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Local de construção da Fundação Casa gera impasse em São Bernardo


William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

09/03/2009 | 07:01


A definição do terreno que deverá receber duas unidades da Fundação Casa em São Bernardo segue envolta em dúvidas. A Prefeitura informou ontem que as obras estão previstas para o município, mas não ocorrerão mais no bairro Alvarenga, nas proximidades do Km 23 da Rodovia dos Imigrantes. Já a Fundação Casa confirmou o local e afirmou desconhecer outra oferta da administração municipal. Ontem, houve protesto de moradores e representantes políticos, contrários à construção.

A Prefeitura atestou que já ofereceu outra área para a Fundação Casa - informação negada pela entidade. No Alvarenga, onde hoje existe um campo de futebol, seria construído um outro equipamento público. A assessoria direta do prefeito Luiz Marinho, no entanto, não especificou qual seria o novo local apresentado ao Governo do Estado nem o que será erguido no bairro em substituição ao projeto estadual.

Ainda sem a informação de que o local pode não receber as unidades da antiga Febem, cerca de 200 pessoas protestaram, debaixo de eucaliptos e com um caminhão de som, contra a construção. Discursos foram feitos de forma eloquente, e não faltaram críticas a Marinho e ao governo estadual.

Líder do Conselho Comunitário do Jardim das Oliveiras, Maurício Inácio da Silva lembrou as promessas feitas por Marinho e criticou a intenção do prefeito em aceitar que o terreno servisse à Fundação Casa. "É algo que traz transtornos. A proposta dele era trazer melhorias, creche, pronto-socorro, e não uma Febem", afirmou.

O vereador Ary de Oliveira também cobrou uma posição dos vereadores da bancada governista. "Queremos que eles se coloquem contra ou a favor, sem indecisão." O deputado estadual Orlando Morando (PSDB) não compareceu, mas enviou um representante, o ex-vereador Laurentino.

Presidente da União das Vilas do Alvarenga, Raimundo Barbosa de Souza, 57 anos e há 33 no bairro, criticou o fato de se querer construir as unidades em uma área de manancial. "Se quer construir um cômodo aqui nesta região, um morador não pode. Como o governo quer que conscientizemos a população se nem ele dá o exemplo?", questionou.

Entre os moradores, o inconformismo ficou com um sorveteiro, que preferiu não se identificar. "Se quiserem construir aqui, passam a caneta e não tem protesto que dê jeito." Ele também não sabia da mudança de planos.



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