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Maranhão é 1º prefeito da região a ser expulso do partido no mandato

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Levantamento mostra que outros chefes de Executivo chegaram a ser excluídos, mas após deixarem o cargo


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

01/05/2018 | 07:00


O Grande ABC tem em seu histórico momentos políticos marcantes e que transcenderam os limites regionais. Já teve prefeitos cassados, como Oswaldo Gimenez, em Santo André, datado de 1962, no célebre primeiro caso de impeachment do Brasil, e episódios de chefes de Executivo que renunciaram ao cargo máximo do Paço, a exemplo de Alfredo Luís Flaquer, de São Bernardo, ainda na época da República Velha, mas não havia registro de outra expulsão partidária durante o exercício do mandato majoritário antes do ocorrido com Gabriel Maranhão, excluído dos quadros do PSDB na semana passada.

A situação mostra a condição inusitada do fato, embora a legenda tenha formalizado pedido de saída de Maranhão em 2014, que declarou, na ocasião, adesão à candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto. O então tucano enfrentou comissão de ética junto à estadual da sigla, porém, conseguiu reverter o cenário sob justificativa de inocência, e constrangimento para receber recursos federais.

Coincidência ou não, a exclusão recente em caso de apoio que tenha gerado saia justa interna aconteceu em 2016, também com o PSDB, com a diferença – e grande – de que não ocupava mais o posto máximo do Executivo: o então tucano Clóvis Volpi, ex-prefeito de Ribeirão Pires e que chegou a presidir a agremiação na esfera paulista, foi expulso após anunciar suporte no segundo turno à candidatura de Donisete Braga (então no PT) na disputa pelo Paço de Mauá.

A região viu também situação parecida com a de Volpi no episódio de William Dib, ex-chefe do Paço de São Bernardo (2002-2008). Ele foi expulso do PSDB frente à alegação de engajar-se na campanha de Alex Manente (PPS) à Prefeitura, em 2016, em detrimento de candidatura tucana na sucessão de Luiz Marinho (PT).

Houve também quadro com o ex-prefeito Leonel Damo, que chefiou a Prefeitura pela última vez entre 2005 e 2008. Ele não concorreu à reeleição, e apoiou o pleito de Chiquinho do Zaíra (hoje Avante), à época no PSB. No ano seguinte à saída do Paço, o PV encaminhou a sua exclusão da legenda. Em Diadema, José Augusto da Silva Ramos (1989-1992) foi obrigado a deixar o PT de forma sumária em 1997.

A reação atual do PSDB se dá em momento inusitado do cenário pré-eleitoral ao Palácio dos Bandeirantes, uma vez que o tucanato vai para a disputa do governo de São Paulo, onde governa há 24 anos, numa condição de oposição. Isso porque o atual governador Márcio França, eleito como vice de Geraldo Alckmin (PSDB) – pré-candidato ao Planalto –, postulará a reeleição e tem o tucano João Doria como principal adversário e alvo de críticas. Maranhão foi expulso do tucanato justamente por declarar apoio ao projeto de França.

Cabe frisar que Alckmin não poderia entrar na empreitada pelo posto, uma vez que foi reeleito em 2014. Outra particularidade é que o PSDB, unido, venceu as últimas três eleições estaduais já no primeiro turno, sendo duas com o próprio Alckmin e uma com José Serra – hoje senador –, em 2006.

CONTA PRÓPRIA
Existem casos ainda de prefeitos que tenham deixado as siglas pelas quais foram eleitos, mas por vontade própria, e não em processo de exclusão. Em São Caetano, por exemplo, Antônio José Dall’Annese trocou o PTB pelo PSDB durante o mandato no Palácio da Cerâmica entre 1993 e 1996.  



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Maranhão é 1º prefeito da região a ser expulso do partido no mandato

Levantamento mostra que outros chefes de Executivo chegaram a ser excluídos, mas após deixarem o cargo

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

01/05/2018 | 07:00


O Grande ABC tem em seu histórico momentos políticos marcantes e que transcenderam os limites regionais. Já teve prefeitos cassados, como Oswaldo Gimenez, em Santo André, datado de 1962, no célebre primeiro caso de impeachment do Brasil, e episódios de chefes de Executivo que renunciaram ao cargo máximo do Paço, a exemplo de Alfredo Luís Flaquer, de São Bernardo, ainda na época da República Velha, mas não havia registro de outra expulsão partidária durante o exercício do mandato majoritário antes do ocorrido com Gabriel Maranhão, excluído dos quadros do PSDB na semana passada.

A situação mostra a condição inusitada do fato, embora a legenda tenha formalizado pedido de saída de Maranhão em 2014, que declarou, na ocasião, adesão à candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto. O então tucano enfrentou comissão de ética junto à estadual da sigla, porém, conseguiu reverter o cenário sob justificativa de inocência, e constrangimento para receber recursos federais.

Coincidência ou não, a exclusão recente em caso de apoio que tenha gerado saia justa interna aconteceu em 2016, também com o PSDB, com a diferença – e grande – de que não ocupava mais o posto máximo do Executivo: o então tucano Clóvis Volpi, ex-prefeito de Ribeirão Pires e que chegou a presidir a agremiação na esfera paulista, foi expulso após anunciar suporte no segundo turno à candidatura de Donisete Braga (então no PT) na disputa pelo Paço de Mauá.

A região viu também situação parecida com a de Volpi no episódio de William Dib, ex-chefe do Paço de São Bernardo (2002-2008). Ele foi expulso do PSDB frente à alegação de engajar-se na campanha de Alex Manente (PPS) à Prefeitura, em 2016, em detrimento de candidatura tucana na sucessão de Luiz Marinho (PT).

Houve também quadro com o ex-prefeito Leonel Damo, que chefiou a Prefeitura pela última vez entre 2005 e 2008. Ele não concorreu à reeleição, e apoiou o pleito de Chiquinho do Zaíra (hoje Avante), à época no PSB. No ano seguinte à saída do Paço, o PV encaminhou a sua exclusão da legenda. Em Diadema, José Augusto da Silva Ramos (1989-1992) foi obrigado a deixar o PT de forma sumária em 1997.

A reação atual do PSDB se dá em momento inusitado do cenário pré-eleitoral ao Palácio dos Bandeirantes, uma vez que o tucanato vai para a disputa do governo de São Paulo, onde governa há 24 anos, numa condição de oposição. Isso porque o atual governador Márcio França, eleito como vice de Geraldo Alckmin (PSDB) – pré-candidato ao Planalto –, postulará a reeleição e tem o tucano João Doria como principal adversário e alvo de críticas. Maranhão foi expulso do tucanato justamente por declarar apoio ao projeto de França.

Cabe frisar que Alckmin não poderia entrar na empreitada pelo posto, uma vez que foi reeleito em 2014. Outra particularidade é que o PSDB, unido, venceu as últimas três eleições estaduais já no primeiro turno, sendo duas com o próprio Alckmin e uma com José Serra – hoje senador –, em 2006.

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Existem casos ainda de prefeitos que tenham deixado as siglas pelas quais foram eleitos, mas por vontade própria, e não em processo de exclusão. Em São Caetano, por exemplo, Antônio José Dall’Annese trocou o PTB pelo PSDB durante o mandato no Palácio da Cerâmica entre 1993 e 1996.  

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