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Gosto muito do Marcos, mas estamos em discussão política, diz Lauro

Prefeito reforça rejeição pela candidatura do primo e intensifica racha


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/05/2018 | 07:00


O racha entre o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), e o presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB), primo do verde, se intensificou nos últimos dias. Na semana passada, após participar de evento do PSB na Câmara, o chefe do Executivo externou, sob olhares do primo, a rejeição pela candidatura do socialista a deputado estadual em outubro.

Em fala nitidamente direcionada a Marcos, que assistiu à entrevista que Lauro concedia aos jornalistas a poucos metros e que chegou a se afastar para evitar constrangimentos, o verde fez novo apelo público para que o parlamentar desista do projeto próprio e embarque na estratégia do governo de eleger o vice-prefeito Márcio da Farmácia (Podemos), a estadual, e a ex-secretária Regina Gonçalves (PV, Habitação), a federal. “O Marcos tem de entender que ele veio de um grupo dissidente do meu, que eu ajudei muito na eleição dele (a vereador), na (eleição para) presidência do partido e para a presidência da Câmara. Gosto muito do Marcos e tenho um apreço muito grande por ele, mas a gente está numa discussão política. Tenho certeza de que o Marcos vai ter a sensibilidade de entender que a soma dos fatores dará um resultado positivo para Diadema”, disse Lauro, que tem sinalizado a intenção em taxar a candidatura de Marcos como de oposição ao governo.

Em resposta a Lauro, o parlamentar afirmou rejeitar a pecha de opositor e sustentou que a possibilidade de desistir de candidatura “é zero”. “Não sei de onde está saindo o grupo dissidente. Todos os que estão comigo, até o momento, que eu saiba, fazem parte do governo. Acho que tem de ter muto cuidado para não confundir as questões de Câmara com a minha candidatura. Não fui atrás de ninguém que não seja do governo”, contestou. “Atendi a vários pedidos do prefeito, para ser secretário de Educação, para ser chefe de Gabinete e para recuar em 2014 (e desistir de candidatura a deputado). Mas parece que não tiveram esse olhar comigo hoje.”

HISTÓRICO
Marcos e Lauro estão juntos na política desde o primeiro mandato do atual prefeito na Câmara (2005-2008). O hoje presidente do Legislativo foi chefe de gabinete do primo, então parlamentar.

A dupla começou a se afastar no ano passado, antes de Marcos assumir essa candidatura. O chefe do Executivo passou a se incomodar com a postura do socialista de não frear, mesmo estando no comando da Câmara, movimentos contrários aos interesses do Paço na Casa. Exemplo disso foi o polêmico projeto enviado por Lauro para modificar o estatuto dos servidores públicos. A pressão do Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema) e da oposição, somada à não disposição de Marcos em colocar o texto em votação, fez com que o projeto fosse engavetado. 



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Gosto muito do Marcos, mas estamos em discussão política, diz Lauro

Prefeito reforça rejeição pela candidatura do primo e intensifica racha

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/05/2018 | 07:00


O racha entre o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), e o presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB), primo do verde, se intensificou nos últimos dias. Na semana passada, após participar de evento do PSB na Câmara, o chefe do Executivo externou, sob olhares do primo, a rejeição pela candidatura do socialista a deputado estadual em outubro.

Em fala nitidamente direcionada a Marcos, que assistiu à entrevista que Lauro concedia aos jornalistas a poucos metros e que chegou a se afastar para evitar constrangimentos, o verde fez novo apelo público para que o parlamentar desista do projeto próprio e embarque na estratégia do governo de eleger o vice-prefeito Márcio da Farmácia (Podemos), a estadual, e a ex-secretária Regina Gonçalves (PV, Habitação), a federal. “O Marcos tem de entender que ele veio de um grupo dissidente do meu, que eu ajudei muito na eleição dele (a vereador), na (eleição para) presidência do partido e para a presidência da Câmara. Gosto muito do Marcos e tenho um apreço muito grande por ele, mas a gente está numa discussão política. Tenho certeza de que o Marcos vai ter a sensibilidade de entender que a soma dos fatores dará um resultado positivo para Diadema”, disse Lauro, que tem sinalizado a intenção em taxar a candidatura de Marcos como de oposição ao governo.

Em resposta a Lauro, o parlamentar afirmou rejeitar a pecha de opositor e sustentou que a possibilidade de desistir de candidatura “é zero”. “Não sei de onde está saindo o grupo dissidente. Todos os que estão comigo, até o momento, que eu saiba, fazem parte do governo. Acho que tem de ter muto cuidado para não confundir as questões de Câmara com a minha candidatura. Não fui atrás de ninguém que não seja do governo”, contestou. “Atendi a vários pedidos do prefeito, para ser secretário de Educação, para ser chefe de Gabinete e para recuar em 2014 (e desistir de candidatura a deputado). Mas parece que não tiveram esse olhar comigo hoje.”

HISTÓRICO
Marcos e Lauro estão juntos na política desde o primeiro mandato do atual prefeito na Câmara (2005-2008). O hoje presidente do Legislativo foi chefe de gabinete do primo, então parlamentar.

A dupla começou a se afastar no ano passado, antes de Marcos assumir essa candidatura. O chefe do Executivo passou a se incomodar com a postura do socialista de não frear, mesmo estando no comando da Câmara, movimentos contrários aos interesses do Paço na Casa. Exemplo disso foi o polêmico projeto enviado por Lauro para modificar o estatuto dos servidores públicos. A pressão do Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema) e da oposição, somada à não disposição de Marcos em colocar o texto em votação, fez com que o projeto fosse engavetado. 

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