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Cunha acelera processo ao Senado

Agência Senado/Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente da Câmara enviou documentação
referente ao impeachment a Renan Calheiros


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

19/04/2016 | 07:00


O presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acelerou a entrega do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e deu, pessoalmente, ontem encaminhamento da documentação no Senado, endereçado ao dirigente Renan Calheiros (PMDB-AL). O relatório possui 36 volumes e foi protocolado junto à secretaria-geral da Casa. Os dois peemedebistas se reuniram no gabinete de Renan à tarde para tratar do andamento do episódio. Resumo da ação tende a ser lido hoje pela mesa, quando deve ser montada a comissão especial – com 21 integrantes – que analisará o caso.

A Câmara decidiu, por 367 votos a 146, prosseguir com o trâmite do impeachment, levando o processo para o Senado, que decidirá como vai julgar o episódio. A primeira reunião da comissão especial, atendendo à proporcionalidade dos partidos representados, pode acontecer já amanhã, tendo presidente e relator definidos. Após deliberação do STF (Supremo Tribunal Federal), em dezembro, os senadores têm o poder de reverter a votação do Parlamento vizinho. Em caso de o parecer da relatoria alcançar aval pela admissibilidade no plenário, Dilma é afastada por até 180 dias e quem assume, a princípio temporariamente, é o vice Michel Temer.

Com base eleitoral em São Bernardo, o deputado Alex Manente (PPS-SP), favorável à queda da petista, revelou encontro com lideranças do Senado na busca por consolidar o resultado obtido domingo na Câmara. “Faremos esforço conjunto, abrindo conversa e falaremos com todos aqueles insatisfeitos que romperam com base”, mencionou, ao acrescentar reunião com o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), ex-ministro da Educação do governo Lula, que antecipou ser adepto ao impedimento. Pelas contas de Alex, o processo deve ser apreciado na Casa próximo do dia 10 de maio. “Essa é a previsão”, disse, embora Renan tenha sinalizado que pode frear o ímpeto da tramitação.

Alvo de denúncias, Cunha corre risco de perder a presidência em meio à votação no Senado. Alex relatou audiência da executiva nacional do PPS na terça-feira para apresentar medidas que possam derrubar o peemedebista do comando da Casa – ele enfrenta ação na Comissão de Ética, mas com manobras tem adiado qualquer decisão. “Queremos o afastamento do Cunha. Cumprimos a primeira parte de aprovar a admissibilidade do impeachment. Agora a sociedade também exige a saída dele”, pontuou, declarando que a bancada do partido não participou da entrega do documento justamente devido a esta “discordância”.  

Dilma fala em injustiça e ‘direitos torturados’

Em seu primeiro discurso depois da abertura do processo de impeachment, Dilma Rousseff (PT) alegou, ontem, em Brasília, que sente-se injustiçada pela decisão da Câmara ao afirmar que não viu discussão em plenário sobre eventual crime de responsabilidade o qual poderia ter cometido. “Essa seria a única maneira de se julgar presidente da República. A Constituição estipula que é necessário a existência do crime para que um presidente possa ser afastado do cargo.”

A petista se diz indignada com a situação. Dilma sustentou que está tendo seus “direitos torturados”. “Apesar disso, não vão matar a esperança.” Após essa fala, a presidente alfinetou o dirigente da Câmara, Eduardo Cunha. “Não há contra mim nenhuma acusação de desvio de dinheiro público, enriquecimento ilícito, não fui acusada de ter contas no Exterior”, relatou, incluindo também o vice Michel Temer da lista da artilharia, ao citar que a sociedade “não gosta de traidores”. “É estarrecedor que um vice-presidente, no exercício de seu mandato, conspire abertamente contra a presidente.”



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