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Voltarelli nega expediente após exoneração

À Polícia Civil, braço-direito de Pavin afirma que idas ao Semasa eram para tratar sobre PMDB


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

08/05/2012 | 07:00


Em depoimento ontem à Polícia Civil, o ex-assistente técnico da superintendência do Semasa Eugênio Voltarelli Júnior rechaçou que dava expediente na autarquia após sua exoneração. Braço-direito do superintendente, Ângelo Pavin, o ex-comissionado garantiu que sua presença era para tratar de assuntos relacionados ao PMDB de São Caetano com "o amigo de 20 anos". Voltarelli é filiado ao PMDB e assumiu temporariamente a comissão provisória do partido em São Caetano como vice-presidente, à época encabeçada por Pavin. Segundo ele, a frequência servia para desembaraçar o impasse envolvendo a legenda, recém-dissolvida na cidade vizinha. "Todo mundo sabe o imbróglio que deu junto ao diretório estadual em virtude do processo que a antiga executiva entrou. Ia falar a respeito disso."

Ex-chefe de gabinete à época em que Pavin era vereador em São Caetano, Voltarelli revelou que o colega está com disposição de entregar carta de desfiliação do PMDB. "Ele quer desvincular o problema de Santo André com a política de São Caetano."

Roberto Tokuzumi, ex-diretor de Gestão Ambiental do Semasa e denunciante do suposto esquema de venda de licenças, disse, na ação, que Voltarelli participava das tratativas no sexto andar da superintendência. O ex-funcionário negou envolvimento. "Saí em fevereiro (de 2011), quando o Tokuzumi nem era diretor, e nunca mexi com licenciamento."

Representante da Zenit, uma das empresas citadas por Tokuzumi como vítima de extorsão, Ronaldo Virgílio Pereira, também em depoimento ontem, justificou que todas suas conversas com o ex-diretor eram para equacionar questões técnicas. "Nosso trabalho é protocolar processo, acompanhar e fazer gestão até o licenciamento."

A oitiva do diretor financeiro do Semasa, Nelson de Freitas, prevista para hoje, foi cancelada por problemas de saúde da testemunha. Freitas é autor do documento que ligaria o prefeito Aidan ao advogado Calixto Antônio Júnior.



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Voltarelli nega expediente após exoneração

À Polícia Civil, braço-direito de Pavin afirma que idas ao Semasa eram para tratar sobre PMDB

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

08/05/2012 | 07:00


Em depoimento ontem à Polícia Civil, o ex-assistente técnico da superintendência do Semasa Eugênio Voltarelli Júnior rechaçou que dava expediente na autarquia após sua exoneração. Braço-direito do superintendente, Ângelo Pavin, o ex-comissionado garantiu que sua presença era para tratar de assuntos relacionados ao PMDB de São Caetano com "o amigo de 20 anos". Voltarelli é filiado ao PMDB e assumiu temporariamente a comissão provisória do partido em São Caetano como vice-presidente, à época encabeçada por Pavin. Segundo ele, a frequência servia para desembaraçar o impasse envolvendo a legenda, recém-dissolvida na cidade vizinha. "Todo mundo sabe o imbróglio que deu junto ao diretório estadual em virtude do processo que a antiga executiva entrou. Ia falar a respeito disso."

Ex-chefe de gabinete à época em que Pavin era vereador em São Caetano, Voltarelli revelou que o colega está com disposição de entregar carta de desfiliação do PMDB. "Ele quer desvincular o problema de Santo André com a política de São Caetano."

Roberto Tokuzumi, ex-diretor de Gestão Ambiental do Semasa e denunciante do suposto esquema de venda de licenças, disse, na ação, que Voltarelli participava das tratativas no sexto andar da superintendência. O ex-funcionário negou envolvimento. "Saí em fevereiro (de 2011), quando o Tokuzumi nem era diretor, e nunca mexi com licenciamento."

Representante da Zenit, uma das empresas citadas por Tokuzumi como vítima de extorsão, Ronaldo Virgílio Pereira, também em depoimento ontem, justificou que todas suas conversas com o ex-diretor eram para equacionar questões técnicas. "Nosso trabalho é protocolar processo, acompanhar e fazer gestão até o licenciamento."

A oitiva do diretor financeiro do Semasa, Nelson de Freitas, prevista para hoje, foi cancelada por problemas de saúde da testemunha. Freitas é autor do documento que ligaria o prefeito Aidan ao advogado Calixto Antônio Júnior.

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