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Prefeitura de S.Bernardo cogita privatizar Estádio 1º de Maio

Celso Luiz  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governo Morando lança edital para ouvir propostas da iniciativa privada para palco esportivo que acolheu grandes greves sindicais dos anos 1970 e 1980


Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

20/01/2018 | 07:00


A Prefeitura de São Bernardo, administrada por Orlando Morando (PSDB), estuda possibilidade de conceder à iniciativa privada a gestão do Estádio 1º de Maio. Ontem, o Paço publicou edital de chamamento público para colher propostas de interessados em assumir o controle do palco esportivo.

A manifestação precisa conter estudo de viabilidade econômico-financeira e jurídica, bem como previsão de obras de revitalização e modernização do espaço, inaugurado em 1968, que foi palco das grandes greves sindicais das décadas de 1970 e 1980, que está instalado em área de 29,7 mil metros quadrados e que tem capacidade para 13,5 mil torcedores.

“Esse edital é para ouvir o mercado. É interessante para a iniciativa privada administrar um estádio como esse? É rentável e bom para o município? Isso que precisamos saber. Vamos fazer esse processo de maneira muito transparente”, ressaltou Morando. “Caso haja boa proposta, não tem por que não conceder à iniciativa privada. Desde que seja bom para o município.”

Atualmente a Prefeitura despende cerca de R$ 40 mil por mês com a manutenção do Estádio 1º de Maio, localizado em área nobre de São Bernardo. Há uma parceria com o São Bernardo Futebol Clube, que diz gastar R$ 8.000 por mês com o gramado, além de auxiliar na gestão do estádio e também oferecer o Projeto Tigrinho, voltado a crianças carentes do município.

Essa parceria é alvo de apuração do Ministério Público, que investiga se o acordo é benéfico ao município – há suspeita de que a cidade não recebe contrapartida por causa do convênio. O time, aliás, informou que tem interesse em assumir o controle total do Estádio 1º de Maio, desde que a proposta seja exequível.

“Precisamos colher as propostas para saber o que o mercado pretende para o estádio também. Pode ser que queiram instalar restaurantes, academia, fazer uma arena para shows. Tudo isso será analisado e, caso haja interesse de nossa parte, vamos encaminhar projeto de lei para a Câmara pedindo autorização para concessão do estádio”, adicionou Morando.

HISTÓRICO
Inicialmente denominado Estádio Municipal da Vila Euclides, o atual Estádio 1º de Maio se notabilizou mais por abrigar grandes eventos políticos do que por ser praça esportiva.

Em 1979, a área se tornou palco das grandes greves sindicais encabeçadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma das atividades, 150 mil operários das principais montadoras de veículos da região tomaram conta das arquibancadas e do gramado do estádio em protestos pelos baixos salários e insalubres condições dentro das fábricas.

O Estádio 1º de Maio foi cedido pelo então prefeito Tito Costa para Lula, uma vez que a greve foi considerada ilegal pelo regime militar (1964-1985) da época. Tanto que houve mudança oficial do nome na década de 1980.

No âmbito esportivo acolheu o Santos de Pelé, em jogo de 1974, e também competição de atletismo com João Carlos de Oliveira, conhecido como João do Pulo, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá (1976), e Moscou, na Rússia (1980). 



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Prefeitura de S.Bernardo cogita privatizar Estádio 1º de Maio

Governo Morando lança edital para ouvir propostas da iniciativa privada para palco esportivo que acolheu grandes greves sindicais dos anos 1970 e 1980

Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

20/01/2018 | 07:00


A Prefeitura de São Bernardo, administrada por Orlando Morando (PSDB), estuda possibilidade de conceder à iniciativa privada a gestão do Estádio 1º de Maio. Ontem, o Paço publicou edital de chamamento público para colher propostas de interessados em assumir o controle do palco esportivo.

A manifestação precisa conter estudo de viabilidade econômico-financeira e jurídica, bem como previsão de obras de revitalização e modernização do espaço, inaugurado em 1968, que foi palco das grandes greves sindicais das décadas de 1970 e 1980, que está instalado em área de 29,7 mil metros quadrados e que tem capacidade para 13,5 mil torcedores.

“Esse edital é para ouvir o mercado. É interessante para a iniciativa privada administrar um estádio como esse? É rentável e bom para o município? Isso que precisamos saber. Vamos fazer esse processo de maneira muito transparente”, ressaltou Morando. “Caso haja boa proposta, não tem por que não conceder à iniciativa privada. Desde que seja bom para o município.”

Atualmente a Prefeitura despende cerca de R$ 40 mil por mês com a manutenção do Estádio 1º de Maio, localizado em área nobre de São Bernardo. Há uma parceria com o São Bernardo Futebol Clube, que diz gastar R$ 8.000 por mês com o gramado, além de auxiliar na gestão do estádio e também oferecer o Projeto Tigrinho, voltado a crianças carentes do município.

Essa parceria é alvo de apuração do Ministério Público, que investiga se o acordo é benéfico ao município – há suspeita de que a cidade não recebe contrapartida por causa do convênio. O time, aliás, informou que tem interesse em assumir o controle total do Estádio 1º de Maio, desde que a proposta seja exequível.

“Precisamos colher as propostas para saber o que o mercado pretende para o estádio também. Pode ser que queiram instalar restaurantes, academia, fazer uma arena para shows. Tudo isso será analisado e, caso haja interesse de nossa parte, vamos encaminhar projeto de lei para a Câmara pedindo autorização para concessão do estádio”, adicionou Morando.

HISTÓRICO
Inicialmente denominado Estádio Municipal da Vila Euclides, o atual Estádio 1º de Maio se notabilizou mais por abrigar grandes eventos políticos do que por ser praça esportiva.

Em 1979, a área se tornou palco das grandes greves sindicais encabeçadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma das atividades, 150 mil operários das principais montadoras de veículos da região tomaram conta das arquibancadas e do gramado do estádio em protestos pelos baixos salários e insalubres condições dentro das fábricas.

O Estádio 1º de Maio foi cedido pelo então prefeito Tito Costa para Lula, uma vez que a greve foi considerada ilegal pelo regime militar (1964-1985) da época. Tanto que houve mudança oficial do nome na década de 1980.

No âmbito esportivo acolheu o Santos de Pelé, em jogo de 1974, e também competição de atletismo com João Carlos de Oliveira, conhecido como João do Pulo, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá (1976), e Moscou, na Rússia (1980). 

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