseguiu alcançar os resultados da década de 1990. A taxa de desemprego apurada mostra que, em 2007, o índice foi de 8,2%, ante 8,4% em 2006. A taxa registrada no ano passado é o menor desde 1997, mas se mantém superior a todas as apuradas pelo IBGE entre 1992 e 1997.

Desigualdade - A desigualdade apresentou a maior redução desde 1990. O índice da distribuição de renda passou de 0,541 em 2006 para 0,528 em 2007. Esse índice varia de zero a 1 e indica maior desigualdade à medida que aumenta. (Com agências)



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