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Yeltsin: nao permitiremos ataque terrestre à Iugoslávia


Do Diário do Grande ABC

09/04/1999 | 09:50


O presidente russo Boris Yeltsin ameaçou pela primeira vez, esta sexta-feira, uma implicaçao direta da Rússia no conflito iugoslavo, enquanto o presidente comunista da Duma falava de ``apontar mísseis'' contra os países agressores da Iugoslávia.

``A Rússia nao entrará no conflito armado na Iugoslávia, a nao ser que os norte-americanos nos empurrem'', afirmou Yeltsin em declaraçoes transmitidas pela televisao.

``Os Estados Unidos querem passar para as operaçoes terrestres, querem simplesmente invadir a Iugoslávia e fazer dela um protetorado. Nao podemos admitir isso'', acrescentou o presidente russo.

Entretanto, Yeltsin voltou a rejeitar a idéia, apresentada por vários líderes políticos, de uma entrega de armas à Iugoslávia.

A uma semana da votaçao na Duma de sua eventual destituiçao, o presidente russo nao deve contrariar os comunistas nem os nacionalistas, majoritários na câmara baixa e partidários do apoio a Belgrado.

No próximo dia 15, os deputados devem pronunciar-se sobre cinco acusaçoes contra Yeltsin. Se uma delas for mantida, o processo de impeachment começará oficialmente.

Por sua parte, o presidente comunista da Duma, Guennadi Seleznev, aumentou a tensao esta sexta-feira ao afirmar que o chefe de Estado havia ordenado apontar mísseis ``para os países que estao em guerra contra a Iugoslávia''.

Pouco depois, o chefe do Estado-Maior das forças estratégicas, o general Anatoli Perminov, afirmou que suas unidades nao receberam até agora nenhuma ordem no sentido de apontar seus mísseis.

O conselheiro diplomático do presidente Yeltsin, Serguei Prijodko, também desmentiu implicitamente as declaraçoes de Seleznev, afirmando que ``nao se pode descartar que açoes importantes da Otan na Iugoslávia exijam uma revisao da doutrina de defesa russa, mas é cedo para falar de medidas concretas''.

Seleznev, de volta a Belgrado, foi também portador de um pedido de Slobodan Milosevic para integrar a Iugoslávia na uniao Rússia-Bielorrússia.

Segundo Seleznev, Yeltsin recebeu favoravelmente a proposta, que tinha rejeitado na véspera.

Por sua parte, Prijodko se mostrou muito prudente a respeito, afirmando que tal gestao seria longa. ``Se houvesse uma uniao, nosso exército e nossa marinha deveriam estar na Iugoslávia'', explicou o presidente da Duma.

Até agora, o presidente russo sempre havia dito que a Rússia nao se envolveria no conflito. Suas declaraçoes desta sexta-feira se apresentam pela primeira vez como a ameaça implícita de uma implicaçao direta russa no conflito.

Novamente Yeltsin se esforçou em designar claramente os Estados Unidos como único verdadeiro responsável pelo conflito. Uma posiçao que coincide com o renascimento dos sentimentos antiamericanos na opiniao pública.



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