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Coisas de mãe

Imagine só você, de repente, abduzido por alguns daqueles alienígenas...


Carlos Ferrari
Do Diário do Grande ABC

10/05/2014 | 07:00


Imagine só você, de repente, abduzido por alguns daqueles alienígenas estranhos, parecidos com os que a gente vê nos programas especializados da TV a cabo, ou quem sabe até dos tipos que conhecemos em filmes simpáticos repetidamente apresentados em sessões da tarde de nossos canais abertos.

Susto grande, não é? Mas calma, o propósito dos caras, diferente do que você já pensaria, não teria nada a ver com coisas negativas, do tipo “lhe devorar durante um almoço marciano, ou mesmo lhe abrir para estudos preliminares à conclusão de um TCC da Unijupter”. Na verdade, o objetivo de seu sequestro interplanetário seria apenas uma pesquisa de opinião que lhe desafiaria a descrever um pouco sobre seu entendimento relacionado a uma figura extremamente estratégica para toda nossa civilização. Isso mesmo! Acertou quem disse: as mães!

Pessoalmente, caso estivesse em seu lugar, começaria contando de minha convicção de que nós, humanos, classificamos linguisticamente de forma equivocada a palavra mãe. Ninguém ainda se atreveu a dizer publicamente que as tais três letras, na verdade, se configuram em um verbo que só elas, nossas amadas progenitoras, acabam tendo o domínio da conjugação. Assim como em uma sociedade secreta, durante o cotidiano proclamam em primeira, segunda e terceira pessoa a poesia de ‘mãeter’ em ordem toda nossa estrutura social.

Também falaria para os nossos vizinhos de universo sobre como elas assumem com maestria determinadas posturas, materializadas em ações, que na verdade ao fim das contas são muito do que, ao longo da vida, aprendemos a chamar de felicidade. Mães são mestres em nos alimentar, seja cozinhando aquele prato preferido por toda a vida, talvez preparando na correria uma mamadeira quando chorávamos enlouquecidamente sem, em qualquer momento, sabermos dizer o porquê, ou sabe-se lá até por meio de um telefonema empolgado para a pizzaria da vila, durante aquele encontro descontraído entre amigos e familiares.

Habitantes de todos os planetas também se encantariam em saber que são as mães que em boa medida nos ensinam a amar. Antes que algum deles pudesse contestar, poderíamos perguntar quem mais lhe abraçaria com tanto carinho e compreensão, em meio a um ataque de birra, manha, enfim, na hora da total revolta, apenas por não ter um desejo não atendido.

Mães são feras quando o assunto é nos fazer sorrir. Já nos primeiros meses de vida, nos arrancavam gargalhadas, com deliciosos e saudosos ataques de cócegas, caretas e grunhidos aparentemente bobos; após os anos seguintes que íamos crescendo, nos faziam rir quando se colocavam furiosas diante de uma travessura, seguida de rebeldia, que, logo depois, com um amor incondicional, acabavam sendo corrigidas e perdoadas.

Após algumas horas de depoimento dentro da nave, já ficaríamos inquietos para voltar. Isso porque, quando falamos em mãe, pensamos na acolhida. O beijo, o abraço, a casa sempre pronta, mas isso não contaríamos a eles. Mães são verdadeiros tesouros, e claro que não daríamos assim de mãos beijadas a ETs quaisquer todos os seus segredos, até porque um dia elas já nos alertaram, “cuidado ao falar com estranhos!”.

Às vésperas do dia daquelas que nos trouxeram ao mundo, nada mais lógico e justo do que homenagear e agradecer.

Quero me despedir saudando as mães de minha vida, para assim abraçar a todas aquelas que verdadeiramente assumem esse papel de um jeito único, que, não tenho dúvidas em afirmar, em sua essência, flerta com o sagrado.

Assim, reafirmo publicamente meu amor e agradecimento por dona Néia, minha mãe, e Déia minha esposa. A primeira, uma mulher guerreira que me deu à luz não apenas na maternidade, mas durante toda a vida.

A segunda, por ter me presenteado com a beleza de ser pai, e por, diariamente, cuidar de nossa princesa com toda a devoção e o prazer de ser mãe.

Mamães, parabéns!

* Carlos Ferrari é presidente da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), faz parte da diretoria executiva da ONCB (Organização Nacional de Cegos do Brasil) e é atual integrante do CNS (Conselho Nacional de Saúde). 



