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Grana tentará aplicar discurso de coalizão

Com PT em crise, prefeito partirá para a reeleição dando destaque ao projeto com aliados


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

19/04/2016 | 07:00


Em meio à maior crise institucional enfrentada pelo PT, o prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), tentará, no pleito de outubro, emplacar discurso de que projeto de reeleição é de coalizão e não exclusivamente petista. Com esta proposta, ele dará destaque às legendas que integrarão seu arco de alianças, criando, inclusive, comitê pluripartidário – composta por 11 siglas.

Ao contrário de série de prefeitos do partido que deixou o PT temendo que a crise política e possível impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) possam prejudicar suas reeleições, Grana permaneceu no petismo, mas terá de driblar o desgaste à legenda. “Eu sou petista histórico e não posso esconder isso. Mas não sou só candidato (a prefeito) do PT”, frisou o chefe do Executivo, ontem, após promover encontro com funcionários comissionados do Paço, no Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá.

A estratégia de minimizar a influência do PT na campanha é refutada por Grana, porém é colocada na mesa por petistas em muitas cidades onde a legenda vê como essencial a vitória no páreo. Tanto é que petistas que estão no comando das prefeituras têm abandonado a ideia de chapa pura. Em Mauá, por exemplo, o diretório era o único da região que nunca abriu mão de lançar dois petistas à disputa pelo Paço, contudo neste ano resolveu abrir a vaga de vice do prefeito mauaense, Donisete Braga (PT), para as legendas aliadas, temendo isolamento do partido no páreo. Ex-deputado federal e ex-prefeiturável do PT andreense, Vanderlei Siraque chegou a aventar no ano passado, sem êxito, a possibilidade de Grana optar por chapa pura. Foi vencido.

Na semana passada, o Diário mostrou que 16 prefeitos do PT no Estado deixaram o partido. O número representa 22% do total de chefes de Executivo que a legenda conseguiu eleger no pleito de 2012. 



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