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Feijão, carne e leite disparam em abril na região


Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

04/05/2010 | 07:00


Enquanto os preços das hortaliças estão com tendência de queda, devido à proximidade do inverno, os consumidores deverão preparar o bolso, pois itens como feijão, carne e leite indicam alta para as próximas semanas nos supermercados da região.

No mês de abril, família com dois adultos e duas crianças gastou 5,30% a mais na cesta básica de alimentos. Isso significa que a compra do mês ficou R$ 18 acima do gasto em março. Pesquisa mensal da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) indica que o gasto médio da população ficou em R$ 357,35.

"Desde o início do ano a cesta ficou R$ 50 mais cara. Vale lembrar que na primeira semana do mês, a maioria dos produtos sofre aumento porque é semana de pagamento", sinaliza o engenheiro agrônomo da Craisa Fábio Vezzá De Benedetto.

O destaque é para o quilo do feijão, que sofreu reajuste de 57,64% em abril. A explicação é que em 2009 a cotação do grão estava baixa no mercado, desestimulando o plantio. Depois, as chuvas de março prejudicaram a cultura e a colheita.

Benedetto alerta que o leite longa vida e a carne bovina vão subir antes do previsto. O preço desses alimentos aumentou 9,59% e 9,32% mês passado. "Novamente, por causa da cotação inferior, os produtores de gado seguram a venda para os frigoríficos, diminuindo a oferta do item no mercado."

No inverno estas proteínas ficam mais caras por causa do pasto ruim. Assim, os produtores são obrigados a comprar ração para alimentar os animais. Mês passado, o custo médio do leite foi de R$ 1,92, mas para se ter ideia, na primeira semana de julho o produto nas prateleiras chegou à casa dos R$ 2,32.

Entre os hortigranjeiros, as maiores quedas foram do quilo da laranja, com 23,10%, e a alface, 8,60%. Na contramão ficaram a batata, que subiu 22,39% e a cebola, custando 15,84% a mais que março.

De maneira geral, os alimentos industrializados registraram alta de 6,32%, em higiene pessoal a variação chegou a 0,14% e nos itens de limpeza doméstica, queda de 0,83%.



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Feijão, carne e leite disparam em abril na região

Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

04/05/2010 | 07:00


Enquanto os preços das hortaliças estão com tendência de queda, devido à proximidade do inverno, os consumidores deverão preparar o bolso, pois itens como feijão, carne e leite indicam alta para as próximas semanas nos supermercados da região.

No mês de abril, família com dois adultos e duas crianças gastou 5,30% a mais na cesta básica de alimentos. Isso significa que a compra do mês ficou R$ 18 acima do gasto em março. Pesquisa mensal da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) indica que o gasto médio da população ficou em R$ 357,35.

"Desde o início do ano a cesta ficou R$ 50 mais cara. Vale lembrar que na primeira semana do mês, a maioria dos produtos sofre aumento porque é semana de pagamento", sinaliza o engenheiro agrônomo da Craisa Fábio Vezzá De Benedetto.

O destaque é para o quilo do feijão, que sofreu reajuste de 57,64% em abril. A explicação é que em 2009 a cotação do grão estava baixa no mercado, desestimulando o plantio. Depois, as chuvas de março prejudicaram a cultura e a colheita.

Benedetto alerta que o leite longa vida e a carne bovina vão subir antes do previsto. O preço desses alimentos aumentou 9,59% e 9,32% mês passado. "Novamente, por causa da cotação inferior, os produtores de gado seguram a venda para os frigoríficos, diminuindo a oferta do item no mercado."

No inverno estas proteínas ficam mais caras por causa do pasto ruim. Assim, os produtores são obrigados a comprar ração para alimentar os animais. Mês passado, o custo médio do leite foi de R$ 1,92, mas para se ter ideia, na primeira semana de julho o produto nas prateleiras chegou à casa dos R$ 2,32.

Entre os hortigranjeiros, as maiores quedas foram do quilo da laranja, com 23,10%, e a alface, 8,60%. Na contramão ficaram a batata, que subiu 22,39% e a cebola, custando 15,84% a mais que março.

De maneira geral, os alimentos industrializados registraram alta de 6,32%, em higiene pessoal a variação chegou a 0,14% e nos itens de limpeza doméstica, queda de 0,83%.

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