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Preocupação com ambiente pautará comras

Praticidade do item tradicional ainda leva consumidores a ignorar os refis, mas tendência é mudar


Yara Ferraz
Especial para o Diário

12/05/2013 | 07:02



Apesar de a diferença de preços ser grande, superando a marca de 99%, muitos consumidores ainda preferem a praticidade dos produtos nas embalagens tradicionais, como as latas, vidros ou plásticos. Mas a tendência, consideram especialistas, é que haja mudança neste perfil, especialmente por conta da conscientização ambiental. A adestradora de cães Elisete Ferreira, que prefere os refis, destaca que há certa dificuldade no manuseio e acondicionamento de produtos comprados em sachês. "Acho que as marcas deveriam investir mais na praticidade dessas embalagens, como, por exemplo, o molho de tomate, que ficou bem mais fácil de manipular em forma de sachê do que em lata", afirmou.A dona de casa Maria Augusta está entre as que ainda não aderiram à compra dos refis. "Reconheço que sai mais barato, mas prefiro as outras embalagens por causa da praticidade", conta Maria.Esse, aliás, é o principal fator que ainda chama a atenção do consumidor para as embalagens convencionais. E exemplos não faltam. O refrigerante é um desses casos. As garrafas pet com dois litros da bebida custam menos do que as latinhas. Porém, as embalagens pequenas de alumínio são mais rápidas e práticas para o consumo.As marcas de maionese que têm opções em pote ou sachês disponíveis no supermercado sofrem com a necessidade de o consumidor precisar ter outro recipiente para acondicionar o alimento depois de aberto. O trabalho de transferir o molho para outro vasilhame faz com que a embalagem de plástico ainda seja a preferida da maioria. A dona de casa Maria Augusta está entre as que preferem o vidro tradicional. "Até tirar tudo e colocar em outra vasilha para guardar na geladeira, depois de abrir, eu prefiro comprar o pote e ter menos trabalho", afirmou.No caso da maionese, conforme apurado pela equipe do Diário, as embalagens refil e a convencional custam o mesmo preço, sendo que o refil tinha 472 gramas e o pote 500 gramas. Por isso, dizem os especialistas, o consumidor deve pesquisar e fazer contas antes de preferir um item pelo outro.DIFICULDADE -Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, o comportamento de trocar produtos da mesma qualidade com embalagens diferentes é cada vez mais recorrente entre a população. "É comum se decidir pela embalagem. Mas, o importante é que ela comporte o que estamos comprando."Além do preço mais baixo, a preocupação com o meio ambiente também tende a pautar a compra desses produtos, conforme destacam os especialistas. Diante disso, a tendência é que mais marcas façam a adesão a esse tipo de embalagem. "Ela (a embalagem) é econômica, além de pensar na questão ambiental. Gradativamente deve-se ampliar a participação desses produtos por representarem fatores de produção que não impactam o meio ambiente", considera o professor Claudio Felisoni, presidente do conselho do Provar/FIA (Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração).Hoje, além de alimentos, o consumidor encontra também produtos de limpeza em sacos econômicos. É o caso, por exemplo, do Vanish, que custa 2,09% mais barato comprado em refil mesmo quando comparado à embalagem econômica de 1,5 litro.Para o educador financeiro, o consumidor que quer economizar deve usar o tempo como aliado. "As pessoas precisam ter tempo para comprar, gastar sola de sapato. Atualmente, o comportamento do consumo não é consciente e é de suma importância olhar o conteúdo e forma como é apresentado", finalizou.



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Preocupação com ambiente pautará comras

Praticidade do item tradicional ainda leva consumidores a ignorar os refis, mas tendência é mudar

Yara Ferraz
Especial para o Diário

12/05/2013 | 07:02



Apesar de a diferença de preços ser grande, superando a marca de 99%, muitos consumidores ainda preferem a praticidade dos produtos nas embalagens tradicionais, como as latas, vidros ou plásticos. Mas a tendência, consideram especialistas, é que haja mudança neste perfil, especialmente por conta da conscientização ambiental. A adestradora de cães Elisete Ferreira, que prefere os refis, destaca que há certa dificuldade no manuseio e acondicionamento de produtos comprados em sachês. "Acho que as marcas deveriam investir mais na praticidade dessas embalagens, como, por exemplo, o molho de tomate, que ficou bem mais fácil de manipular em forma de sachê do que em lata", afirmou.A dona de casa Maria Augusta está entre as que ainda não aderiram à compra dos refis. "Reconheço que sai mais barato, mas prefiro as outras embalagens por causa da praticidade", conta Maria.Esse, aliás, é o principal fator que ainda chama a atenção do consumidor para as embalagens convencionais. E exemplos não faltam. O refrigerante é um desses casos. As garrafas pet com dois litros da bebida custam menos do que as latinhas. Porém, as embalagens pequenas de alumínio são mais rápidas e práticas para o consumo.As marcas de maionese que têm opções em pote ou sachês disponíveis no supermercado sofrem com a necessidade de o consumidor precisar ter outro recipiente para acondicionar o alimento depois de aberto. O trabalho de transferir o molho para outro vasilhame faz com que a embalagem de plástico ainda seja a preferida da maioria. A dona de casa Maria Augusta está entre as que preferem o vidro tradicional. "Até tirar tudo e colocar em outra vasilha para guardar na geladeira, depois de abrir, eu prefiro comprar o pote e ter menos trabalho", afirmou.No caso da maionese, conforme apurado pela equipe do Diário, as embalagens refil e a convencional custam o mesmo preço, sendo que o refil tinha 472 gramas e o pote 500 gramas. Por isso, dizem os especialistas, o consumidor deve pesquisar e fazer contas antes de preferir um item pelo outro.DIFICULDADE -Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, o comportamento de trocar produtos da mesma qualidade com embalagens diferentes é cada vez mais recorrente entre a população. "É comum se decidir pela embalagem. Mas, o importante é que ela comporte o que estamos comprando."Além do preço mais baixo, a preocupação com o meio ambiente também tende a pautar a compra desses produtos, conforme destacam os especialistas. Diante disso, a tendência é que mais marcas façam a adesão a esse tipo de embalagem. "Ela (a embalagem) é econômica, além de pensar na questão ambiental. Gradativamente deve-se ampliar a participação desses produtos por representarem fatores de produção que não impactam o meio ambiente", considera o professor Claudio Felisoni, presidente do conselho do Provar/FIA (Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração).Hoje, além de alimentos, o consumidor encontra também produtos de limpeza em sacos econômicos. É o caso, por exemplo, do Vanish, que custa 2,09% mais barato comprado em refil mesmo quando comparado à embalagem econômica de 1,5 litro.Para o educador financeiro, o consumidor que quer economizar deve usar o tempo como aliado. "As pessoas precisam ter tempo para comprar, gastar sola de sapato. Atualmente, o comportamento do consumo não é consciente e é de suma importância olhar o conteúdo e forma como é apresentado", finalizou.

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