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Gastos, juro e inflação afetam contas públicas



01/05/2010 | 07:00


Gastos crescentes no início do ano eleitoral, despesas elevadas de juros e o efeito da inflação na dívida fizeram com que as contas públicas fechassem março com o pior desempenho já registrado pelo BC (Banco Central) para o mês: déficit de R$ 216 milhões, na série histórica iniciada em 2001. Significa que a forte arrecadação, impulsionada pela economia aquecida, não foi suficiente para cobrir as despesas, ficando esse "rombo".

Foi também o primeiro trimestre com o resultado mais fraco e com maior despesa com juros. No período, o saldo primário (que não considera gastos com juros) ficou no azul em R$ 16,82 bilhões. Mas a despesa de R$ 44,98 bilhões com juros fez com que o resultado nominal ficasse negativo em R$ 28,15 bilhões, o pior da série.

O resultado da combinação de superávit menor e juros maiores foi o aumento da dívida líquida do setor público. Ela subiu para 42,4% do PIB (Produto Interno Bruto), ante 42,1% do em fevereiro.

Mesmo com a recuperação da economia, as contas demoram a reagir porque os gastos crescem em ritmo muito superior ao da arrecadação. Em março, a receita total do governo teve aumento nominal de 11,9% na comparação com igual mês de 2009. Já as despesas saltaram 41% no mesmo período. É por isso que a conta não fecha. Para piorar, o governo pagou R$ 6,8 bilhões em precatórios no mês passado, dívida cujo pagamento é determinado pela Justiça.

Em março de 2009 o governo conseguiu economizar R$ 7,92 bilhões para pagar juros da dívida. Em março de 2010, ficou mais de R$ 200 milhões no vermelho, o que surpreendeu todas as previsões que giravam em torno de superávit de R$ 2,5 bilhões.

O chefe do departamento econômico do BC, Altamir Lopes, reconheceu que, até agora, o superávit acumulado em 12 meses - de 1,94% do PIB - está bem abaixo da meta de 3,30% para o ano, o que indicaria a necessidade do abatimento das despesas do PAC para cumprir a meta.



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Gastos, juro e inflação afetam contas públicas


01/05/2010 | 07:00


Gastos crescentes no início do ano eleitoral, despesas elevadas de juros e o efeito da inflação na dívida fizeram com que as contas públicas fechassem março com o pior desempenho já registrado pelo BC (Banco Central) para o mês: déficit de R$ 216 milhões, na série histórica iniciada em 2001. Significa que a forte arrecadação, impulsionada pela economia aquecida, não foi suficiente para cobrir as despesas, ficando esse "rombo".

Foi também o primeiro trimestre com o resultado mais fraco e com maior despesa com juros. No período, o saldo primário (que não considera gastos com juros) ficou no azul em R$ 16,82 bilhões. Mas a despesa de R$ 44,98 bilhões com juros fez com que o resultado nominal ficasse negativo em R$ 28,15 bilhões, o pior da série.

O resultado da combinação de superávit menor e juros maiores foi o aumento da dívida líquida do setor público. Ela subiu para 42,4% do PIB (Produto Interno Bruto), ante 42,1% do em fevereiro.

Mesmo com a recuperação da economia, as contas demoram a reagir porque os gastos crescem em ritmo muito superior ao da arrecadação. Em março, a receita total do governo teve aumento nominal de 11,9% na comparação com igual mês de 2009. Já as despesas saltaram 41% no mesmo período. É por isso que a conta não fecha. Para piorar, o governo pagou R$ 6,8 bilhões em precatórios no mês passado, dívida cujo pagamento é determinado pela Justiça.

Em março de 2009 o governo conseguiu economizar R$ 7,92 bilhões para pagar juros da dívida. Em março de 2010, ficou mais de R$ 200 milhões no vermelho, o que surpreendeu todas as previsões que giravam em torno de superávit de R$ 2,5 bilhões.

O chefe do departamento econômico do BC, Altamir Lopes, reconheceu que, até agora, o superávit acumulado em 12 meses - de 1,94% do PIB - está bem abaixo da meta de 3,30% para o ano, o que indicaria a necessidade do abatimento das despesas do PAC para cumprir a meta.

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