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Coisas de mãe

Imagine só você, de repente, abduzido por alguns daqueles alienígenas...

Carlos Ferrari
Do Diário do Grande ABC

10/05/2014 | 07:00


Imagine só você, de repente, abduzido por alguns daqueles alienígenas estranhos, parecidos com os que a gente vê nos programas especializados da TV a cabo, ou quem sabe até dos tipos que conhecemos em filmes simpáticos repetidamente apresentados em sessões da tarde de nossos canais abertos.

Susto grande, não é? Mas calma, o propósito dos caras, diferente do que você já pensaria, não teria nada a ver com coisas negativas, do tipo “lhe devorar durante um almoço marciano, ou mesmo lhe abrir para estudos preliminares à conclusão de um TCC da Unijupter”. Na verdade, o objetivo de seu sequestro interplanetário seria apenas uma pesquisa de opinião que lhe desafiaria a descrever um pouco sobre seu entendimento relacionado a uma figura extremamente estratégica para toda nossa civilização. Isso mesmo! Acertou quem disse: as mães!

Pessoalmente, caso estivesse em seu lugar, começaria contando de minha convicção de que nós, humanos, classificamos linguisticamente de forma equivocada a palavra mãe. Ninguém ainda se atreveu a dizer publicamente que as tais três letras, na verdade, se configuram em um verbo que só elas, nossas amadas progenitoras, acabam tendo o domínio da conjugação. Assim como em uma sociedade secreta, durante o cotidiano proclamam em primeira, segunda e terceira pessoa a poesia de ‘mãeter’ em ordem toda nossa estrutura social.

Também falaria para os nossos vizinhos de universo sobre como elas assumem com maestria determinadas posturas, materializadas em ações, que na verdade ao fim das contas são muito do que, ao longo da vida, aprendemos a chamar de felicidade. Mães são mestres em nos alimentar, seja cozinhando aquele prato preferido por toda a vida, talvez preparando na correria uma mamadeira quando chorávamos enlouquecidamente sem, em qualquer momento, sabermos dizer o porquê, ou sabe-se lá até por meio de um telefonema empolgado para a pizzaria da vila, durante aquele encontro descontraído entre amigos e familiares.

Habitantes de todos os planetas também se encantariam em saber que são as mães que em boa medida nos ensinam a amar. Antes que algum deles pudesse contestar, poderíamos perguntar quem mais lhe abraçaria com tanto carinho e compreensão, em meio a um ataque de birra, manha, enfim, na hora da total revolta, apenas por não ter um desejo não atendido.

Mães são feras quando o assunto é nos fazer sorrir. Já nos primeiros meses de vida, nos arrancavam gargalhadas, com deliciosos e saudosos ataques de cócegas, caretas e grunhidos aparentemente bobos; após os anos seguintes que íamos crescendo, nos faziam rir quando se colocavam furiosas diante de uma travessura, seguida de rebeldia, que, logo depois, com um amor incondicional, acabavam sendo corrigidas e perdoadas.

Após algumas horas de depoimento dentro da nave, já ficaríamos inquietos para voltar. Isso porque, quando falamos em mãe, pensamos na acolhida. O beijo, o abraço, a casa sempre pronta, mas isso não contaríamos a eles. Mães são verdadeiros tesouros, e claro que não daríamos assim de mãos beijadas a ETs quaisquer todos os seus segredos, até porque um dia elas já nos alertaram, “cuidado ao falar com estranhos!”.

Às vésperas do dia daquelas que nos trouxeram ao mundo, nada mais lógico e justo do que homenagear e agradecer.

Quero me despedir saudando as mães de minha vida, para assim abraçar a todas aquelas que verdadeiramente assumem esse papel de um jeito único, que, não tenho dúvidas em afirmar, em sua essência, flerta com o sagrado.

Assim, reafirmo publicamente meu amor e agradecimento por dona Néia, minha mãe, e Déia minha esposa. A primeira, uma mulher guerreira que me deu à luz não apenas na maternidade, mas durante toda a vida.

A segunda, por ter me presenteado com a beleza de ser pai, e por, diariamente, cuidar de nossa princesa com toda a devoção e o prazer de ser mãe.

Mamães, parabéns!

* Carlos Ferrari é presidente da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), faz parte da diretoria executiva da ONCB (Organização Nacional de Cegos do Brasil) e é atual integrante do CNS (Conselho Nacional de Saúde). 

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