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Festa do Trabalho em São Bernardo vira palanque


Alexandre Melo
Paula Cabrera

01/05/2010 | 07:00


Em ano de eleição, a festa do Dia do Trabalho servirá também para propósitos eleitorais. Grande parte da cúpula petista estadual estará presente na festa promovida pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), em São Bernardo, que se tornará palanque, no melhor estilo eleitoral, para os discursos dos pré-candidatos ao governo do Estado, Aloizio Mercandante e à presidência, a ex-ministra da Casa-Civil, Dilma Rousseff.

É esperada ainda a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também terão voz os candidatos ao cargo de deputado estadual e federal, em sua maioria, integrantes dos sindicatos que apoiam o ato.

Afilhado político do presidente, o prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT), que também saiu das fileiras sindicais, usará o palco para relembrar os velhos tempos e discursar aos trabalhadores que acompanharão o evento, a partir das 11h da manhã.

A festa, que terá o tema Solidariedade e o Trabalho Decente, reunirá a maioria dos sindicalistas do Grande ABC, prontos para apresentar as principais bandeiras de luta das classes neste ano. Entre elas, o destaque é para a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Apesar das grandes montadoras terem carga de 40 horas, muitas pequenas empresas adotam a carga horária de 43 ou 44h por semana, como permite a legislação.

"É fundamental adequarmos a realidade de mão de obra à produtividade. As novas máquinas reduziram muito o trabalho dos funcionários", avalia o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Cícero Firmino, o Martinha.

O sindicalista considera que a redução possibilitará ao profissional investir em sua capacitação, visto que ultimamente o conhecimento é peça fundamental nas linhas de produção.

Quem endossa a opinião é o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão. Ele ressalta que a questão será negociada empresa por empresa, independente dos obstáculos. "Tentaremos encontrar o ponto de equilíbrio entre os interesses dos trabalhadores e empresários."

As empresas, por sua vez, discordam e a argumentam que a redução da jornada não significa, necessariamente, contratações.



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Festa do Trabalho em São Bernardo vira palanque

Alexandre Melo
Paula Cabrera

01/05/2010 | 07:00


Em ano de eleição, a festa do Dia do Trabalho servirá também para propósitos eleitorais. Grande parte da cúpula petista estadual estará presente na festa promovida pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), em São Bernardo, que se tornará palanque, no melhor estilo eleitoral, para os discursos dos pré-candidatos ao governo do Estado, Aloizio Mercandante e à presidência, a ex-ministra da Casa-Civil, Dilma Rousseff.

É esperada ainda a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também terão voz os candidatos ao cargo de deputado estadual e federal, em sua maioria, integrantes dos sindicatos que apoiam o ato.

Afilhado político do presidente, o prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT), que também saiu das fileiras sindicais, usará o palco para relembrar os velhos tempos e discursar aos trabalhadores que acompanharão o evento, a partir das 11h da manhã.

A festa, que terá o tema Solidariedade e o Trabalho Decente, reunirá a maioria dos sindicalistas do Grande ABC, prontos para apresentar as principais bandeiras de luta das classes neste ano. Entre elas, o destaque é para a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Apesar das grandes montadoras terem carga de 40 horas, muitas pequenas empresas adotam a carga horária de 43 ou 44h por semana, como permite a legislação.

"É fundamental adequarmos a realidade de mão de obra à produtividade. As novas máquinas reduziram muito o trabalho dos funcionários", avalia o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Cícero Firmino, o Martinha.

O sindicalista considera que a redução possibilitará ao profissional investir em sua capacitação, visto que ultimamente o conhecimento é peça fundamental nas linhas de produção.

Quem endossa a opinião é o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão. Ele ressalta que a questão será negociada empresa por empresa, independente dos obstáculos. "Tentaremos encontrar o ponto de equilíbrio entre os interesses dos trabalhadores e empresários."

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