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Estado deixa o pagamento do auxílio-aluguel para as cidades

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Benefício a famílias removidas de área de risco em seis cidades era dividido até maio de 2017


Vanessa de Oliveira

01/05/2018 | 07:00


Prefeituras da região não têm mais o apoio do Estado (bancava 50%) para o auxílio-aluguel pago a moradores removidos de áreas de risco classificadas como nível 4 – com perigo iminente de deslizamento de terra. O convênio, iniciado em maio de 2014, com prazo de três anos, foi encerrado em 2017 e teria possibilidade de ser estendido, caso as administrações tivessem atendido à cláusula que determinava a construção, em 36 meses, de habitações para a população em questão.

Atualmente, 381 famílias recebem o subsídio, distribuídas em Santo André (o valor é de R$ 465), São Bernardo (R$ 315), Mauá (R$ 400) e Ribeirão Pires (R$ 400). Diadema e Rio Grande da Serra não informaram e São Caetano não possui moradores enquadrados no perfil do benefício.

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que articulou junto ao Executivo estadual para a concretização da parceria, iniciou, já em setembro de 2016, as tratativas para prorrogar o convênio por mais 36 meses. “Em maio de 2017, a entidade apresentou ao subsecretário de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita, representante do governo do Estado no Consórcio, a necessidade de aditamento do convênio. A solicitação foi encaminhada oficialmente pelo Consórcio ao governo do Estado e aguarda resposta”, informou o Consórcio, em nota, acrescentando que a entidade oficiará o governador Márcio França (PSB) sobre a questão. A Subsecretaria de Assuntos Metropolitanos informou que não seria possível, até o fechamento desta edição, verificar o andamento do ofício entregue a Mesquita, já que o documento tramita dentro do governo, em várias instâncias. 

BENEFICIÁRIOS

Quem recebe o auxílio convive com a instabilidade de morar de aluguel e a expectativa de receber a casa própria, já que as famílias estão cadastradas em programas habitacionais. “Vou ganhar uma casa, mas tenho que esperar, ainda não tem data. Enquanto isso, a gente fica com medo de o dinheiro do auxílio-aluguel atrasar ou o proprietário pedir a casa”, diz a dona de casa Natalia Cardoso de Sá, 25 anos, de Mauá, que recebe o benefício há um ano, desde que foi retirada, com as cinco filhas, do imóvel em que vivia no morro do Macuco, uma das áreas de risco mais emblemáticas da região.

O mesmo misto de sentimentos acompanha a auxiliar de limpeza desempregada Jessica Batista dos Santos, 25. Ela, que vivia no Jardim Oratório, em Mauá, mudou-se com a família para Santo André, onde encontrou casa cujo valor do aluguel caberia no benefício de R$ 400. “Não vejo a hora de pegar meu apartamento, mas não temos nenhuma informação, nem de onde será construído. É muita insegurança morar de aluguel”, lamenta.

Entrega de casas neste ano vai tirar do programa parte dos beneficiários

Algumas famílias deixarão de receber, em breve, o auxílio aluguel para ganhar as chaves da casa própria.

Em Santo André, das 247 famílias atendidas pelo benefício após serem removidas de áreas de risco, 208 receberão unidade no Conjunto Santo Dias e uma no Conjunto Novo Pinheirinho, cujas entregas estão previstas entre junho e julho. Para atender ainda a outras demandas habitacionais, a administração projeta, até o fim deste ano, entregar 910 unidades habitacionais, além de 120 apartamentos de responsabilidade da ONG Amova (Associação do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos). 

A administração de São Bernardo, que paga o subsídio a 58 famílias, prevê a entrega de 578 unidades habitacionais até dezembro, que atenderão esses e outros munícipes inclusos no Programa Renda Abrigo.

A Prefeitura de Mauá prevê entregar neste mês 320 moradias, mas não detalhou o local. Ribeirão Pires não comentou sobre projetos. 



