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Padrasto é preso por abuso sexual

Soldador ameaçou menina de 13 anos; à polícia, alegou que estava bêbado


Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

25/05/2012 | 07:00


O soldador Agnaldo Gomes Boletti, 52 anos, acabou preso na noite de terça-feira acusado pela enteada de 13 anos de abusar sexualmente dela na noite anterior, na casa onde vive a família, na Vila Gonçalves, em São Bernardo.

Em depoimento no 1º DP (Centro) da cidade, a jovem alegou que ficou sozinha em casa com o padastro quando, por volta das 19h30, após sua mãe sair para ir à igreja evangélica que frequenta, ele entrou em seu quarto com cinto na mão. Primeiro ameaçou agredi-la caso não aceitasse tocar nas partes íntimas dele.

A menina relutou, reagiu com socos em seu peito e começou a gritar para chamar a atenção dos vizinhos. Boletti desistiu do ato, mas depois retornou ao quarto e ameaçou colocar a menina em um internato se ela contasse para a sua mãe.

A auxiliar de dentista, 42, ficou sabendo só no dia seguinte. Isso porque sua filha começou a passar mal ao acordar, vomitando muito. Ao perguntar o que tinha acontecido, veio a resposta que abalou a família.

A mãe procurou o DP para registrar a ocorrência na manhã de terça-feira. Durante todo o dia os policiais fizeram rondas no local de seu trabalho, em Diadema, e na casa de parentes, mas não o encontraram. No fim da tarde, ao observar a presença de viatura próximo de seu emprego, tentou despistar, mas acabou capturado.

Em seu depoimento, o soldador alegou que estava alcoolizado e que não se lembrava do ocorrido. Disse ter bebido três doses de cachaça e uma garrafa de cerveja em bar próximo antes de voltar para casa. Justificou a falta no trabalho com um atestado médico.

Alguns detalhes, no entanto, contradizem a sua versão. Como o fato de ter ligado para seu filho perguntando se iria demorar para retornar. Além de ter tomado o cuidado de fechar todas as janelas da casa.
Boletti alegou também que jamais tentaria abusar da menina de 13 anos e também da outra enteada. Eles moram juntos há cerca de três anos e meio. A jovem revelou que não gostava do relacionamento da mãe. E que, apesar de ser comum a responsável ir à igreja e deixá-la sozinha com o padastro, a adolescente tinha por hábito trancar a porta do quarto. Na terça-feira, o soldador teria encontrado uma cópia da chave. Ele nega as acusações. Mesmo assim, foi indiciado em flagrante por abuso de incapazes e ficará detido.



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Padrasto é preso por abuso sexual

Soldador ameaçou menina de 13 anos; à polícia, alegou que estava bêbado

Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

25/05/2012 | 07:00


O soldador Agnaldo Gomes Boletti, 52 anos, acabou preso na noite de terça-feira acusado pela enteada de 13 anos de abusar sexualmente dela na noite anterior, na casa onde vive a família, na Vila Gonçalves, em São Bernardo.

Em depoimento no 1º DP (Centro) da cidade, a jovem alegou que ficou sozinha em casa com o padastro quando, por volta das 19h30, após sua mãe sair para ir à igreja evangélica que frequenta, ele entrou em seu quarto com cinto na mão. Primeiro ameaçou agredi-la caso não aceitasse tocar nas partes íntimas dele.

A menina relutou, reagiu com socos em seu peito e começou a gritar para chamar a atenção dos vizinhos. Boletti desistiu do ato, mas depois retornou ao quarto e ameaçou colocar a menina em um internato se ela contasse para a sua mãe.

A auxiliar de dentista, 42, ficou sabendo só no dia seguinte. Isso porque sua filha começou a passar mal ao acordar, vomitando muito. Ao perguntar o que tinha acontecido, veio a resposta que abalou a família.

A mãe procurou o DP para registrar a ocorrência na manhã de terça-feira. Durante todo o dia os policiais fizeram rondas no local de seu trabalho, em Diadema, e na casa de parentes, mas não o encontraram. No fim da tarde, ao observar a presença de viatura próximo de seu emprego, tentou despistar, mas acabou capturado.

Em seu depoimento, o soldador alegou que estava alcoolizado e que não se lembrava do ocorrido. Disse ter bebido três doses de cachaça e uma garrafa de cerveja em bar próximo antes de voltar para casa. Justificou a falta no trabalho com um atestado médico.

Alguns detalhes, no entanto, contradizem a sua versão. Como o fato de ter ligado para seu filho perguntando se iria demorar para retornar. Além de ter tomado o cuidado de fechar todas as janelas da casa.
Boletti alegou também que jamais tentaria abusar da menina de 13 anos e também da outra enteada. Eles moram juntos há cerca de três anos e meio. A jovem revelou que não gostava do relacionamento da mãe. E que, apesar de ser comum a responsável ir à igreja e deixá-la sozinha com o padastro, a adolescente tinha por hábito trancar a porta do quarto. Na terça-feira, o soldador teria encontrado uma cópia da chave. Ele nega as acusações. Mesmo assim, foi indiciado em flagrante por abuso de incapazes e ficará detido.

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