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Sob pressão do Sindema, Câmara retarda aprovação de parcelamento

Mauro Pedroso/Sindema Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

25/05/2018 | 07:00


Sob pressão dos funcionários públicos de Diadema, a Câmara decidiu adiar para a semana que vem a aprovação definitiva do parcelamento da dívida de R$ 108,3 milhões do Paço com o Ipred (Instituto de Previdência de Diadema) e, em vez de seguir a orientação do governo Lauro Michels (PV) de avalizar em dois turnos a proposta na sessão de ontem, apreciou uma só vez.

Liderados pelo Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema), servidores lotaram o plenário para impedir que o projeto fosse aprovado definitivamente. Embora não seja contrária ao financiamento do débito – deixaria de ser passivo com pessoal, passaria a ser contabilizada como dívida fundada e, assim, reduziria o índice de gastos com a folha –, a categoria acreditava que, caso conseguisse atrasar a tramitação do texto, daria demonstração de força política ao governo na mesa de negociação salarial. A pressão deu certo. O texto foi aprovado de forma unânime em primeiro turno.

Na segunda-feira, o Sindema volta a se reunir com a gestão Lauro para ouvir nova proposta de reajuste nos salários, depois de ter rejeitado a primeira oferta – 7,02%, a serem pagos em duas vezes e condicionados à redução do limite de gastos com folha de pagamento e ao parcelamento da dívida do Ipred. Na terça-feira, o funcionalismo, que exige 10% de aumento, realiza assembleia para votar essa proposta. “Se (o reajuste) está condicionado, não existe proposta”, criticou o presidente do Sindema, José Aparecido da Silva, o Neno.

Parte da categoria cruzou os braços no dia de ontem. O Sindema evitou detalhar a adesão à mobilização, mas estimou que a maior paralisação ocorreu na Educação. “Cerca de 60% de um contingente de 2.500 servidores”, calculou Neno.

O oposicionista Ronaldo Lacerda (PT) avisou que, caso o governo não melhore a proposta ao funcionalismo, os parlamentares estão dispostos a voltar atrás e rejeitar o parcelamento da dívida com o Ipred na próxima semana. “Agora somos nós que estamos condicionando (o voto)”, alertou. Líder do governo na Casa, Célio Boi (PSB) contemporizou a derrota. “O ideal seria votar (em dois turnos) ainda hoje (ontem), mas acho que as coisas vão dar certo e a gente vai conseguir aprovar na semana que vem”, ponderou o socialista, que vem se queixando há semanas da falta de lealdade da base governista. 



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Sob pressão do Sindema, Câmara retarda aprovação de parcelamento

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

25/05/2018 | 07:00


Sob pressão dos funcionários públicos de Diadema, a Câmara decidiu adiar para a semana que vem a aprovação definitiva do parcelamento da dívida de R$ 108,3 milhões do Paço com o Ipred (Instituto de Previdência de Diadema) e, em vez de seguir a orientação do governo Lauro Michels (PV) de avalizar em dois turnos a proposta na sessão de ontem, apreciou uma só vez.

Liderados pelo Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema), servidores lotaram o plenário para impedir que o projeto fosse aprovado definitivamente. Embora não seja contrária ao financiamento do débito – deixaria de ser passivo com pessoal, passaria a ser contabilizada como dívida fundada e, assim, reduziria o índice de gastos com a folha –, a categoria acreditava que, caso conseguisse atrasar a tramitação do texto, daria demonstração de força política ao governo na mesa de negociação salarial. A pressão deu certo. O texto foi aprovado de forma unânime em primeiro turno.

Na segunda-feira, o Sindema volta a se reunir com a gestão Lauro para ouvir nova proposta de reajuste nos salários, depois de ter rejeitado a primeira oferta – 7,02%, a serem pagos em duas vezes e condicionados à redução do limite de gastos com folha de pagamento e ao parcelamento da dívida do Ipred. Na terça-feira, o funcionalismo, que exige 10% de aumento, realiza assembleia para votar essa proposta. “Se (o reajuste) está condicionado, não existe proposta”, criticou o presidente do Sindema, José Aparecido da Silva, o Neno.

Parte da categoria cruzou os braços no dia de ontem. O Sindema evitou detalhar a adesão à mobilização, mas estimou que a maior paralisação ocorreu na Educação. “Cerca de 60% de um contingente de 2.500 servidores”, calculou Neno.

O oposicionista Ronaldo Lacerda (PT) avisou que, caso o governo não melhore a proposta ao funcionalismo, os parlamentares estão dispostos a voltar atrás e rejeitar o parcelamento da dívida com o Ipred na próxima semana. “Agora somos nós que estamos condicionando (o voto)”, alertou. Líder do governo na Casa, Célio Boi (PSB) contemporizou a derrota. “O ideal seria votar (em dois turnos) ainda hoje (ontem), mas acho que as coisas vão dar certo e a gente vai conseguir aprovar na semana que vem”, ponderou o socialista, que vem se queixando há semanas da falta de lealdade da base governista. 

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