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Estado deixa o pagamento do auxílio-aluguel para as cidades

Benefício a famílias removidas de área de risco em seis cidades era dividido até maio de 2017

Vanessa de Oliveira

01/05/2018 | 07:00


Prefeituras da região não têm mais o apoio do Estado (bancava 50%) para o auxílio-aluguel pago a moradores removidos de áreas de risco classificadas como nível 4 – com perigo iminente de deslizamento de terra. O convênio, iniciado em maio de 2014, com prazo de três anos, foi encerrado em 2017 e teria possibilidade de ser estendido, caso as administrações tivessem atendido à cláusula que determinava a construção, em 36 meses, de habitações para a população em questão.

Atualmente, 381 famílias recebem o subsídio, distribuídas em Santo André (o valor é de R$ 465), São Bernardo (R$ 315), Mauá (R$ 400) e Ribeirão Pires (R$ 400). Diadema e Rio Grande da Serra não informaram e São Caetano não possui moradores enquadrados no perfil do benefício.

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que articulou junto ao Executivo estadual para a concretização da parceria, iniciou, já em setembro de 2016, as tratativas para prorrogar o convênio por mais 36 meses. “Em maio de 2017, a entidade apresentou ao subsecretário de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita, representante do governo do Estado no Consórcio, a necessidade de aditamento do convênio. A solicitação foi encaminhada oficialmente pelo Consórcio ao governo do Estado e aguarda resposta”, informou o Consórcio, em nota, acrescentando que a entidade oficiará o governador Márcio França (PSB) sobre a questão. A Subsecretaria de Assuntos Metropolitanos informou que não seria possível, até o fechamento desta edição, verificar o andamento do ofício entregue a Mesquita, já que o documento tramita dentro do governo, em várias instâncias. 

BENEFICIÁRIOS

Quem recebe o auxílio convive com a instabilidade de morar de aluguel e a expectativa de receber a casa própria, já que as famílias estão cadastradas em programas habitacionais. “Vou ganhar uma casa, mas tenho que esperar, ainda não tem data. Enquanto isso, a gente fica com medo de o dinheiro do auxílio-aluguel atrasar ou o proprietário pedir a casa”, diz a dona de casa Natalia Cardoso de Sá, 25 anos, de Mauá, que recebe o benefício há um ano, desde que foi retirada, com as cinco filhas, do imóvel em que vivia no morro do Macuco, uma das áreas de risco mais emblemáticas da região.

O mesmo misto de sentimentos acompanha a auxiliar de limpeza desempregada Jessica Batista dos Santos, 25. Ela, que vivia no Jardim Oratório, em Mauá, mudou-se com a família para Santo André, onde encontrou casa cujo valor do aluguel caberia no benefício de R$ 400. “Não vejo a hora de pegar meu apartamento, mas não temos nenhuma informação, nem de onde será construído. É muita insegurança morar de aluguel”, lamenta.

Entrega de casas neste ano vai tirar do programa parte dos beneficiários

Algumas famílias deixarão de receber, em breve, o auxílio aluguel para ganhar as chaves da casa própria.

Em Santo André, das 247 famílias atendidas pelo benefício após serem removidas de áreas de risco, 208 receberão unidade no Conjunto Santo Dias e uma no Conjunto Novo Pinheirinho, cujas entregas estão previstas entre junho e julho. Para atender ainda a outras demandas habitacionais, a administração projeta, até o fim deste ano, entregar 910 unidades habitacionais, além de 120 apartamentos de responsabilidade da ONG Amova (Associação do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos). 

A administração de São Bernardo, que paga o subsídio a 58 famílias, prevê a entrega de 578 unidades habitacionais até dezembro, que atenderão esses e outros munícipes inclusos no Programa Renda Abrigo.

A Prefeitura de Mauá prevê entregar neste mês 320 moradias, mas não detalhou o local. Ribeirão Pires não comentou sobre projetos. 

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