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Tucanos ignoram Caso
Semasa e apóiam Aidan

Por 46 votos favoráveis, duas abstenções e dois contrários,
a cúpula tucana aprovou documento referendando o apoio


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

08/05/2012 | 07:00


O diretório do PSDB de Santo André oficializou ontem o interesse em firmar aliança com o prefeito Aidan Ravin (PTB) na eleição de outubro. Por 46 votos favoráveis, duas abstenções e dois contrários, a cúpula tucana aprovou documento referendando o apoio para encaminhá-lo à apreciação da executiva estadual, que decidirá, possivelmente nos próximos dez dias, se avaliza ou veta a decisão local. A deliberação se dá em meio às investigações de suposto crime de propina na liberação de licenças ambientais no Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).

A solicitação de pacto pela reeleição do projeto governista desconsidera as ponderações da estadual, que, há menos de duas semanas, pediu para brecar o possível acordo com o Executivo até que se finalizassem as investigações do Caso Semasa na Polícia Civil, Ministério Público e CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Na ocasião, o presidente estadual, Pedro Tobias, alegou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não permitiria a ligação do tucanato com governo envolvido em escândalo. O secretário estadual da Casa Civil, Sidney Beraldo, acenou que a deliberação viria apenas após o desenrolar da apuração.

Numa reunião de cinco minutos, o presidente do diretório tucano de Santo André, Ricardo Torres, viabilizou a iniciativa em defesa do acordo com o governo - em stand by há dois meses na municipal - em detrimento da pré-candidatura do vereador Paulinho Serra ao Paço. Na ata, a executiva local reivindica a vice ao lado do petebista em forma condicional ao apoio. Diante da decisão, o próprio Torres entra no páreo para concorrer ao posto, juntamente com a ex-secretária de Educação Cleide Bochixio.

O mandatário local saiu do encontro afirmando somente que a deliberação era um "assunto interno e não iria se pronunciar a respeito".

A postura tomada pelo PSDB ficou a cargo do vereador Marcos Cortez. O parlamentar avalia que, internamente, o diretório entendeu que a CPI do Semasa está apenas no "achismo". "Os documentos que realmente comprovam (corrupção) eu não vi. Não houve provas. Além disso, a colocação do Aidan é de que, se houver irregularidade, quem é responsável será penalizado. Ele não tava ciente de nenhum esquema."

Para Marcos, o acordo não é temeroso, mesmo no curso das investigações, por conta de, na concepção da executiva local, o episódio não passar de palanque político. "Para nós, não há problema. Não vou dizer que não existam provas, só que até agora ficou no diz que me diz (nos depoimentos)." Apesar do período de espera do tucanato, segundo o vereador, quando o prefeito pediu a instauração da CPI demonstrou que não tinha nada a temer. "O PSDB entendeu que realmente não tem problema nenhum com o Semasa."

Aidan avaliou que existe grande expectativa na formalização da adesão do PSDB. Segundo ele, está chegando momento decisivo. "Temos de ter paciência, tranquilidade para resolver da melhor forma para que as pessoas não se magoem e não façam nenhuma confusão."

Apesar da decisão, Paulinho mantém pré-candidatura

O vereador de Santo André Paulinho Serra (PSDB) ignorou a ação do diretório municipal e mantém sua pré-candidatura ao Paço. O tucano deixou claro que lutará "até o fim" para encabeçar projeto majoritário. "A gente só aceita uma decisão quando ela vier dentro de um processo de discussão maduro", disparou.

O parlamentar criticou a maneira que a executiva municipal do PSDB conduz a discussão sobre o posicionamento partidário na eleição.

"A imaturidade é no sentido de não haver debate. As decisões são tomadas a portas fechadas", constatou.

Paulinho ressaltou que a deliberação municipal não é válida por confrontar diretriz nacional da sigla. "Por se tratar de cidade com mais 100 mil habitantes é preciso ter candidatura própria. Qualquer exceção tem que passar pelo crivo da executiva estadual, o que não acontecerá nesta semana. Qualquer anúncio ou antecipação se trata de rumores."

O coordenador regional do PSDB, William Dib, disse que a candidatura depende da executiva andreense. "Ele só será candidato se o diretório o indicar como candidato."



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Tucanos ignoram Caso
Semasa e apóiam Aidan

Por 46 votos favoráveis, duas abstenções e dois contrários,
a cúpula tucana aprovou documento referendando o apoio

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

08/05/2012 | 07:00


O diretório do PSDB de Santo André oficializou ontem o interesse em firmar aliança com o prefeito Aidan Ravin (PTB) na eleição de outubro. Por 46 votos favoráveis, duas abstenções e dois contrários, a cúpula tucana aprovou documento referendando o apoio para encaminhá-lo à apreciação da executiva estadual, que decidirá, possivelmente nos próximos dez dias, se avaliza ou veta a decisão local. A deliberação se dá em meio às investigações de suposto crime de propina na liberação de licenças ambientais no Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).

A solicitação de pacto pela reeleição do projeto governista desconsidera as ponderações da estadual, que, há menos de duas semanas, pediu para brecar o possível acordo com o Executivo até que se finalizassem as investigações do Caso Semasa na Polícia Civil, Ministério Público e CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Na ocasião, o presidente estadual, Pedro Tobias, alegou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não permitiria a ligação do tucanato com governo envolvido em escândalo. O secretário estadual da Casa Civil, Sidney Beraldo, acenou que a deliberação viria apenas após o desenrolar da apuração.

Numa reunião de cinco minutos, o presidente do diretório tucano de Santo André, Ricardo Torres, viabilizou a iniciativa em defesa do acordo com o governo - em stand by há dois meses na municipal - em detrimento da pré-candidatura do vereador Paulinho Serra ao Paço. Na ata, a executiva local reivindica a vice ao lado do petebista em forma condicional ao apoio. Diante da decisão, o próprio Torres entra no páreo para concorrer ao posto, juntamente com a ex-secretária de Educação Cleide Bochixio.

O mandatário local saiu do encontro afirmando somente que a deliberação era um "assunto interno e não iria se pronunciar a respeito".

A postura tomada pelo PSDB ficou a cargo do vereador Marcos Cortez. O parlamentar avalia que, internamente, o diretório entendeu que a CPI do Semasa está apenas no "achismo". "Os documentos que realmente comprovam (corrupção) eu não vi. Não houve provas. Além disso, a colocação do Aidan é de que, se houver irregularidade, quem é responsável será penalizado. Ele não tava ciente de nenhum esquema."

Para Marcos, o acordo não é temeroso, mesmo no curso das investigações, por conta de, na concepção da executiva local, o episódio não passar de palanque político. "Para nós, não há problema. Não vou dizer que não existam provas, só que até agora ficou no diz que me diz (nos depoimentos)." Apesar do período de espera do tucanato, segundo o vereador, quando o prefeito pediu a instauração da CPI demonstrou que não tinha nada a temer. "O PSDB entendeu que realmente não tem problema nenhum com o Semasa."

Aidan avaliou que existe grande expectativa na formalização da adesão do PSDB. Segundo ele, está chegando momento decisivo. "Temos de ter paciência, tranquilidade para resolver da melhor forma para que as pessoas não se magoem e não façam nenhuma confusão."

Apesar da decisão, Paulinho mantém pré-candidatura

O vereador de Santo André Paulinho Serra (PSDB) ignorou a ação do diretório municipal e mantém sua pré-candidatura ao Paço. O tucano deixou claro que lutará "até o fim" para encabeçar projeto majoritário. "A gente só aceita uma decisão quando ela vier dentro de um processo de discussão maduro", disparou.

O parlamentar criticou a maneira que a executiva municipal do PSDB conduz a discussão sobre o posicionamento partidário na eleição.

"A imaturidade é no sentido de não haver debate. As decisões são tomadas a portas fechadas", constatou.

Paulinho ressaltou que a deliberação municipal não é válida por confrontar diretriz nacional da sigla. "Por se tratar de cidade com mais 100 mil habitantes é preciso ter candidatura própria. Qualquer exceção tem que passar pelo crivo da executiva estadual, o que não acontecerá nesta semana. Qualquer anúncio ou antecipação se trata de rumores."

O coordenador regional do PSDB, William Dib, disse que a candidatura depende da executiva andreense. "Ele só será candidato se o diretório o indicar como candidato."

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